sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Destiny's Story - Capítulo 18



–Oie Justin. Sou eu a Julieta! – eu disse sem graça.
–Eu sei Jú– ele riu – Me lembro perfeitamente da sua voz.
–Te liguei porque eu queria saber se o Chaz tem já convidou alguém para o festival.
–Por que você quer saber do Chaz?- ele disse com um pouco de raiva.
–De mim? – deu para escutar a voz de Chaz do outro lado da ligação.
–Droga os meninos estão com você, não é? – perguntei
–É sim... o que você quer com o Chaz?
–Faz o seguinte, se afasta deles. Preciso falar contigo.
–Ok. – ele disse e depois de uns segundos perguntou – O que foi? Eu achei que nós íamos juntos? Agora você quer ser par do Chaz?
–Não! Claro que não. É que me passou uma idéia na cabeça.
–Qual idéia?
–Primeiro responde. Ele tem par?
–Não, ele ainda não sabe quem chamar. Na verdade eu acho que está com medo de levar um fora de alguma menina.
–Será que ele não quer ir com a Marie?
–Precisava ser tão direta? – Maria sussurrou do meu lado.
–Shhh! – eu disse.
–Por que está fazendo “Shh” para mim? – Justin perguntou.
–Não é para você. – precisava inventar uma desculpa rápido - Eu só estava assoprando minhas unhas. É que eu acabei de pintar.
Marie começou a segurar o riso.
–O Chaz ir com a Marie? Por que essa idéia?
–É que a Marie está fugindo de um menino que quer ser par dela. Então eu me lembrei do Chaz, sei lá achei que eles combinavam e que talvez ele ainda não tivesse um par.
–É uma boa idéia. Assim ela fia ocupada com o Chaz enquanto a gente pode ficar sozinhos. Gostei... vou falar com ele. Certeza que ele não vai se importar.
–Fechado então. Sabia que podia contar com você.
–Eu faço o que você pedir, gata
–Então diz para o Chaz convidá-la amanhã, sem falta.
–Pode deixar. Mas fala com essa sua amiga primeiro, vai saber se ela resolve dar um fora nele. Não quero dar a idéia para depois ele quebrar a cara.
–Ok... eu falo. Obrigada. Tchau- eu disse
–Magina. Tchau, gata.
Desliguei o telefone e disse para a Marie:
–Pronto! Amanhã mesmo você vai ser convida por Chaz Somers pessoalmente.
–AAAHHH! OBRIGADA JÚ! Esse vai ser O festival – ela disse me abraçando forte.
Meus pais chegaram e eu resolvi conversar com eles. Contei do Festival de Gala e eles concordaram que eu fosse. Minha mãe ficou tão feliz que até se ofereceu para nos levar agora mesmo as compras.
Ficamos andando pelas ruas e todas as vitrines tinham como o tema o festival da cidade. Demorou para escolhermos nossos vestidos, tinha cada um mais perfeito que o outro. Depois de tudo isso eu acabei comprando finalmente meu vestido, um sapato e uma máscara que combinasse. Parecia que minha mãe estava brincando de boneca comigo. Ela ficava dando palpites, dicas e elogios. Até a Marie se tornou mais uma boneca nas mãos dela.
Quando terminamos as compras nós deixamos a Marie na casa dela e em seguida fomos para casa. Jantamos e logo fomos dormir.
Na manhã seguinte eu chego na escola com a Marie correndo em minha direção.
–Amiga... o Chaz acabou de me convidar para ir ao festival com ele!!! – ela disse toda sorridente.
–Que ótimo Marie!- eu disse sorrindo também, afinal fiquei muito feliz por ela. Era o que ela queria.
–Obrigada por ter dado esse empurrãozinho! – ela veio me abraçar.
O sinal tocou. A diretora mandou todos irem para a quadra. Hoje não iria ter aula, apenas o ensaio da marcha de amanhã. Isso mesmo... amanhã já era o da do festival e todos estavam eufóricos. Na verdade a cidade toda estava. De acordo com a diretora, deveríamos fazer uma apresentação perfeita, afinal iríamos representar a escola e bla bla bla.
Tinha até uma roupa par usar na marcha. As meninas iam vestidas com uma blusa branca de manga comprida, por cima ia um colete vermelho, do lado esquerdo tinha o brasão dele e do esquerdo tinha o brasão da cidade, ambos eram em broches. A gente também deveria usar uma saia de prega azul e uma bota de cano alto preta. Para completar tinha um chapéu que pareceu mais de uma paquita da Xuxa, ele tinha detalhes vermelho e azul (as cores do colégio).
