sábado, 18 de fevereiro de 2012

Destiny's Story - Capítulo 37






Acordei sentindo a luz do sol que refletia na porta de vidro da sacada incomodar meus olhos. Virei para o outro lado e abri meus olhos, para saber que horas eram.
–AAAAAAAAAAA – gritei assim que vi o Justin sentado em cima do tapete da sala, virado de frente para o sofá que eu estava deita. Ele olhava para mim e afagava meus cabelos.
–Hey… não grita. – ele disse baixinho enquanto levava a mão direita até sua cabeça. – Desculpa se te assustei.
–O que você está fazendo aqui sentado no chão? – disse levantado meu tronco.
–Estava vendo você dormir. – ele disse olhando em meus olhos de forma doce.
–Como você está? – perguntei tentando desviar de seus olhos.
–Minha cabeça parece que vai explodir. – ele disse bagunçando seu cabelo.
–Deixei o remédio e um copo com água em cima do criado mudo, do lado da sua cama. – disse arrumando o seu cabelo. – É só tomar e esperar um pouco que logo melhora.
–Jú, não precisava dormir no sofá, deve ser desconfortável – ele disse segurando a mão com a qual estava mexendo em seu cabelo.
–Não tenho mais um quarto Justin. – disse ajeitando meu vestido.
–Te expulsaram da sua suíte? – ele perguntou surpreso.
–Não! – eu disse rindo – Fiquei sem dinheiro depois de pagar os prejuízos do restaurante, então cancelei a minha suíte. – disse cabisbaixa.
–Me perdoa Jú… eu acabei com o jantar de ontem. – ele disse sinceramente.
–É… mas não posso dizer que não foi repleto de aventura e adrenalina – eu disse rindo. – Bom… agora você tem uma colega de quarto. E já vou avisando que escolhi minha cama – disse apontando para o sofá que eu estava sentada.
Ele riu junto comigo e disse:
–Ganhei uma colega de quarto e uma namorada em um só noite. Detalhe: bem na noite mais desastrada da minha vida. Será que é sorte?
–Que eu sou sua namorada, é sorte sim. Mas agora você vai ter que ser o homem atencioso da relação e me ajudar com as despesas nessa viagem. – disse rindo - Afinal meu cartão não tem mais nenhum valor. - disse tocando em seu nariz com o indicador.
–Sem problemas, isso seria o mínimo que eu faria. – ele disse me dando um selinho. – Só que… eu quero saber se você me perdoa.
–Eu quero que você entenda que me matou de preocupação. Você não parou de beber, por mais que eu lhe pedisse, e ainda se meteu em uma briga feia com o Apolo. Se eu não negociasse com ele você se ferraria quando voltasse para Stratford. Sua mãe está correndo o risco de perder a sua guarda e você me disse que queria ficar com ela. Mas Justin… se fosse pego bêbado e ainda agredindo alguém em um país muito longe de onde você veio, só iria piorar ainda mais a sua situação. Nós combinamos que você viesse comigo para relaxar um pouco e não para arrumar mais problemas do que já tem.
– Sei que errei. – ele disse respirando fundo – Eu estou tentando mudar, mas não é tão fácil assim. E ainda tem o Apolo para complicar mais as coisas.
– Qual é o problema entre você e esse Apolo? – perguntei curiosa.
–É uma história muito longa. Começamos a nos desentender por causa da competição de popularidade no colégio, quando o Apolo estudava lá. – ele disse revirando os olhos - Antes eu só jogava hóquei, mas o time da escola foi cortado. Então fiz um teste para entrar no time de basquete. Naquele tempo o Apolo namorava a Cloe e era o capitão do time. Rapidamente eu fui me dando bem tanto no jogo como também com os outros jogadores. Depois que o time votou em mim para ser o novo capitão, a gente começou a brigar. Ele não aceitou a minha posição e mudou de escola. A Cloe começou a se interessar por mim e eu acabei ficando com ela, isso aumentou ainda mais a nossa briga. Agora lá onde ele estuda, ele é o capitão e sempre é uma rixa quando jogamos um contra o outro. – Justin disse relembrando – Por isso eu falo para você ficar longe dele. O Apolo é um cara poderoso em Stratford por ser o filho do prefeito e também pelo seu famoso grupo sem regras. Ele faz de tudo para me atingir e pode muito bem usar você para conseguir isso.
–Não vai acontecer nada. Nós estamos juntos, não estamos? – disse carinhosamente.
–É... estamos – ele disse sorrindo.
–Bobo! – eu disse rindo enquanto pulava em cima dele.
Acabamos caindo deitados no chão e ele dava uma risada gostosa de escutar, parecia uma sinfonia para os meus ouvidos. Ficamos deitados no tapete olhado um para o outro. Na minha cabeça passava flashes de quando eu os vi pela primeira vez, o seu olhar vivo e penetrante. Não acreditava que ele poderia se interessar pó mim, parecia que iria acordar desse sonho a qualquer momento. Mas quando ele tocava em mim sentia que era mesmo real e agradecia fervorosamente por não ser uma ilusão. Ele era um garoto cheio de erros, mas para mim seus erros se tornaram ocultos quando admirava seus belos olhos.
