sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Destiny's Story - Capítulo 27


Olhamos para a pessoa e Justin arregalou os olhos e eu me afastei envergonhada.
–Quer um energético? – ele me perguntou tentando disfarçar.
–Hm… não obrigada – respondi baixinho.
–Mãe?! – Justin disse se referindo a mulher que pegou a gente no flagra – Chegou cedo hoje.
–Cedo demais para você, não é Justin? – ela disse sarcástica enquanto cruzava os braços.
Minha vontade era de sair correndo dali imediatamente. Que vergonha… o que a mãe dele vai pensar de mim?
–Mãe… essa é a Julieta Valadares Monteiro. –ele disse me puxando para mais perto dela.
–Prazer senhora Bieber. – disse educadamente enquanto estendia minha mão.
–Prazer Julieta. –ela disse aceitando meu aperto de mão. - Não sou mais uma Bieber. Me chamo Pattie Mallette.
–Desculpa senhora Mallete. – disse totalmente envergonhada.
–Justin… posso conversar com você? – ela disse sorrindo.
–Está bem. Jú você pode levar os livros lá em cima? – Justin disse enquanto andava com sua mãe para um canto.
–Se quiser tomar um banho é só pegar toalhas no armário do Justin. – ela disse a mim.
–Obrigada.- sorri educadamente.
Peguei os materiais, guardei as cordas e subi para o quarto do Justin. Coloquei seus livros em seus devidos lugares e fui até seu closet. Tirei duas toalhas lá de dentro e fui até seu banheiro, levando comigo a minha cochila. Ainda bem que eu tinha levado uma muda de roupa, caso precisasse.
Tomei um banho quente bastante confortável tentando me acalmar e me recompor. Vesti uma camiseta preta e o meu conjunto de moletom azul claro aveludado. Sai do banheiro enquanto tentava secar meu cabelo com a toalha. Justin já estava sentado em cima da sua cama e me olhava carinhosamente.
–Onde eu deixo as toalhas que usei? Não sabia se colocava dentro do cesto de roupa suja ou se levava para a lavanderia. – disse ainda envergonhada.
–Pode deixar aqui mesmo – ele disse apontando para o seu colchão – Depois alguém leva.
–Tudo bem. – eu disse colocando minha mochila na cama e as toalhas por cima dela para que não molhasse sua colcha perfeita.
–Julieta, me desculpe pela minha mãe ela só estava... – ele dizia mas o interrompi.
–Eu sei muito bem como ela estava Justin. Ela estava certa por ficar brava, afinal quando chegou em casa viu uma menina desconhecida e de outro mundo aos beijos com seu filho. – disse de cabeça baixa – Eu entendo.
–Como assim de outro mundo? – ele perguntou confuso.
–Justin eu não sou como a Cloe. Eu não vivo em um castelo cor de rosa e nem tenho mil súditos aos meus pés – disse sarcástica. – Estou longe de ser pobre, mas na verdade estou mias longe ainda de ser uma milionária.
–Jú pare de ficar criando barreiras entre nós. – ele disse rindo fraco, se levantando e dando passos para se aproximar de mim. – Minha mãe nasceu em uma família modesta, se quer saber… meus avós ainda vivem de forma modesta, eles se recusam a viver com a nossa ajuda financeira. – ele se aproximou mais de mim – Com certeza o problema não é você... e sim eu.
–Não entendo –disse confusa.
–Ela tinha me proibido de trazer mais uma garota para casa, depois de tantas que passaram por aqui. – ele disse segurando minhas duas mãos – Mas eu disse que você não é mais uma para mim. Julieta eu te amo.
Ele suspirou e em seguida tentou me beijar, mas eu me afastei.
–Quantas garotas já passaram por esse quarto? Para quantas você já disse isso? – perguntei triste por saber a resposta.
–Esqueça a pergunta do quarto, ok? Mas em relação ao que eu disse, isso eu nunca disse a nenhuma outra garota. Eu te amo Julieta… eu te amo. – ele disse tentando se aproximar novamente.
–Eu queria poder acreditar, mas é que não dá. –disse cabisbaixa.
–Eu nunca tive alguém que despertasse esses sentimentos em mim, mas só você foi capaz disso. As outras foram só diversão, com você é diferente. Você aceita como eu sou, não se importa com que roupa eu visto ou se tenho dinheiro suficiente para te levar para jantar em um restaurante que sirva comidas exóticas e caras. – ele suspirou e continuou - Você me deixa louco! Tudo em você é extremamente convidativo para mim. Porque você acha que ontem no festival eu me afastei daquele jeito de você? – ele se aproximou mais de mim e segurou novamente minhas mãos. – Eu estava prestes a te agarrar ali mesmo, mas eu quero ir devagar com você. Não quero te forçar a nada por você ser especial demais para mim. Não suportaria se quer pensar em te machucar. Eu sei que você não sente o mesmo por mim, mas eu queria que soubesse.
Confesso que escutar tudo aquilo me deixou arrepiada e seu toque só fazia essa sensação aumentar.
–Se eu não digo, não significa que eu também não sinta – disse apertando suas mãos.
–Não precisa dizer, só fica comigo. Prometo que vou te fazer feliz, apenas me dê uma chance.
–Não me decepcione, viu! Porque se não… eu acabo com você. – eu disse dando socos como uma lutadora de boxe, mas levemente é claro.
–Te amo… te amo… te amo… te amo… te amo – ele dizia enquanto me enchia de beijinhos no rosto.
–Também te adoro – eu disse rindo.
Ele me olhou e encarou dentro dos meus olhos.
–Tudo bem… eu tenho paciência. Algum dia você ainda vai dizer que também me ama.
Em seguidas nós nos beijamos. Saber que ele realmente me amava deixava o nosso beijo mais doce e apaixonante. Depois de nos beijarmos ficamos abraçados. Eu não sabia qual era a nossa relação, mas para mim seria melhor assim… sem rotulações. Apenas estávamos juntos e isso era o que mais me importava.
–Temos que ir a um lugar. – ele disse pegando a chave do seu carro.
–Onde? – perguntei totalmente perdida.
–Vem comigo. – ele disse misterioso.
–Ok.- falei pegando minha mochila.
Entramos dentro do carro e quando já estávamos alguns minutos da casa dele eu me lembrei de uma coisa.
–Droga. – murmurei baixinho.
–O que foi? – ele perguntou se virando para mim enquanto dirigia.
–Sua mãe vai me achar uma mal educada. Eu saí sem nem me despedir dela. – disse envergonhada.
–Tudo bem! Nós vamos voltar, só que mais tarde. Não precisa ficar paparicando minha mãe, você tem que me paparicar – ele disse rindo.
–Nossa como você é carente – eu disse ligando o rádio e rindo.
Estava tocando “Just a Dream” do Nelly. Justin cantava e dançava enquanto dirigia, era engraçado. Ele estava totalmente à vontade, de uma forma que ele jamais ficaria na escola. Talvez entre os seus amigos mais próximos, mas entre o restante tenho certeza que não. Ele se escondia por debaixo daquela jaqueta que todos do time de basquete usavam, mas confesso que ele ficava todo estiloso e lindo usando aquilo.
–Fala logo… onde estamos indo? – perguntei curiosa.
–Estamos indo buscar uma pessoa muito importante para mim. Na verdade eu menti quando disse que nunca falei “te amo” para ninguém, porque eu também falo isso para ela. – ele disse rindo fraco.
Eu sinceramente não achei graça naquilo tudo. Como assim ele desmente logo agora que estava dando tudo certo? E quem é essa garota?

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