sábado, 18 de fevereiro de 2012

Destiny's Story - Capítulo 42




Acordo escutando um barulho irritante, me viro para mudar de posição e murmuro quando escuto novamente o mesmo som. Abro os meus olhos devagarzinho e vejo o Justin vestindo apenas a sua bermuda branca. Ele estava sentado na cama sorrindo lindamente com uma câmera fotográfica na mão.
–O que você está fazendo? – perguntei jogando meus cabelos para trás e levantei meu tronco.
Olho para mim e vejo que estava toda enrolada no lençol branco, com as minhas costas a mostra.
–Bom dia! – ele disse ainda sorrindo e tirando outra foto de mim.
–Que tipo de maníaco você é que fica tirando fotos de meninas quando estão acordando? – disse com a voz sonolenta enquanto puxava o lençol tentando me cobrir melhor.
–Não tem mais nenhuma menina aqui, só você – ele disse rindo – Mas se quer saber... eu sou apenas um cara totalmente apaixonado pela minha namorada. Qual o problema de te admirar um pouco? – ele disse tirando mais uma foto.
–Pára Jus. – murmurei baixinho – Olha só o meu estado. – disse colocando a mão no rosto.
–Você está linda. – ele disse tirando as minhas mãos e me puxando para mais perto.
Em seguida me beijou, um beijo diferente do restante, parecia que estava mais intenso e apaixonado. Fiquei de joelhos na cama, com a mão direita segurando o lençol enrolado no meu corpo e com a esquerda eu massageava sua nuca. Sentei no seu colo, com as pernas em volta da sua cintura e ele tirou mais uma foto de nós nos beijando. Peguei na sua mão, a abaixei e tirei a câmera dele, a deixando do nosso lado no colchão. Ele me trouxe para mais perto de si e foi me deitando na cama, quando escuto um barulho, parecia algo apitando.
–Hmm... – ele murmurou enquanto rompia nosso beijo. – Tenho que ir. – disse se levantando.
–Hey... aonde você vai? – perguntei confusa.
Ele não me respondeu, apenas saiu apreçado do quarto. Olhei para a cama e vejo minha lingerie, pego e a visto. Fiquei procurando a minha roupa, mas não a achava. Vejo que a camiseta quadriculada do Justin estava onde eu tinha jogado ontem, no chão do lado da cama. Pego ela e visto enquanto via as fotos que ele tirou agora pouco com a minha câmera. Quando estava abotoando o botão na altura do meu umbigo vejo o Justin abrindo a porta de vidro, fazendo os raios solares adentrarem no quarto. Ele entrou com uma bandeja na mão enquanto jogava seus cabelos para o lado.
–Que gatinho – eu disse rindo e tirei uma foto dele.
–Trouxe nosso café. Fiz pão de queijo – ele disse colocando a bandeja em cima da cama e riu junto comigo. Sentou-se ao meu lado e me deu um selinho. – Gostei da camisa – ele disse olhando para mim anda rindo.
–Você vai usar? Desculpa, eu não sabia – disse abrindo um botão.
–Não, pode usar. Ficou bem melhor em você – ele disse me abraçando por trás.
–Hey... resolveu se dar bem com a cozinha? – perguntei rindo e olhei para a bandeja.
–Desde que seja algo congelado que você apenas coloca na forma e depois o formo avisa quando está pronto. É... eu viro um mestre cuca. – ele disse rindo. – Bom... tem suco de laranja, torrada, geléia de frutas vermelhas e pão de queijo – ele disse apontando para os alimentos. – Dizem que é muito bom – disse pegando um.
–E é! – eu disse roubando uma mordida.
–Gulosa! – ele falou rindo.
–O que é? Eu estou morrendo de fome – disse depois de engolir o pedaço e peguei um pão de queijo só para mim.
–Imagino… depois de ontem. – ele disse se achando.
–Hey!!- disse dando um soco no seu braço.
–O que? E por acaso não foi verdade? – ele falou indignado.
–Foi... mas não precisa comentar, né? – disse envergonhada.
–Ai amor, não precisa ter vergonha. Isso é tão normal. – ele disse beijando minha bochecha.
–Para você é normal, mas para mim ainda não está nem um pouco perto de ser tão normal assim. – disse mordendo o pão de queijo.
–Não é não! Ontem não foi algo normal para mim do jeito que você pensa – ele falou indignado.
–Como não Justin? Você não era... aa você sabe.
–Mas ontem foi diferente. Eu fiz amor com você – ele disse me olhando, mas ignorei seus olhos, não conseguia encará-lo.
–Como se você nunca tivesse feito isso antes de me conhecer. – disse depois de engolir.
