Tomei um banho quente, vesti meu roupão e fui dormir assim mesmo. Acordo escutando vozes vindo da sala, me levantei e fui até lá.
–Que bagunça é essa? - minha irmã me perguntou enquanto olhava para as setas coladas no chão e para as velas e pétalas de rosas na escada.
–Nossa esqueci completamente de limpar! - disse sem graça.
–Quem fez isso? Foi você?
–Não... Foi o Justin. - respondi baixinho.
–Aquele menino de quem estava fugindo quando ele veio te ver? - ela perguntou risonha - Que é o mesmo que apareceu aqui de madrugada desesperado para te encontrar?
–É ele mesmo.
–Ele fez isso tudo para você no dia dos namorados?! Aaa não... Você tem que me contar tudinho. - ela disse se sentando no sofá e esperando por detalhes.
– Só se você me ajudar a limpar isso. - disse arrancando uma das várias setas que havia no chão - E tem outra coisa, o papai não pode saber de nada.
–Ok... não vou contar nada a ninguém. - ela disse animada enquanto vinha me ajudar.
Ficamos conversando por um bom tempo e logo terminamos o serviço. Depois de alguns minutos meus pais chegaram.
–Onde você estava Julieta? - meu pai perguntou assim que me viu - Sumiu da festa.
–Resolvi voltar mais cedo para casa, não tinha mais clima para ficar lá. - respondi e sumi as escadas.
Assim que os meus pais foram dormir eu me arrumei e avisei a minha irmã que iria sair um pouco.
–Que bagunça é essa? - minha irmã me perguntou enquanto olhava para as setas coladas no chão e para as velas e pétalas de rosas na escada.
–Nossa esqueci completamente de limpar! - disse sem graça.
–Quem fez isso? Foi você?
–Não... Foi o Justin. - respondi baixinho.
–Aquele menino de quem estava fugindo quando ele veio te ver? - ela perguntou risonha - Que é o mesmo que apareceu aqui de madrugada desesperado para te encontrar?
–É ele mesmo.
–Ele fez isso tudo para você no dia dos namorados?! Aaa não... Você tem que me contar tudinho. - ela disse se sentando no sofá e esperando por detalhes.
– Só se você me ajudar a limpar isso. - disse arrancando uma das várias setas que havia no chão - E tem outra coisa, o papai não pode saber de nada.
–Ok... não vou contar nada a ninguém. - ela disse animada enquanto vinha me ajudar.
Ficamos conversando por um bom tempo e logo terminamos o serviço. Depois de alguns minutos meus pais chegaram.
–Onde você estava Julieta? - meu pai perguntou assim que me viu - Sumiu da festa.
–Resolvi voltar mais cedo para casa, não tinha mais clima para ficar lá. - respondi e sumi as escadas.
Assim que os meus pais foram dormir eu me arrumei e avisei a minha irmã que iria sair um pouco.
Peguei a bicicleta a qual eu confesso que não usava muito aqui no Canadá pois as calçadas viviam congeladas. Mas hoje o clima estava diferente, o Sol estava mais intenso e as pessoas não usavam tantos agasalhos como antes. Pedalei sem rumo enquanto escutava música no meu iPod. Quando vi havia entrado na vizinhança onde o Justin morava, então resolvi ir até lá vê-lo.
–Julieta?! - escutei alguém me chamar surpreso.
Parei a bicicleta e olhei na direção de onde veio aquela voz. Um arredio percorreu a minha espinha quando vi que era o Apolo. Ele estava jogando basquete, sem camisa, com um grupo de amigos em uma quadra que havia em uma praça.
–O que está fazendo por aqui? - ele disse jogando a bola para um de seus amigos e correu na minha direção.
–Julieta?! - escutei alguém me chamar surpreso.
Parei a bicicleta e olhei na direção de onde veio aquela voz. Um arredio percorreu a minha espinha quando vi que era o Apolo. Ele estava jogando basquete, sem camisa, com um grupo de amigos em uma quadra que havia em uma praça.
–O que está fazendo por aqui? - ele disse jogando a bola para um de seus amigos e correu na minha direção.