Os meninos iam com uma calça preta e um coturno, também preto. Eles iriam usar na parte superior uma blusa branca de manga comprida com um casaco igual aos dos militares. Nas laterais tinham aquelas ombreiras com franginhas e também iriam ter aqueles broches pregados no peito. Até os meninos não fugiram de um chapéu, mas o deles eram uma boina não aquela coisa de paquita. Eu estou criticando tanto aquele maldito chapéu por que ele ficava simplesmente ridículo e também era pesadinho demais.
Iríamos ficar em filas indianas. Uma do lado da outra, mas seríamos separados em 5 alas.
Na frente ia a faixa com o nome da escola, depois vinha a bandeira da escola, sem seguida a banda, na outra ala ia a bandeira da cidade e depois uma ala de encerramento.
Os alunos que não iriam esticar as bandeiras ficariam encarregados de tocar na banda e fazer um desfile. Os meninos era quem tocavam tambores e trompete, já as meninas ficavam desfilando, fazendo uns passos e rodando um bastão pequeno nas mãos.
Pela minha maior tristeza ficamos todos na mesma ala. Quando digo todos, quis dizer: Eu, Marie, Eric, Cloe, Justin, Chaz e Ryan. Isso não ia prestar, iríamos ficar um do lado do outro. Eu ficaria ente a Marie e a Cloe, atrás de nós ficaria o Ryan tocando um tambor, o Justin tocando trompete, o Ryan também com um tambor e o Eric também com um trompete. Me dava medo só de pensar no Justin bem atrás de mim , a Cloe do meu lado e o Eric um pouco próximo de nós.
Ficamos horas ensaiando sempre os mesmos passos, aquilo tudo já estava me cansando. Por mais que eu tentasse o bastão se tornava um perigo em minhas mãos. Ter que rodá-lo entre os dedos era impossível, mas o pior era ter que jogá-lo para o alto e depois pegá-lo, com um detalhe: dançando e marchando ao mesmo tempo. Finalmente nos deram um tempo de descanso.
Estava conversando com a Marie sentada no canto da quadra.
–Hey Marie. Você não quer vir comigo buscar algo para tomar? – Chaz apareceu e a convidou.
–Claro. –ela se levantou e me disse – Depois eu volto Jú.
–Sem problemas. Cuida dela hein Chaz – eu disse rindo.
–Pode deixar- ele disse a abraçando de lado.
Fiquei um tempo lá sozinha. Até que o Justin sorriu, deu um cole na sua garrafa de água e veio na minha direção. O seu andar era único e a forma como ele jogava o cabelo de lado me fazia suspirar, babar e rir ao mesmo tempo. Isso tudo me vez lembrar uma música brasileira chamada “Malemolência” que tinha a seguinte letra:
“Veio até mim. Quem deixou me olhar assim? Não pediu minha permissão. Não pude evitar. Tirou meu ar. Fiquei sem chão... Menino bonito. Menino bonito, ai! Ai menino bonito. Menino bonito, ai!”
Ele realmente tinha uma malemolência na forma de caminhar. Eu cheguei a rir comigo mesma ao pensar nisso tudo. Seu caminhar perfeito foi interrompido pela chegada da Cloe. Eles não estavam tão longe de mim, então dava para escutar o que conversavam.
–E ai gatinho? Que horas você vai me buscar? Não pode ser muito tarde porque eu não quero perder nada desse festival. – ela disse ajeitando a jaqueta que ele usava.
–Nós não combinamos nada Cloe! – ele disse
–Mas nós nunca cominamos antes e sempre fomos juntos.
–Não sempre, eu já fui com várias outras meninas também.
–Aaaa JB! Eu queria ir com você – ela disse fazendo bico.
–Mas não vai dar Cloe.
–Você já tem um par, por acaso? Quem é a vítima da vez?
–Não tenho um par, só acho que não vou.
–O QUE? VOCÊ NÃO VAI AO FESTIVAL, CUJO QUAL SUA MÃE ESTÁ ORGANIZANDO?
–É uma longa história Cloe. Tenho certeza que você vai achar outro par. – ele disse tirando as mãos delas de cima dele e vindo a minha direção.
–Então eu sou mesmo a vítima da vez?- eu perguntei friamente.
–Eu achei que já tínhamos conversado sobre isso. - ele falou com um olhar carinhoso.
–Mas você mesmo disse que já foi com várias meninas a esse festival. Como você quer que eu me sinta?
–Como a única garota no mundo para mim. -ele disse enquanto tocava nos meus cabelos
–Não acredito que você usou o nome da música da Rihanna para se justificar. – eu disse rindo.
–Aaaa.. mas foi bonitinho, não foi? – ele também riu.
Eu roubei a garrafa de água das suas mãos e disse:
–Digamos que foi... meigo. – eu disse rindo e em seguida dando um gole.

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