–E eu não fiz mesmo – ele falou normalmente – Ontem eu fiquei nervoso, foi a primeira vez que faço amor e não apenas sexo – ele disse sinceramente. – Eu sinto algo muito forte por você, Julieta. Então não tem como comparar com as outras vezes.
–Então… gostou do pão de queijo? – disse mudando de assunto, escutar a sua voz rouca dizer tudo aquilo para mim me fazia arrepiar.
–Gostei sim – ele disse rindo ao perceber que estava encabulada com a nossa conversa.
Depois de tomar café da manhã, nós tiramos mais algumas fotos e ficamos relembrando a viagem. Eu caminhei até a porta de vidro e fiquei olhando para fora.
–O que foi? – ele perguntou me abraçando por trás.
–Só não queria que tudo isso acabasse. – disse acariciando seu rosto que estava apoiado no meu ombro.
–E não vai acabar, apenas terá uma continuação. – ele disse beijando minha nuca.
–É que não parece ser real.
–Mas é real, confie em mim. – ele disse carinhosamente.
–Eu confio. – disse de olhos fechados.
Sem eu menos esperar, ele me arrasta para fora do chalé.
–O que você está fazendo? – perguntei assustada.
–Vamos curtir um pouco a praia. Só nós dois, juntinhos. – ele disse me puxando pela mão até a rede que tinha lá fora.
–Mas eu estou praticamente despida. – disse puxando a sua camisa para tentar tampar mais as minhas pernas.
–Aqui não tem mais ninguém, Jú. É uma praia deserta – ele disse rindo e se sentando na rede. – Vem comigo. – falou pegando a minha mão.
Ficamos um tempo lá deitados, aproveitando a brisa, a paisagem, sentindo o balanço da rede e namorando um pouco.
–Quando voltarmos para o Canadá, tudo vai voltar ao normal? – Justin perguntou enquanto acariciava meus cabelos e desenhava figuras abstratas com os seus dedos que caminhavam livremente pela minha cintura.
–Por que você está perguntando isso? – disse apoiando meu queixo em seu peito e olhei em seus olhos.
–Quero saber se nosso namoro vai durar mais que um feriado prolongado.
–E não é para ser? Achei que era um namoro sério e não apenas um romance de “verão”.
–Não... claro que é um namoro sério, só queria saber como era para você.
–Justin, nós estamos juntos. Achei que estava bem explícito isso.
–Eu sei, mas nós vamos ter que esconder isso dos outros? Tipo na escola ou em qualquer outro lugar que formos?
–Acho que não. Sei que vai ser complicado com todos olhando e dando palpites, mas nós não temos nada a esconder.
–E nem a temer- ele acrescentou – A não ser o fato de perdermos o avião. – ele disse rindo e me puxando mais para si.
–O que? – perguntei assustada. – Que horas é o vôo?
–Deve ser daqui uma hora, algo assim. – ele disse tranquilamente.
–Justin! – chamei sua atenção. – Vamos, ainda temos que arrumar a casa e tomar um banho. Sem contar a estrada que devemos pegar para chegar até a cidade. – disse o puxando.
–Pra quê se está tão bom aqui? – ele disse fechando os olhos e me puxando facilmente para mais perto.
–É sério Bieber! Vamos logo – disse saindo de seus braços e correndo para dentro do chalé.
Organizei a casa, tomei um banho e arrumei minha mala. Logo estávamos pronto e na sala de embarque esperando para entrarmos no avião. A viagem foi cansativa, essa era a pior parte de viajar para tão longe. Deixei uma mensagem na caixa postal da Emily pedindo desculpas por não me despedir direito dela, das meninas e dos meninos.
Quando cheguei em casa, fui tomar outro banho para relaxar um pouco. O dia todo eu fiquei colocando a conversa em dia com a Marie, ela me perguntava sobre tudo e queria saber cada detalhe. De noite ela acabou indo embora, então subi para o meu quarto e fiquei no computador revendo as fotos que tirei na viagem, o Justin queria que eu revelasse todas elas e lhe entregasse. Assim fiz, demorou um tempão para revelar tudo. Tinha cada foto mais linda do que a outra, a não serem aquelas que ele tirou quando eu estava acordando, mas eu fui proibida de apagá-las. Desliguei o computador, terminei de arrumar minhas coisas e fui escrever no meu diário relembrando cada momento que passamos juntos até que eu caí em um sono profundo.

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