–Não te interessa. – disse ríspida e voltei a colocar meus pés em cima dos pedais.
–Espera. – ele disse segurando a cesta da minha bicicleta – Você por acaso está brava por causa de ontem?
–O que você acha? – perguntei com uma expressão séria.
–Ok... você está muito brava. – ele disse, riu sozinho e parou quando viu a minha expressão ainda intacta. – O que você quer que eu faça para mudar essa cara?
–Me deixar ir seria uma boa. – respondi.
–Desculpa está bem. – ele disse revirando os olhos – Eu sei que você não curtiu a forma como eu toquei em você e quase te beijei ontem, mas eu tinha que fazer aquilo.
–Só para tentar atingir o Justin e bla bla bla... – disse irritada – Mas não vai dar certo.
–Se eu fosse você não teria tanta certeza. – ele disse rindo fraco e sussurrou no meu ouvido – O jogo está só começando.
Sem eu menos esperar ele beija a minha bochecha e volta para a quadra. Eu fiquei paralisada pela sua audácia e ele apenas sorriu para mim e continuou a jogar.
–Pode ficar assistindo o jogo se quiser! – ele gritou enquanto driblava um de seus amigos.
–Não obrigada, tenho coisa melhor para fazer. – gritei de volta e me preparei para pedalar.
–Ok então gata. – ele disse assim que fez uma cesta - A gente se vê.
O ignorei e continuei a pedalar, em alguns minutos eu só estava em frente à casa do Justin. Prendi a minha bicicleta na grade, peguei a minha bolsa e toquei a campainha. Quem atendeu foi uma das empregadas. Assim que entrei a Pattie veio me receber.
–Finalmente alguém que possa fazer um milagre. – ela disse rindo e veio me abraçar – Bom dia Julieta.
–Bom dia. – disse sorrindo e retribuindo seu abraço – De que milagre você está falando?
–Querida me faz um favor porque eu já estou atrasada e cansada de subir e descer essa escada. – ela disse indo pegar sua bolsa e uma pasta – Acorda o Justin, ele está estirado na cama, parece uma pedra.
–Ok, pode deixar. – disse rindo fraco.
–Depois vocês descem para tomarem um café da manhã completo. – ela disse indo até a porta principal – Aa e só mais uma coisa... faz ele comer decentemente e nada de porcarias.
–Pode deixar. – disse ainda risonha enquanto subia as escadas.
–Tchau Julieta. – ela disse fechando a porta.
–Bom trabalho Senhora Mallette.
–Apenas Pattie, Julieta... apenas Pattie. – ela gritou apressada para eu escutar e logo deu a partida no carro.
Terminei de subir as escadas e fui até o quarto do Justin, assim que abri a porta o vi jogado literalmente na cama, dormindo de bruços usando apenas uma calça esportiva azul marinha. Caminhei devagar até a cama e me sentei ao seu lado, na portinha do colchão com todo cuidado para não o acordar.
–Jus... – o chamei baixinho enquanto acariciava a sua nuca. – Acorda.
Ele resmungou e virou o rosto para o outro lado.
–Justin. – o chamei novamente.
–Não mãe... me deixa dormir. – ele disse de uma forma praticamente inaudível.
–Pode esquecer – disse rindo baixinho – A sua mãe já desistiu de você e resolveu me mandar para essa missão.
–Jú?! – ele disse sonolento e tentou olhar para mim com os olhos espremidos.
–Sou eu amor. – disse acariciando seu rosto e dei um beijo em sua testa.
O Justin fechou novamente os olhos, sorriu e me puxou pela cintura fazendo eu cair em cima dele.
–Justin! – chamei a atenção dele rindo enquanto batia levemente eu seu braço esquerdo.
–O que foi? – ele se fez de desentendido e começou a distribuir beijinhos pelo meu rosto e meu pescoço enquanto também ria.
–Hoje é Sábado, está um lindo Sol lá fora e você quer ficar na cama?! – disse apontando para a porta de vidro que dava para a sacada.
–É que aqui vai ser melhor do que ficar lá fora. – ele disse me rolando na cama e ficando em cima de mim.
