Fomos até o centro do gazebo. Estava tocado “Bleeding Love”. Só de saber que iríamos dançar uma música lenta me deixava nervosa. Com qualquer outro rapaz eu estaria tranqüila, mas com o Justin não. Tinha medo de errar e principalmente de ficarmos muito perto. Foi só eu pensar que ele começou a se aproximar mais de mim. Eu não fazia idéia do que fazer, então resolvi ficar parada. Naquele momento meus músculos não se moviam nem se eu quisesse.
Ele envolveu minha cintura com o seu braço, deixando nossos corpos colados. Com o outro, ele levou minha mão até o seu ombro e em seguida entrelaçou nossas mãos. Sua pele era quente, fazendo com que o frio sumisse. A brisa que batia fazia seu perfume se espalhar pelo ar. Começou a dar início a dança com passos lentos. Ele realmente sabia guiar perfeitamente uma dança tão calma como aquela. Era bom saber que nada era imaginário e que ele estava realmente aqui junto de mim. Fechei os olhos e apoiei minha cabeça em seu ombro. Meu nariz roçou levemente na sua nuca, fazendo com que um arrepio se espalhasse por todo meu corpo.
Quando eu menos esperava senti que estava me afastando dele. Abri os olhos de imediato para saber o que estava acontecendo. Mas acabei me acalmando quando percebo que o vento batia em meu rosto e que ele estava apenas me girando. Dava para sentir meu vestido rodando juntamente comigo. Justin aproxima nossos corpos novamente. Dançamos juntinhos por mais uns minutos. Sinto ele me tombar e beijar meu pescoço de forma graciosa. Sua mão apertou fortemente minha cintura e com a outra ela segurava minha cabeça. Foi como se uma corrente elétrica espalhasse pelo meu corpo e no local em que ele encostou seus lábios houvesse dado um pequeno choque. Ele me levantou, me virou novamente e quando voltei para os seus braços. Justin acariciou minha mão enquanto dançávamos.
– “Se minha mão profana o relicário em remissão aceito a penitência: meu lábio, peregrino solitário, demonstrará, com sobra, reverência.” – ele disse sorrindo de canto.
Eu pude perceber que ele estava recitando novamente um trecho do livro Romeu e Julieta, então resolvi acompanhá-lo.
– “Ofendeis vossa mão, bom peregrino, que se mostrou devota e reverente. Nas mãos dos santos pega o paladino. Esse é o beijo mais santo e conveniente.”
–“Os santos e os devotos não têm boca?” – ele riu fraco.
–“Sim, peregrino, só para orações.” – respondi com um sorriso delicadamente vitorioso.
– “Deixai, então, ó santa! que esta boca mostre o caminho certo aos corações.”
– “Sem se mexer, o santo exalta o voto.” – disse condizendo com o texto escrito porShakespeare.
- “Então fica quietinha: eis o devoto. Em tua boca me limpo dos pecados.” – ele disse indo de encontro ao meu olhar. Eu olhava dentro dos seus olhos caramelados que me faziam derreter completamente. Cada vez dava para sentir seu calor e seu cheio exalar de seu corpo. Seu hálito fresco batia no meu rosto e nossas respirações se tornaram uma só.
– “Ofendeis vossa mão, bom peregrino, que se mostrou devota e reverente. Nas mãos dos santos pega o paladino. Esse é o beijo mais santo e conveniente.”
–“Os santos e os devotos não têm boca?” – ele riu fraco.
–“Sim, peregrino, só para orações.” – respondi com um sorriso delicadamente vitorioso.
– “Deixai, então, ó santa! que esta boca mostre o caminho certo aos corações.”
– “Sem se mexer, o santo exalta o voto.” – disse condizendo com o texto escrito porShakespeare.
- “Então fica quietinha: eis o devoto. Em tua boca me limpo dos pecados.” – ele disse indo de encontro ao meu olhar. Eu olhava dentro dos seus olhos caramelados que me faziam derreter completamente. Cada vez dava para sentir seu calor e seu cheio exalar de seu corpo. Seu hálito fresco batia no meu rosto e nossas respirações se tornaram uma só.
