sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Destiny's Story - Capítulo 25

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Olho para o lado e vejo a Cloe encarando nossas mãos dadas sobre a mesa. Assustada com a cena resolvi retirar minha mão.
–Oie Cloe. – Justin disse educadamente.
–O que está fazendo aqui? – ela perguntou se virando para ele.
–Vim tomar um café com a Julieta – ele respondeu normalmente.
–Julieta... nossa eu nem tinha reparado que você estava aí. –ela disse falsamente.
–Jura que não me viu? – perguntei sarcástica.
Ela me fuzilou com seus olhos espremidos.
–JB... você sumiu ontem no festival. Fiquei te procurando depois que ficamos juntos. – ela disse vitoriosa. – Senti saudades.
–Quer saber, vou esperar lá fora enquanto vocês conversam. – disse me levantando e andando rapidamente até a porta.
Para não ficar vendo os dois juntinhos através da janela da cafeteria, resolvi ficar virada de costas apoiada no carro. O Justin estava demorando demais lá dentro, então me sentei em cima do capô. Fiquei longos minutos lá sozinha até que escuto a porta se abrir e Justin se aproximar de mim. Ele parou na minha frente e ficou me olhando carinhosamente. Peguei um dos sacos de sua mão e também um copo de cappuccino, desci do capô, peguei minha mochila de dentro do carro e fui caminhando para fora dali.
–Hey. Aonde você vai? – ele perguntou me perseguindo.
–Obrigada pelo café. – disse caminhando mais rápido.
–Espera! – ele disse me puxando meu braço para perto de si. – O que foi? E os nossos planos de hoje?
–Faz o seguinte... siga os planos, mas só troque a acompanhante. – disse brava.
–Como assim? – ele perguntou confuso.
–Chame a Cloe para ir com você. Quem sabe depois vocês até não acrescentam mais coisas para fazerem. – disse tentando me soltar dele.
–Jú... não é nada do que você está pensando – ele disse calmamente – Ela sempre foi assim, não caia nas provocações dela.
–Mas bem que você caiu diretinho nas provocações dela ontem no festival depois que eu fui embora, não foi? Quer saber... vocês se merecem.
–Eu não tenho mais nada com ela Jú! Entenda isso pelo amor de Deus. – ele disse me segurando forte. – Ontem ela tentou me beijar, mas só foi um selinho porque logo eu me afastei.
–Eu não sou boba Bieber. Você queria beijar todas ontem, não era?
–Se você não é... então pare de agir como uma boba. Ontem a única que me interessava naquele festival era você. – ele disse me olhando dentro dos meus olhos. – Na verdade... a única que me interessa nesse mundo é apenas você, Julieta.
Quando percebi já estava com nossos lábios colados, mas dessa vez quem tomou a atitude fui eu. Uma atitude um tanto impulsiva, mas nunca indevida. Eu o queria junto de mim e após escutar ele dizendo aquilo de uma forma tão transparente, não pude deixar de beijá-lo. Levei minha mão direita até sua nuca, o puxando para mais perto de mim e com a outra eu segurava o café da manhã. Ele entrelaçou suas mãos na minha cintura e me beijava com vontade. Paramos para respirarmos, ambos estávamos ofegantes, mas mesmo assim não nos desgrudamos.
–Eu te amo Julieta. – ele disse dando um selinho em meus lábios.
–Você é único Justin Bieber. – eu disse rindo fraco e lhe dando outro selinho.
Ele sorriu e começou a caminhar de costas até o seu carro enquanto me enchia de beijinhos por todo meu rosto. E eu só conseguia rir diante dessa cena. Depois de alguns passos ele parou apoiado na porta do seu carro, do lado do carona e me beijou novamente. Conseguia escutar pessoas comentando ao nosso redor, mas eu não me importava com mais nada. Paramos de nos beijar e entramos no carro. Justin deu a partida enquanto eu ligava o som, estava tocando “Salve-me” do grupo Hanson. A música era velhinha, mas muito linda.
–“Loving you like I never have before”- Justin cantou olhando para mim e em seguida prosseguiu cantando.
Sua voz era muito afinada, mas ele possuía um timbre diferente e perfeito. Escutar ele cantando com aquela sua voz rouca era muito confortável. Não resisti e beijei seu rosto com uma cara de felicidade. Em seguida nós prosseguimos cantando juntos enquanto comíamos donuts e tomávamos cappuccino.
Logo chegamos na sua casa. Por fora já dava para ver como era imensa e sofisticada. Ele estacionou o carro e nos guiou de mãos dadas até dentro dela. Sinceramente me senti envergonhada por estar ali, minhas roupas pareciam até inapropriadas para estar naquele lugar. Eu tinha até dó se pisar naquele chão branquíssimo com meu all star surrado. A casa era toda arejada e limpa, a decoração parecia ter sido planejada durante meses. Em todos os cantos havia detalhes e os móveis eram esplendorosos. A sala era repleta de produtos eletrônicos de última geração, as poltronas e os sofás tinham um aspecto fofinho e confortável só de olhar e na mesinha de centro tinham várias revistas e livros. A escada que dava para o piso superior era enorme e toda feita de mármore, era daquelas que dava até vontade de descer escorregando pelo corrimão. Porém o mais encantador para mim era o enorme lustre do hall, parecia que foi passado de geração para geração, simplesmente incrível.
Justin me levava até seu quarto. Não havia ninguém em casa a não serem os empregados. Por mais que eu desse um olá, nenhum deles me respondia, apenas sorriam e olhavam para o chão. No hall superior tinham vários quadros um tanto interessantes. Depois de passarmos por algumas portas brancas, Justin chega em frente a um e abre. Carinhosamente ele me convida para entrar me puxando para dentro. O quarto era imenso, tinha uma estante cheia de troféus e medalhas, sua cama era muito maior que uma comum cama de casal, tinha a um big TV de tela plana bem a sua frente e a cor das paredes eram pintadas de um azul celeste.
–Vem Jú. – ele disse se aproximando mais de mim e me trazendo cada vem mais para o centro do quarto – Quer alguma coisa? Água, refrigerante, vodka... – ele perguntou rindo. – Tem tudo dentro do frigobar se quiser eu pego para você.
–Não eu estou bem. – disse me aproximando mais dele. Não sei por que mais me sentia assustada aqui então preferia ficar perto dele, como se ele fosse me proteger daquele mundo no qual ele vivia todo dia.
–Vou pegar os livros e já vamos estudar. – ele disse se dirigindo para a sua estante – Onde prefere... aqui, no escritório, na sala de jantar ou lá fora?
–Tanto faz. Você decide – disse sorrindo e evitando tocar nas coisas com medo de quebrar algo.
–Então... vamos estudar lá fora. Vai ser até melhor, não fica tão chato como quando ficamos presos entre quatro paredes no meio de vários livros. - ele veio em minha direção, tirou minha mochila e a jogou em cima da sua cama. Descemos de mãos dadas até o quintal, onde iríamos passar o resto da manhã estudando.

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