–Agora você acordou né! – disse risonha e admirei seu rosto – Você fica tão fofinho com essa cara de sono. Afinal que horas você foi dormir?
–Assim que cheguei em casa. – ele respondeu baixinho e beijou meu pescoço.
–Dormiu bem?
–Hum hum... – ele murmurou.
–Jus! – disse colocando a mão no rosto dele e empurrando seu abdômen – Precisamos levantar.
Ele caiu ao meu lado na cama e eu aproveitei para ficar em pé.
–Por quê? – ele questionou.
–Amor eu sei que você deve está cansado e com muita preguiça, mas a sua mãe me pediu para te acordar e fazer você tomar seu café da manhã. – disse atenciosamente enquanto arrumava a minha roupa.
–Ela já foi trabalhar? –ele perguntou e puxou a minha mão me fazendo cair novamente na cama.
–Foi. – disse sorrindo e acariciando sua mão.
–Então estamos a sós. – ele disse sorrindo também.
–Não, tem várias pessoas trabalhando aqui na sua casa. – o lembrei.
–Aaa Jú! – ele chamou a minha atenção.
–Justin... alguém pode chegar.
–Ninguém vai chegar amor. – ele disse carinhosamente puxando minha cintura e me beijou.
Confesso que já estava sentindo saudade de seus lábios e do seu toque, mesmo não fazendo tanto tempo assim que ficamos longe um do outro. Enquanto nos beijávamos ele apertava levemente a minha cintura e eu envolvia a sua nuca com os meus braços.
–Boa forma de começar o dia.- ele sussurrou no meu ouvido e começou a beijar meu ombro.
Enquanto ele deslizava seus lábios sobre a minha pele eu deslizava minhas mãos pela suas costas indo até os seus cabelos. Aos poucos ele foi levantando a minha blusa então eu abri os olhos e rapidamente veio na minha cabeça aquelas imagens dele com outras garotas nesse mesmo quarto, as mesmas que eu tinha imaginado quando nós viemos para cá depois dele ir chorando para a minha casa por causa da intimação. Senti uma sensação ruim invadir o meu corpo e eu me afastei brutamente dele.
–O que foi? – ele perguntou confuso.
–O que? – perguntei tentando disfarçar e me controlar.
–Você fugiu de mim do nada. – ele disse preocupado enquanto me dava mais espaço.
–Não é que estou fugindo de você... só acho melhor não. – disse olhando para o chão.
–Não parece ser só isso. – ele disse tentando me convencer a contar – Fiz algo errado? Te assustei por acaso?
–Não. – respondi rapidamente – A culpa não é sua... sou eu. – levei minhas mãos até a testa e fechei os olhos. - Eu sou mesmo uma boba.
–Hey. – ele disse vindo me abraçar segurando na minha cintura – O que foi? Se você não quisesse era só falar.
–Acho que o lugar não ajuda muito. – disse envergonhada.
–Está envergonhada de ser na minha casa?
–Não, mas também é isso. – disse o deixando mais confuso – Eu também me sinto assim, mas é que... não tem como não imaginar as outras meninas que já entraram por essa porta.
–Achei que a gente já tinha se entendido em relação a isso. – ele disse decepcionado.
–Mas não tem como eu esquecer do nada. – disse envergonhada – Desculpa.
–Você sabe que aquilo é passado e que agora a única que deita na minha cama é você. – ele disse olhando nos meus olhos.
–Eu acredito em você – disse retribuindo o olhar – Só que me sinto um pouco desconfortável.
–Está bem... eu não vou te obrigar a nada. – ele disse carinhosamente e me deu um selinho – Te amo.
–Eu também te amo... e muito. – disse lhe abraçando – Bom... a sua mãe disse para não deixar você sem comer nada.
Ele riu e disse:
–Então vamos descer e assaltar a geladeira.
–Vamos! – disse entusiasmada.
–Finalmente a Julieta faminta voltou. – ele disse risonho enquanto me ajudava a levantar.
–Aaa você vai pagar por isso. – disse bagunçando com vontade o cabelo dele.
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