sábado, 18 de fevereiro de 2012

Destiny's Story - Capítulo 68

 
Hoje a Marie havia faltado, não sei por quê.
–Você não sabe de nada Chaz? – perguntei preocupada.
–Não. Que eu saiba ela estava bem.
–Deve ser algum probleminha que surgiu, amor. – o Justin disse a fim de me acalmar.
–É... deve ser. Quando chegar em casa eu ligo para ela.
–Falando nisso... eu estava pensando em sairmos. – ele disse sorrindo – O que acha de irmos para o clube.
–O clube? – disse surpresa, afinal meus pais trabalhavam lá e o meu pai ainda não sabia que estávamos juntos.
–Qual é o problema com o clube?
–O problema é que de noite nós temos que ir à fogueira. – Chaz o lembrou.
–Aa é... eu tinha me esquecido. – disse o Justin.
–Fogueira? – perguntei confusa.
–É uma reuniãozinha entre amigos – disse o Ryan.
–Tipo uma seita? – perguntei assustada.
–Claro que não sua doidinha. – Justin disse rindo e apertou as minhas bochechas – É apenas uma reunião, como se fosse uma festa mas é mais para um luau ou algo assim.
–É meio que rotineiro entre os adolescentes de Stratford, todo mundo vai para lá. – explicou o Ryan.
–Nesse todo mundo inclui você. – Justin disse apertando, dessa vez, o meu nariz.
–Mas vai ter um monte de gente desconhecida. – disse rindo enquanto apertava a barriga dele para ver se ele parava.
–E o seu namorado também. – ele disse indignado por eu ter revidado deus apertões.
–A gente também vai estar lá. – Ryan nos lembrou sorrindo.
–E certeza que a Marie não vai deixar de ir. – Chaz disse rindo fraco.
–Isso é. – concordei – Mas eu tenho que começar a decorar as falas do teatro.
–Até lá dá tempo. A fogueira vai ser à noite. – Justin disse e levantou o capuz do meu casaco.
–Só se eu der uma boa adiantada nas falas. – disse sorrindo maliciosamente e baguncei bastante o cabelo dele.
–Oow! – Ryan disse rindo.
–É isso aí Julieta! – Chaz me apoiou.
–No cabelo Jú?! – Justin chamou minha atenção enquanto tentava arrumar – Isso foi golpe baixo.
–Você não parava de me apertar. – disse rindo da cara dele – Mereceu.
–Mereci é? Mereci? – ele disse se aproximando mais ainda e sorrindo de canto.
–Aaa não! Detesto com você faz isso. – disse com medo.
Ele riu, me abraçou forte e deu uma mordidinha no meu pescoço.
–Aaai Bieber! Isso dói. – disse me contorcendo para ele parar.
–Ixii... chamou de Bieber. – Chaz disse rindo e fazendo o Ryan gargalhar.
–Nem foi tão forte. – Justin disse rindo junto com eles.
–Se não tivesse sido forte eu não teria sentido nada. – disse brava enquanto passava a mão no local em que ele me mordeu.
–Hey... vem cá – ele disse e puxou todo o meu cabelo para o ombro direito – Deixa eu ver se ficou marca.
–Marca? – perguntei aflita.
–É. – Ryan respondeu como se fosse óbvio.
–Ficou só uma marquinha e um pouco vermelho em volta. – Justin disse analisando meu pescoço.
–Se meus pais verem... eu juro que te mato. – disse preocupada.
–Jú... isso vai desaparecer. – ele disse rindo debochado e deu um beijinho no local – Vai melhorar.
O sinal tocou e nós fomos para o laboratório de Biologia. O restante das aulas passou rápido e logo eu estava em casa. Almocei, assisti um pouco de televisão e fiz os deveres de casa. Quando estava lavando a louça escuto a campainha tocar. Vou atendê-la e me deparo com o Justin.
–A gente combinou de estudar hoje? – perguntei confusa.
–Não. – ele disse sorrindo e me deu um selinho – E hoje você vai me convidar para entrar?
–Entra, fica a vontade. – disse rindo e avisei – Eu estava lavando a louça.
Tranquei a porta e fui para a cozinha.
–Sem problemas. Eu te ajudo. – disse ele.
–Não precisa, estou quase terminando. – agradeci e continuei a lavar.
–Então eu te faço companhia. – ele disse enquanto se sentava no banquinho do balcão.
–E aí... porque apareceu assim no nada?
–Vim ficar um pouco com você e também para te pedir algo.
–O que?
–Quando você terminar a gente fala sobre isso.
Ficamos conversando até eu terminar de lavar tudo. Ele me ajudou a secar a louça e a guardá-la.
