sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Destiny's Story - Capítulo 20




Cheguei em casa como o Justin tanto queria : segura. Terminei de ler o livro “A Última Música” e resolvi começar a ler “Sussurro”. Acabei caindo no sono. Quando acordo, vejo minha mãe ajeitando o meu vestido, sapatos e as jóias sobre a cadeira do meu quarto.
–Oi querida.
–Oi mãe. Como foi o trabalho hoje?
–Calmo. Todos estão mais preocupados com o festival, então o clube não tinha tanta gente. – ela foi até a porta, parou e se virou em minha direção. – A Marie ligou, disse que já era para você ir para a casa dela.
–Ok. Só vou tomar um banho, colocar o vestido no cabide e guardar as minhas coisas na mochila, como eu vou dormir na casa dela tenho que levar algumas coisas a mais. – disse me levantando. – Quando eu terminar, você me leva?
–Claro, filha. Vai se arrumar que eu vou te esperar dentro do carro.
No caminho para a casa da Marie, minha mãe parecia radiante por eu ter feito amigos por aqui e ter concordado em ir ao festival com eles. De acordo com ela, eu precisava sair mais e me socializar com os moradores daqui.
–Aproveite a festa, querida. – ela disse dano um beijo na minha testa.
–Pode deixar mãe. – dei um beijo no rosto dela e sai do carro.
Quando cheguei a Marie já estava praticamente pronta, o seu vestido era lindo. Era de cor azul e branco, com babados e um desenho na parte frontal do espartilho. Seu cabelo loiro estava preso em um coque típico da época e sua máscara era branca, com brilho prateado e um laço preso com pedra na lateral.
–Jú! – ela me abraçou – Entra e se sente, agora eu preciso te arrumar. O Chaz logo vai chegar para nos levar.
–A gente vai com o Chaz? – perguntei aflita.
–É... espero que você não se incomode. Ele insistiu para vir aqui me buscar e falou que tudo bem se você quiser ficar com a gente no festival. – ela disse enquanto fazia o meu cabelo.
–Não... tudo bem, mas eu não vou ficar segurando vela – eu disse rindo – E Marie... eu gostaria que você não exagerasse muito no ma maquiagem e no cabelo.
–Shh! Eu disse que agora ia ser do meu jeito... e vai ser. Não adianta discutir.
Ela enrolou as pontas do meu cabelo e o prendeu todo para o lado esquerdo. Ficou um penteado típico da época também, mas só que o meu, ao contrario do seu, era mais solto.
Na maquiagem ela fez uma sombra mais esfumaçada e brilhosa que realçaram meus olhos, passou um batom rosado, um blush para ficar com uma cara mais saudável e para finalizar a máscara de cílios. Nunca vi meus cílios tão grandes e curvados.
Meu vestido era todo vermelho. Quando fui comprar, a Marie disse que era ele mesmo que eu deveria usar, pois é típico de uma latina. Coloquei um colar preto com uma pedra no meio e duas luvas pretas. Minha máscara era totalmente negra, feita de renda e lantejoulas.
Quando fui me vestir a Marie teve que me ajudar, eu não conseguia colocar o espartilho sozinho.
–Prontinho – ela disse terminando de apertá-lo no meu corpo.
–Credo... não consigo nem respirar direito. – disse tomando fôlego e me abanando. – Vai... me ajuda a desapertá-lo um pouco.
–Quem disse que é para respirar? É para ficar desse jeito mesmo, nem tente mexer por que depois eu não vou te ajudar.
–Oxigênio é essencial para viver.- eu disse sarcástica enquanto pegava minha máscara.
–E o Chaz é essencial para minha... então vamos logo, ele já está esperando – ela disse enquanto olhava pela janela e pegava minha mochila.
–Por que você está levando minha mochila?
–Vamos dormir na casa da minha vó. Meus pais aproveitaram o festival para viajar.
–Você só me avisa agora? Nem falei com minha mãe. – eu disse surpresa.
–Só vamos dormir lá. O Chaz vai nos levar, por isso vou deixar as mochilas no carro. Depois a gente volta para cá e aí você vai para a sua casa. Sem problemas.
Durante o caminho o Chaz disse:
–Eu jurava que o Justin ia te convidar Julieta. Eu não sei por que ele resolveu não participar este ano.
–Aaaa... eu não sabia disso – me fiz de desentendida.
–Até a Cloe veio me perguntar se por acaso ele tinha chamado você para ir. Depois que ela soube que ele não ia, veio me encher novamente para tentar descobri o motivo. – ele disse enquanto estacionava.
