sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Destiny's Story - Capítulo 8



Era tão bom estar em casa depois de um dia tão louco. Resolvi assaltar a geladeira, pois estava morrendo de fome e nem tinha comido muito bem no intervalo. Pego meu celular e vou para o quintal. A falta que Emily fazia era indescritível, tudo bem que fiz amigos. Eric é um amor, mas ele tem seus amigos populares, não dava para competir com eles. A Marie geralmente tomava conta da rádio escolar na entrada, no intervalo e na saída. Mesmo que ela revezasse com um menino, também radialista, nós não ticaríamos muito tempo juntas.
Liguei pra Emily e contei tudo sobre aqui e o meu primeiro dia de aula conturbado. Ela disse que todos lá sentiam minha falta, não sei se era maior do que eles faziam aqui ao meu lado. Ficamos mais de uma hora tagarelando. Desligo o celular e vejo o saco de pancadas pendurado na minha frente. Lembro que quando era pequena eu adorava bater nele sem nem ao menos saber como fazer. Hoje eu aprendi um pouco de boxe, mas meus socos e golpes ainda não eram perfeitos.
Amarrei meu cabelo em um rabo de cavalo, coloquei as luvas ,me posicionei em frente a ele e dei vários socos. Tinham vezes que lágrimas saiam do meu rosto, então eu socava com mais força ainda. Como estava sozinha em casa ninguém viu a minha situação deplorável, pelo jeito eu iria ficar mais tempo sozinha do que com meus pais e minha irmã. Eles trabalhavam o dia todo, até comiam fora e só voltavam no jantar.
Fui até a cozinha escrevi um recado dizendo que estava cansada e resolvi dormir mais cedo hoje. Subi as escadas a caminho do meu quarto. Tomei um banho, vesti o pijama, liguei o aquecedor e me enfiei debaixo das cobertas, pronta para dormir.
Dessa vez eu acordei com meu celular despertando, achava mil vezes melhor do que com as batidas na porta. Arrumei a cama, tomei um banho quente, vesti uma roupa que não me fizesse passar tanto frio como ontem e coloquei um gorro, daqueles que ficam caidinhos. Na mesa da cozinha já estavam todos sentados. Conversamos um pouco enquanto comíamos, peguei o cappuccino e fui ao encontro do ônibus. Aproveitei o tempo livre para continuar a ler o livro “A última música”.
Cheguei na escola, dei uma passada na rádio escolar para ver a Marie e depois fui até meu armário. Pousei meu cappuccino dentro dele e continuei lendo o livro. Tinha um trecho que eu achei muito interessante, nele dizia:
Há garotos que crescem achando que vão se firmar em um futuro distante, e há outros que estão prontos para se casar assim que conhecem a pessoa certa. Os primeiros me deixam entediada, principalmente porque são patéticos, e os outros, francamente, não são fáceis de encontrar. Mas é nos sérios que estou interessada, só que leva tempo para encontrar alguém assim, e por quem eu também me interesse. Quer dizer, se a relação não consegue sobreviver no longo prazo, por que é que vou investir meu tempo e minha energia em algo que não vai durar?"
–Isso é bobagem, mas devo confessar que esse trecho foi bem formulado – eu conhecia essa voz, era o Justin.
–Não acho bobagem e quer saber eu concordo em tudo com o que diz. – falei ainda olhando o livro e de costas para ele.
–Primeiro: os caras sérios são sérios demais, tenho certeza que não vai ter nenhum estimulo viver um romance com um desse tipo. E segundo: devemos viver o momento, são eles que preenchem a nossa vida de boas lembranças. – ele disse me virando de frente para ele.
–Mas fique sabendo... – eu ia dizer, mas ele me interrompeu.
–Quer saber vamos esquecer isso, você é muito teimosa e não dá nem pra discutir sobre uma filosofia, pensamento ou poesia contigo. – ele riu debochado. – Tenho algo pra você. Ontem eu entrei em uma loja e vi uma coisa que me fez lembrar a doida desastrada da cafeteria – ele pega algo entre seus livros e me entrega sorrindo – Espero que goste.
–O novo cd da Katy Perry?! Mas nem é meu aniversário ou alguma data comemorativa. – eu disse a ele.
–Considere como um presente de boas vindas.
–Nossa Justin... obrigada. Eu amei!! – eu o abracei com os olhos brilhando, tinha realmente amado o presente.
–Magina, nem é tanto assim. – ele retribuiu o abraço – Valeu apena ter comprado pra você.
–Ahn? Por quê? – eu perguntei ainda abraçada a ele
–Acabei ganhando um abraço seu. E ainda está frio... então fica ainda mais gostoso. – ele disse e me abraçava mais forte.
Me afastei dele rapidamente. Drogaa... eu não tinha pensado antes de agir e olha no que deu.
–Só foi um abraço de agradecimento Bieber, não pense besteira. – o encarei séria.
–Não sabia que você era uma poetisa encubada.
–E não sou. Por que você achou isso?
–Você está lendo um livro logo de manhã, quem faz isso?!E ainda está tomando cappuccino , pelo jeito você é fã de capuccino. Sem falar nesse seu gorro, neh?! – ele disse e analisando por completo. Levou sua mão até minha cabeça e deu uma puxadinha de leve no meu gorro.
–E você é um agente do FBI pra ficar analisando todos a todo o momento?
–Eu simplesmente gosto de prestar atenção nas pessoas. E principalmente em tudo o que está ligado com você. – ele falou acariciando meu rosto.
–Para Bieber. – eu disse e levei minha mão até a sua fazendo com ele a tirasse do meu rosto.- Fique sabendo que odeio quando as pessoas ficam me olhando e me analisando.
–Desculpa, mas é involuntário. Seria impossível não te notar - ele disse rindo de leve.
–Também eu sou totalmente diferente de todos daqui. Sou morena e bronzeada… uma anormal da visão de todos. - disse revirando os olhos
–Eu não estava me referindo a isso. – ele disse tentando me animar.

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