sábado, 18 de fevereiro de 2012

Destiny's Story - Capítulo 75


–Pai. – o chamei assim que chegamos mais perto.
–Oi filha. – ele disse me abraçando – Não achei que você viria.
–É... eu mudei de idéia.
–Ainda bem que resolveu me escutar. – minha mãe disse sorrindo e olhando para o Justin parado ao meu lado – Como está Justin?
–Bem senhora Monteiro. – ele disse educadamente.
–Pai... esse o Justin. – apresentei-os.
–Justin? – ele perguntou espremendo os olhos.
–Sim senhor... meu nome é Justin Drew Bieber. Já deve ter escutado falar da minha mãe, Pattie Mallete. – ele disse sorrindo e estendeu o braço para um aperto de mãos.
–Sim eu já escutei falar. Mas confesso que você é bem mais famoso na cidade do que ela. – ele respondeu seriamente.
–Ele nasceu aqui nessa cidade tão pequena, é normal ter histórias para contar. – disse tentando amenizar o clima.
–Eu chamaria de aventuras e não de histórias. – disse meu pai.
–Então Justin... está gostando da festa? – minha mãe perguntou docemente tentando mudar de assunto.
–Sim, realmente foi à melhor festa que o clube criou. A do ano passado o dono estava praticamente falindo.
–E faliu. – meu pai acrescentou – Então resolvemos comprar para nos estabilizarmos por aqui.
–Comprar? –Justin perguntou confuso e olhou para mim – Você são os novos donos do clube?
–Somos, achei que você soubesse – disse minha mãe.
–Não... eu não sabia. – Justin disse um tanto decepcionado.
–Mas me expliquem uma coisa, de onde vocês se conhecem? – perguntou meu pai.
–Da escola. Nós somos colegas de laboratório de biologia. – expliquei.
–Ele já foi uma vez em casa visitá-la depois que passou mal na aula – acrescentou a minha mãe – Você é realmente muito cavalheiro.
–Obrigado – Justin agradeceu e segurou a minha mão – A sua filha é muito importante para mim.
–Esperem um pouco. Vocês estão juntos? – meu pai perguntou surpreso e sério – E eu sou o último a saber disso?
–Eu queria que vocês se conhecessem melhor. – disse envergonhada – Não estava escondendo, apenas achei que seria melhor eu ter certeza do que sentimos um pelo outro para assim envolvermos nossas famílias.
–Você não é de namorar alguém sem sentir algo. – rebateu o meu pai.
–Desculpe senhor, mas tivemos a melhor intenção. Estou aqui para deixar claro que amo ela e que ficaria muito feliz com a sua aceitação. – Justin disse calmamente tentando reverter à situação.
–Garoto, eu já sei o suficiente sobre você para achar que não quero que se envolva com a minha filha.
–Querido, a nossa filha está feliz com ele. O Justin também está diferente agora. – minha mãe interveio.
–Pai, você nunca questionou meus namorados dessa forma.
–Com o Caio era diferente. Ele era esportista dedicado a natação e eu conhecia a família dele. Vocês viviam grudados quando crianças.
–E o Justin é um excelente capitão do time de basquete da escola. Você pode até não ser a favor, mas proibir... isso não vai dar certo. – disse triste e caminhei para fora do salão.
Corri até o estacionamento e fiquei apoiada na porta do carro do Justin.
–Amor, não fique assim. – ele disse correndo até mim e me abraçando forte.
–Ele não é assim Justin. Meu pai é legal, divertido e me apóia. Não sei por que ele falou tudo isso. – disse chorando em seu peito.
–Ele é antes de tudo seu pai. – ele disse me abraçando mais forte – Sei que não sou o melhor cara desse mundo.
–Mas as situações são outras agora.
–Jú... Talvez eu fizesse a mesma coisa se fosse ele. – Justin disse acariciando os meus braços e fazendo cafuné – Vamos para outro lugar, assim você esfria um pouco sua cabecinha.
–Vamos. Essa festa não foi muito boa. – disse contendo meu choro.
–Vem... entra. – ele disse abrindo a porta do carona, me ajudou a entrar e limpou as lágrimas que escorriam pelo meu rosto – Não chora, ok?