Descemos do carro e fomos em direção ao salão onde ia acontecer o festival. Ele era enorme, tinham várias mesas, um buffet bem variado, um palco onde tinha um banda tocando e a decoração era incrível. Parecia até mesmo que eu vivia naquela época.
–Gatas, eu vou lá dar um oi para a galera e já volto, ok? – Chaz disse dando um beijo no rosto da Marie.
–Pode ir a gente vai ficar te esperando lá fora, quero ver como está a parte externa. – Marie disse enquanto andávamos.
Caminhamos um pouco e cada vez mais eu me encantava com aquele festival. O lado de fora era todo iluminado por milhares de velas, haviam tendas com jogos, comidas e bebidas. Tinha uma área de teatro onde iam ser encenadas as mais famosas histórias escritas por Shakespeare. Do outro lado da área externa, tinha um jardim enorme, cheio de flores e com um labirinto. Na ponta direita havia uma fonte com chafariz e na esquerda havia um gazebo enorme e todo decorado.
–Marie, preciso falar com você.
–Diga - ela me olhou nos olhos.
–É que na verdade eu... eu... – respirei fundo – eu tenho um par.
–Como se você veio comigo e com o Chaz?
–É que combinei de nos encontrarmos só aqui, para que ninguém soubesse que somos realmente um par.
–E quem é? – ela perguntou curiosa.
–Promete que não vai contar para ninguém?
–Prometo... vai logo me conta!!
–É o... – fui interrompida por Ryan.
–Boa noite senhoritas – Ryan disse beijando nossas mãos e em seguida entrelaçando nossos braços nos seus. – Como podem duas donzelas encantadoras terem sido abandonadas pelo ogro do Chaz? – ele disse rindo
–Ryan você acabou de atrapalhar uma conversa super importante. – Marie disse furiosa.
–Compartilhem comigo. Eu não me importo.
–Deixa para lá. Depois nós terminamos de conversar. – eu disse sem jeito.
–“Que dama é aquela que enriquece o braço daquele cavalheiro?” – escuto uma voz conhecida, era de alguém bem atrás de nós.
Olho para o lado e vejo o tal Chris respondendo:
– “Desconheço-a, meu senhor.”
Olho para trás e vejo que era o Justin. Ele olha nos meus olhos e diz:
– “Oh! Ela ensina a tocha a ser luzente. Dir-se-ia que da face está pendente da noite, tal qual jóia mui preciosa da orelha de uma etíope mimosa. Bela demais para o uso, muito cara para a vida terrena. Como clara pomba ao lado de gralhas tagarelas, anda no meio das demais donzelas. Vou procurá-la, ao terminar a dança porque a esta rude mão possa dar ansa de tocar nela e, assim, ficar bendita. Meu coração, até hoje, teve a dita de conhecer o amor? Oh! Que simpleza! Nunca soube até agora o que é beleza.” – ele sorri, beija minha mão e completa – Boa noite querida Julieta.
–Impressionante... você recitou um trecho de Romeu e Julieta perfeitamente. – eu disse dando um riso fraco e envergonhado.
–Posso roubar a mais encantadora donzela? – ele perguntou aos demais enquanto me puxava pela mão.
–Claro! – Todos responderam em coro, me fazendo rir.
Ele entrelaçou nossas mãos e conduzia nossa caminhada pelo festival.
–Julieta... você está realmente perfeita. – ele disse me olhando por completo.
–Obrigada Justin. – sorri sem graça – E você está muito elegante.
–Elegante? Eu queria ter escutado a palavra sexy saindo dos lábios da donzela latina que esta bem ao meu lado.
–Mas só vai escutar elegante -eu disse rindo- Ficou tão explícito assim com esse vestido que eu sou uma latina? – perguntei preocupada e inegura.
–Ficou perfeita! – ele sorriu e beijou meu rosto. – Está bem caliente. – ele disse rindo.
–Justin!!! – disse o repreendendo.
Ele riu mais uma vez e em seguida disse:
–Feche os olhos. Eu tenho algo para você.
–Fechar os olhos? – perguntei insegura.
–Confie em mim. Não vou fazer nada demais – ele disse ficando na minha frente.
Respirei fundo e em seguida fechei meus olhos. Após alguns segundo o Justin pede para que eu os abra.
–Prontinho. Agora sim... está uma verdadeira latina. – Justin disse tocando na rosa vermelha que ele tinha acabado de colocar em meus cabelos.

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