–No que está pensando? – Justin me perguntou, fazendo com que eu acordasse dos meus pensamentos.
–Em você. – respondi olhando para o teto da suíte.
–Como assim? – ele disse rindo.
–Quando nos conhecemos, o quanto irritante você era e o quanto perfeito você é agora para mim – disse acariciando sua mão entrelaçada na minha.
–Para mim você sempre foi diferente. – ele disse beijando a minha mão.
–É eu me lembro quando você disse isso no carro. – disse recordando.
–Foi naquele dia que eu me apaixonei mesmo por você. – ele disse sorrindo.
–Por que naquele dia? – perguntei curiosa.
–Não sei… naquele dia eu pude perceber como você era realmente. Você recusou a minha carona mesmo vendo qual era o meu carro, sinal de que não ligou para meu dinheiro e nem a minha popularidade, agiu comigo como se eu fosse só mais um estudante de lá.
–Estudante insuportável, siga-se de passagem – acrescentei rindo.
–Ok… - ele disse revirando os olhos – Você é inteligente, não se sentou na mesa das patricinhas mimadas da escola, não quis chamar atenção por mais que isso seja impossível. – ele disse rindo pelo nariz – Mas o principal que eu descobri foi quando você entrou no meu carro. Você agiu normalmente, mostrou quem você era. Quando você ligou o rádio e começou a cantar de olhos fechados enquanto o vento batia em seu rosto, pude sentir que era você o que faltava para mim. Jú… você foi apenas você mesma, não se importou com nada ao seu redor e, principalmente, nem quis me impressionar. Mas sem nem ao menos tentar me agradar você acabou conseguindo isso. Você consegui mexer comigo mesmo de olhos fechados – ele disse surpreso, animado, contente… não sei descrever como era sua expressão. – E com você? Quando foi que percebeu?
–Que eu me apaixonei por você? – eu perguntei e ele assentiu- Bom… No dia que você brigou na aula de educação física. Foi quando nos beijamos pela primeira vez, na frente da minha casa, debaixo da chuva. – disse tentando lembrá-lo.
–Eu sei quando foi o nosso primeiro beijo, Jú – ele disse rindo – Não teria como esquecer, fiquei lembrado dele por dias.
Eu ri junto com ele e disse:
–Foi quando você me beijou que pude perceber que você não era um coração de pedra e nem arrogante como se fazia no colégio, pude perceber que ao meu lado você era outra pessoa. Uma pessoa mais doce, companheira, alegre… alguém que me completasse. – disse suspirando.
–Foi a mesma coisa que você sentiu com o Caio? – ele perguntou apreensivo.
–Jus… – o repreendi – Com ele não foi como foi com você. Vocês são totalmente diferentes, não é a toa que não dividem o mesmo corpo – disse rindo tentando aliviar o clima.
–Não foi? – ele perguntou confuso.
–Não… por que você quer escutar que eu senti a mesma coisa? – perguntei encarando seus olhos.
–Quero saber se você me ama como também amou ele. – ele disse cautelosamente.
–Jus… você não é o Caio. Se eu não amasse mais você do que ele, agora eu não estaria com contigo, não é? – disse o fazendo refletir e achar a conclusão.
–É!! – ele disse sorrindo e me abraçando fortemente pela cintura.
–E você? Quantas namoradas já teve? – perguntei curiosa.
–Bom… - ele fingiu contar nos dedos - Você é a primeira. – disse elevando apenas um dedo da sua mão esquerda
–Pára de brincar. – disse o empurrando de leve – Pode me contar a verdade.
–E eu estou te contando. – ele disse olhando nos meus olhos, pelo jeito era mesmo verdade. - Eu nunca namorei ninguém, as meninas com quem eu ficava era um romance momentâneo… se é que podemos chamar de romance.
–E a Cloe? – perguntei confusa.
–Ela acha que me namora, mas sabe muito bem que não é verdade. Só era um ficante mais fixa já que ela não desgrudava de mim… nada de mais. A Cloe quer status e não alguém que a amo, não é a toa que namorou com o Apolo, o antigo capitão do time. Resumindo: quem for capitão do time é o alvo da Cloe.
–Você me surpreendeu agora. Eu jurava que já tinha namorado um monte de garotas.
–Não! Pelo jeito você é a mais experiente em relação ao amor do que eu. Sou apenas um aprendiz nisso.
–E está indo muito bem – disse deitando minha cabeça em seu ombro.
–Não acho… que namorado faz a sua namorada dormir no sofá? E ainda mais… que namorado deixa a sua namorada ficar até duas horas da tarde sem comer? – ele pergunta apontando para o relógio.
–Já são duas hora? – perguntei assustada.
–Já, amor! Vamos descer para almoçarmos. – ele disse se levantando do chão junto comigo.
–Vamos. – respondi ainda abraçada com ele.

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