Eu apenas assenti. O Justin deu um beijo na minha bochecha entrou no carro e deu a partida. Ele dirigia em silencio enquanto revezava seus olhares entre mim e o retrovisor. Depois de alguns minutos estacionou em frente a uma loja de fast food.
–Você precisa comer, já ficou muito tempo sem ao menos ingerir nada. – ele disse preocupado e atencioso enquanto acariciava meu joelho.
–Não estou com fome. – disse baixinho.
–Mas mesmo assim eu vou comprar algo. – ele disse insistente e tirou a carteira do bolso.
–Não quero ficar sozinha. – disse insegura como se fosse um bebê recém nascido que necessita do colo de uma mãe.
–Então vamos entrar para comer um pouco. – ele disse abrindo a porta.
–Olha só o meu estado Jus... as pessoas vão ficar me olhando curiosas. Eu não quero que tenham pena de mim.
–Está bem. Vamos pedir pelo drive-thru. Eu tive uma idéia. – ele disse sorridente tentando me animar.
Parou em frente ao drive-thru e perguntou o que eu queria. Eu pedi apenas um refrigerante, mas ele ignorou e fez dois pedidos completos. Logo estava tudo pronto e pago, ele voltou a dirigir juntamente com o silêncio.
–Chegamos. – disse ele enquanto estacionava.
–Onde estamos? – perguntei olhando pelo vidro.
–Aqui era uma antiga estação de trem que hoje está desativada. – ele disse sorrindo e saiu do carro.
–Justin, pode ser perigoso. – disse preocupada enquanto também descia do carro.
Vi ele fechar os olhos respirar fundo e sorrir enquanto os abria.
–Apenas olhe Jú. – ele disse tranquilamente parecendo admirar algo.
Virei meu rosto e olhei na mesma direção que ele.
O céu estava estrelado e a lua parecia imensa daquele lugar. Espontaneamente eu levantei meu braço para poder tocá-la de tão perto que dava a sensação que ela estava. Havia uma linha de trilhos que passava horizontalmente na frente do carro e se perdia entre uma curva com pinheiros ao redor. Após os trilhos tinha um espaço de terra e um precipício.
–É lindo. – disse perplexa.
–Imaginei que você iria gostar. – ele disse me puxando para mais perto dos trilhos enquanto segurava os sacos do pedido de viagem da loja de fast food. – Vem... eu te ajudo a subir.
–Subir? – perguntei confusa.
–No capô do carro. – ele disse deixando os sacos em cima do carro e colocou suas mãos nas laterais da minha cintura.
–Mas por quê?
–Você vai ver... é mais divertido assim. – ele disse, me levantou e me sentou no capô.
Em seguida ele se sentou ao meu lado e deitou com as costas apoiadas no pára-brisa e o braço esquerdo atrás do pescoço.
–Sabe... eu vinha aqui com o meu avô quando eu era pequeno. – ele disse olhando para o céu – Era um ótimo lugar para jogarmos futebol americano ou baseball. A primeira vez que pisei aqui a estação estava vazia como agora e o meu avô me contou histórias da vida dele. Ele disse que era um lugar ótimo para uma fuga. Isso foi bem no dia em que eu perdi a final de um jogo de hóquei, eu estava muito triste e decepcionado depois de ter treinado tanto para poder ganhar.
–Você é bem ligado ao seu avô, não é? – disse interessada no que ele estava falando.
–Ele é como o meu segundo pai. – ele disse sorridente – Eu sempre venho aqui quando não estou muito bem, é como se recarregasse as minhas energias. Como um lugar secreto.
–Você acabou de revelar o seu segredo. – disse rindo fraco.
–Não... eu estou dividindo o meu segredo com você. – ele disse envolvendo a minha cintura com o seu braço livre, me fazendo deitar ao seu lado.
– Prometo que vou guardar com todo o carinho. – disse roçando meu nariz em seu pescoço.
–Eu confio em você. – ele disse sorrindo e apertou mais ainda a minha cintura.

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