Já havia anoitecido e nós ainda estávamos deitados na areia olhando para o céu.
–Olha Jus! – eu disse apontando para uma estrela. – Ela nem brilha tanto, mas chama mais atenção do que as outras estrelas que a cerca.
Depois que eu falei isso o Justin virou seu rosto de lado para me olhar. Eu esperava que ele dissesse algo, mas ficou quieto, apenas me olhando.
–O que foi? – perguntei curiosa.
–Nada. – ele disse olhando dentro dos meus olhos, pareciam me hipnotizar.
–Por que nós não entramos um pouco, já está tarde. – disse fugindo de seu olhar.
–Ok... Vamos. – ele disse ficando de pé e me ajudou a levantar.
Fomos andando até o carro para pegarmos nossas coisas no porta mala.
–Você trouxe tudo o que deixamos no hotel? – disse surpresa enquanto levávamos nossas malas para o chalé.
–É... eu já fechei a nossa hospedagem lá. – ele disse fechando o porta mala – Mas não são apenas malas, eu também lembrei da comida. – ele disse carregando em uma mão uma grande lancheira térmica.
Entramos dentro do chalé e arrumamos as coisas. Deixamos as malas no canto do quarto.
–Pode ir tomar um banho que eu preparo algo para comermos. – disse dando um selinho nele e saí do quarto.
Fui até a cozinha e abri a lancheira térmica. Vi que tinha um pacote de macarrão, seria o mais prático. Então tive a idéia de fazer um molho à bolonhesa, pois não sabia se ele gostava de rosê ou branco. Peguei uma panela e enchi de água, esperei ferver e coloquei o espaguete lá dentro, adicionei um pouco de sal e deixei cozinhando. Enquanto isso eu peguei um pouco de molho de tomate, piquei dois dentes de alho, um pouco de cebola, salsinha, pimentão, tomate, adicionei sal, um dedo de pimenta e deixei cozinhar. Em outra panela eu cozinhei a carne, depois de temperá-la é claro.
–Que cheiro bom! – Justin disse apoiado no vão da porta, me dando um susto.
Ele vestia uma bermuda branca e uma camisa quadriculada com vermelho, preto e branco.
–Que susto Justin! – eu disse levando a mão ao peito.
–É... reparei que você estava toda concentrada. – ele disse me abraçando por trás enquanto eu mexia a panela. – Fiquei um tempão te olhando e você nem notou. – ele disse dando um beijo na minha bochecha.
–Eu fico um pouco distraída quando cozinho – disse sem graça por saber que ele ficou me vendo por todo esse tempo.
–Se você quiser, eu posso cuidar da comida agora. Pode ir tomar um banho, quando você chegar já vai estar pronto. – ele disse tirando a colher da minha mão. – Não deve ser tão difícil. – falou olhando as panelas.
–Está bem. – disse me afastando – Mas não se esquece de desligar o macarrão quando já estiver com uma leve transparência, depois você o deixa escorrendo. Não deixe o molho secar, caso precise acrescente um pouco de água. Daqui a pouco a carne já vai estar boa aí você junta ela com o molho.
–Não acha melhor gravar o que você disse? – ele falou risonho.
–Se quiser eu termino, depois tomo um banho.
–Não! – ele disse mexendo a cabeça – Pode deixar que eu me viro.
–Ok... vou indo então.
Tomei um banho e me vesti. Fazia calor então resolvi vestir uma roupa mais leve.
Quando cheguei na cozinha percebi que o Justin estava todo perdido com as panelas.
–Olha que você me falou que dava conta de tudo sozinho. – eu disse rindo com a cena.
–Tem importância se tiver pouco macarrão? – ele me perguntou sem graça.
–Como assim? – disse me aproximando dele.
Olhei para o refratário onde ele colocou o macarrão e vi que tinha menos do que eu cozinhei. Virei meu rosto e vejo um monte de espaguete dentro da pia. Não agüentei e comecei a rir.
–Eu fui escorrer o macarrão, mas sem querer metade da massa caiu dentro da pia.
–Ai Jus.- eu disse rindo e lhe abraçando – Está tudo bem, pode deixar que eu cuido do resto.
–Eu tentei – ele disse largando a colher e indo se sentar-se no balcão de madeira que tinha na cozinha.
–Tudo bem Jus. Obrigada pela consideração – eu disse enquanto arrumava os talheres e pratos.
Ele foi até a sala ligou a televisão.
–Não tem nada passando – reclamou.
Em seguida ligou o rádio antes mesmo de desligar a TV. Estava tocando "Hero" do Enrique Iglesias. A rede elétrica que fornecia energia para a casa acabou queimando por conta da sobre carga.
–Jus! – disse caminhando até a sala – Você está bem? – perguntei assustada.
–Estou. – ele respondeu desanimado – E agora? – ele disse usando seu celular como lanterna.
–Procura velas, deve ter em algum canto dessa casa.
Depois de um tempo ele aparece na cozinha com uma sacola cheia de velas, algumas já até foram usadas.