Eu realmente não esperava que ele seguisse a risco com o que dizia o clássico romance. Levemente o Justin encostou nossos lábios e deu início a um beijo. Seus lábios carnudos eram macios e aveludados. Ele acariciava meus cabelos e segurava minha cintura cada vez mais próxima de si. Não me importei se fossemos vistos por alguém e acabei me entregando aos seus beijos. Ele era um verdadeiro cavalheiro comigo, me fazia se sentir especial. Ao seu lado eu era eu mesma e o modo como ele me aceitava me fazia feliz. Seus braços eram envolventes e aconchegantes. Seu toque era único, na realidade ele era único. Nunca me senti assim como quando estou perto dele. E principalmente quando estamos ligados por um beijo. Seus movimentos eram graciosos e viciantes. Com delicadeza separamos nossos lábios. Resolvi abrir os olhos e acabei encontrando com os seus que analisavam o meu rosto.
Queria que ele continuasse mais perto de mim e que esse momento nunca mais terminasse. O silencio pairava no ar e eu não sabia o que fazer. Então a única coisa que se passou pela minha cabeça foi de continuar com as citações.
–“Pecados que passaram, assim, para meus lábios.” – disse receosa.
Ele sorriu pensativo e prosseguiu:
– “Pecados meus? Oh! Quero-os retornados. Devolve-nos.”
– “Pecados meus? Oh! Quero-os retornados. Devolve-nos.”
Em seguida nos beijamos novamente, como eu tanto queria. Ele deu passos vagarosos para a frente, fazendo com que minhas costas encontrassem um dos pilares laterais que sustentam o gazebo. Seus lábios eram viciante, como se fossem um doce feito do cacau mais refinado do mundo. Dessa vez nosso beijo foi mais curto e terminado com selinhos. Ficamos encostados ali apenas nos olhando.
–Eu não devia ter te forçado a isso. – ele disse sem graça.
–Shh… - disse colocando meu dedo indicador sobre seus lábios. – Você não me forçou a nada.
–Julieta… - ele suspirou segurando o meu rosto – eu te amo.
Espontaneamente eu estampei em meus lábios um sorriso enorme. Aquela voz rouca dizendo que me ama ecoava na minha mente. Estávamos prestes a nos beijarmos novamente, mas fomos interrompidos pela voz de Marie.
–Ai está você. Te procurei em todo canto. – Ela disse entrando dentro do gazebo de mãos dadas com o Chaz.
–Estamos interrompendo algo? – Chaz perguntou malicioso olhando para nos dois que estávamos um tanto próximos e ainda apoiados no pilar.
–Não – eu disse rapidamente e sentindo meu rosto corar.
–JB… sua mãe estava te procurando. Ela está conversando com os pais da Cloe e quer que você faça companhia para ela. – Chaz disse sem graça por estragar o momento.
–E você vem com a gente – Marie disse fazendo sinal para me aproximar deles. – Temos que ir embora, já é tarde. – ela olhou no relógio do pulso de Chaz e se corrigiu. – Na verdade já é cedo. São exatamente três e quarenta e cinco.
–Nossa, mas já?! – perguntei espantada e indo em sua direção. Me virei para trás e vi Justin com as mãos no bolso enquanto encarava o chão. – Tchau Jus, temos que ir.
Me virei e desci as escadas do gazebo juntamente com Marie e Chaz. Estávamos passando pela passarela quando escuto uma voz.
–ESPERA!!! – Justin disse gritando correndo em minha direção.
Seus cabelos ao vento e seu corpo em movimentos sincronizados me fizeram suspirar. Seus passos eram levem quando se chocavam com o chão, mesmo estando correndo em um ritmo acelerado. Ele se aproximou de mim e segurou minhas duas mãos.
–Eu quero te ver nesse final de semana. Que tal amanhã? Quer dizer… que tal hoje mesmo? – ele perguntou com um olhar reluzente. Afinal já era sábado e não mais sexta.
–Não sei Jus. – eu disse encabulada e tentando permanecer na defensiva.
–Por favor! – ele me encarava carinhosamente – E também temos deveres para fazer, se lembra? – ele disse sorrindo de canto.
É verdade… eu estou ajudando ele com os deveres de casa em troca das aulas de boxe.
–Ok – eu disse suspirando rendida.
–Ótimo. Hoje mesmo, na minha casa. Depois eu te mando uma mensagem combinando melhor.
–Então… até! – eu disse dando um beijo em seu rosto.
Ele fez uma cara de decepcionado, mas acabou sorrindo em seguida.
Marie me levava arrastada pela passarela para que fossemos rapidamente embora. Eu tentava olhar para trás e visualizava o Justin parado me encarando com um sorriso encantador. Chaz era quem iria nos levar para a casa da vó dela, então atravessamos todo o festival para o chegarmos ao estacionamento. Durante o trajeto eu fui relembrando a noite de hoje e tentando gravá-la para sempre na minha memória.
Nenhum comentário:
Postar um comentário