–Achei essas – ele disse levantando a sacola.
–Ótimo. – disse pegando-a e tirando as velas de dentro.
Enquanto eu acendia uma por uma com a chama acesa do fogão, ele grudava as velas em pires e copos. Espalhamos por todos os cômodos para facilitar a visão pela casa.
–Droga... eu estou estragando tudo. – ele disse sem graça.
–Claro que não, Jus. – eu disse colocando uma vela no centro do balcão e me sentando do lado dele. – Se quer saber é até mais romântico assim – disse rindo enquanto lhe servia.
Ele acabou rindo junto comigo e jantamos tranquilamente. Depois de comermos nós decidimos ir até a sala.
–Trouxe isso para a gente. – ele disse colocando uma bandeja com duas taças em cima da mesinha de centro e um prato com morangos e um cacho de uva dentro.
–Justin, eu não tomo vinho. – disse rindo.
–Eu previ que você ia dizer isso, então trouxe suco de uva. – ele disse com uma voz divertida enquanto me entregava uma das taças.
Ficamos um tempo sentados no sofá de forma despojada, tomando o suco, conversando e comendo as frutas. Tirei minha sandália e cruzei minhas pernas como índio.
–Tenta pegar - eu disse arremessando uma uva em sua direção e ele conseguindo pegar facilmente com a boca.
–Agora é sua vez – ele disse jogando na minha cara bem quando eu estava tomando o suco. A uva acabou caindo no chão.
–Hey... assim não vale. – disse colocando o copo na mesinha.
–Você perdeu, não adianta se justificar e nem reclamar. - ele disse rindo.
–Seu grosso – disse empurrando uma uva dentro da sua boca.
Ele tombou a cabeça e acabou caindo para trás, me levando junto. Estávamos deitados no sofá, comigo em cima dele. O Justin me olhava de um jeito amoroso, aproximando seu rosto cada vez mais do meu. Seus olhos de avelã estavam cheios de vida e tinham um brilho especial. Admirar seus traços á luz de velas era mais encantador ainda. Quando percebi seu perfume já tinha tomado conta de mim e seus lábios estavam colados aos meus.
Ele me puxava para mais perto e massageava meus cabelos. Cada vez mais íamos aprofundando o beijo. Eu estava de frente para ele com as minhas pernas presas em sua cintura. Sem desgrudar nossos lábios, o Justin me pegou no colo e foi caminhando até o quarto. Estava tão envolvida no momento que nem recusei suas carícias um tanto ousadas.
Quando chegamos no quarto, ele me colou na cama. Eu fiquei de joelho no colchão e ele estava em pé na minha frente. Sua mão direita envolvia a minha nuca e a sua esquerda apertava fortemente a minha cintura por debaixo da blusa. Eu o puxei pela gola da camisa, o trazendo para mais próximo da cama. Devagar, fui desabotoando a sua camisa quadriculada. Depois de terminar de abri-la, rompi nosso beijo e comecei a deslizar minha mão pelos seus braços, o ajudando a tirá-la. Joguei- a no chão e o puxei pela nuca, voltando a beijá-lo. Sua mão, que estava na minha cintura, foi até a barra da minha blusa e começou a levantá-la. Ele desconectou nossos lábios e a tirou, lançando para longe.
Lentamente, o Justin distribuiu beijos pelo meu pescoço, me deixando arrepiada. Com as suas duas mãos, ele desabotoou o meu short jeans e abriu a braguilha. Em questão de segundos eu estava apenas de lingerie.
Ele tirou a sua bermuda, deu um sorriso sexy e eu voltei a beijar sua boca, louca para tê-lo mais perto de mim. O Justin começou a subir em cima da cama e me envolvia em seus braços. Suas duas mãos passeavam livremente pelo meu corpo, até chegar nos meus ombros e deslizarem pelos meu braços, fazendo com que as pulseiras saíssem do meu pulso e ficassem sobre a cama. Aos poucos nós fomos caindo deitados no colchão. Seu corpo estava sobre o meu. Sua pele quente juntinha com a minha fazia meu coração saltar no peito.
–Eu te amo Julieta. – ele sussurrou no meu ouvido.
Deslizei minhas mãos pelas suas costas e voltamos na nos beijar. Em seguida eu fui subindo meu dedo indicados pela sua coluna vertebral, chegando até a sua nuca. Pude notar que o deixei arrepiado. Ele começou a deslizar a alça direita do meu sutiã, caindo até meu ombro. Entrelacei minha mão em seus cabelos e o puxei para mais perto. Seu beijo era quente e suas carícias possuíam uma perfeita sincronia.
–Também te amo, Justin. – disse separando nossos lábios, roçando os meus em sua orelha.
Ele envolveu mais ainda a minha cintura e subiu suas mãos até o feixe do sutiã. Devagar e com dificuldade foi tentando abri-lo, até que finalmente conseguiu.
Naquela noite estrelada foi que percebi que ele não desejava o meu corpo. Na verdade ele me desejava, ele me queria apenas do jeito que eu sou.
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