–Vamos para cima. Agente conversa no meu quarto. – disse enquanto puxava a mão dele.
Chegamos ao meu quarto e eu sentei na cama, esperando pelo pedido dele. Ele fechou a porta com cuidado e ficou em pé na minha frente.
–Sabe o julgamento? – ele perguntou sem jeito.
–Sei. – assenti.
–Eu queria pedir que você não comentasse com ninguém. Não quero que ninguém saiba, nem mesmo os meus amigos.
–Está bem. Mas porque você não quer que nem eles saibam? Afinal são seus amigos, eles podem te dar um apoio.
–É por isso mesmo. Eu sei que eles iam se sentir um pouco mal com isso tudo e eu não quero que tenham dó de mim. Não quero que as pessoas olhem para mim como se fosse uma vítima, eu me sentiria mal com esses olhares.
–Eles não teriam dó, apenas compaixão.
–Eu não quero que as pessoas vão ao julgamento e saibam de tudo o que está acontecendo. Assim a notícia iria se alastrar e todos da cidade saberiam. Eles conhecem a minha família e eu sei o quanto foi difícil para a minha mãe cuidar de mim sendo separada. Não quero que a culpem por nada.
–Ok... se você quer assim, por mim tudo bem. – me levantei e fui o abraçar – Não vou contar nada.
–Obrigado. – ele disse enquanto retribuía o abraço – Tem mais uma coisa.
–Diga.
–Será que não dá para você ficar com a intimação?
–Por quê? – perguntei confusa.
–Várias pessoas freqüentam a minha casa e a maioria é praticamente da família. Eles mexem nas coisas e pegam sem cerimônia alguma. Você viu como os meninos quase leram o que estava escrito, então achei que seria melhor você guardar aqui. Mas tem que ser bem guardado. Quando eu precisar dele eu te peço. – ele disse e pegou o envelope com a intimação de dentro da sua jaqueta.
–Claro, eu guardo. – disse pensativa – Só não sei onde.
–Sei lá... em um lugar que ninguém mexa a não ser você.
–Já sei. – disse indo até o meu closet.
Abri uma gaveta e tirei o meu diário por entre os meus pertences.
–Isso é o ursinho da barraca que eu cuidei? – ele perguntou enquanto analisava o meu closet.
Destranquei o meu diário e perguntei:
–O que?
–O ursinho.
–É ele mesmo.
–Porque ele está socado entre as suas roupas. - ele perguntou confuso.
–Estava com raiva de você, então o joguei aí. – disse rindo.
Ele riu também e tirou o ursinho de lá.
–Vou guardar dentro do meu diário. O que acha? É seguro? – perguntei a ele.
–Perfeito. – ele assentiu sorrindo.
Guardei a intimação lá dentro, o tranquei e escondi dentro da gaveta.
–Aaa... você recebeu a minha encomenda. – ele disse rindo enquanto íamos para o quarto – E porque ele está com um lençol em cima dele?
Foi aí que reparei que ele estava falando do boneco de boxer.
Sorri sem graça e ele logo concluiu a resposta.
–Nossa... você tem tanta raiva assim de mim?
–Tinha um pouquinho – disse lhe abraçando – Mas agora eu acho que não tenho mais.
–Acha é? – ele perguntou sorrindo de canto e me beijou.
O Justin acabou me deitando na cama enquanto nos beijávamos.
–Jus... – disse rompendo o beijo.
–Ok, eu entendi. – ele disse rindo enquanto me ajudava a sentar.
–Obrigada – agradeci.
–O que acha de te ajudar a decorar as falas da peça. Eu até trouxe o meu roteiro. – ele disse e o tirou de dentro da jaqueta.
–Engraçado... eu já escutei isso hoje.
–Como assim? – ele perguntou confuso.
–Aaa... o Alan foi quem falou a mesma coisa. – disse me lembrando de hoje de manhã.
–O Alan?! Ele está dando em cima de você?
–Não... não. – disse enquanto mexia no meu cabelo.
–Jú... eu te conheço e sei que você está mentindo. – ele falou e tirou a minha mão do cabelo – Você não está dando em cima dele também, não é?
–Claro que não Justin. – disse perplexa – É óbvio que não.
–Olha lá hein.
–Dá para parar. – chamei a atenção dele – Achei que você confiasse em mim.
–E eu confio, só não confio muito nos hormônios do Alan.
–Justin! – disse lhe dando um tapinha.
–Ok. – ele disse me abraçando – Vamos esquecer isso e treinar logo as falas para podermos ir à fogueira.
–Sabia que tinha algo por trás de todo esse desempenho em decorar as falas. – disse rindo.
–Vamos logo minha cigana. – ele disse rindo e me ajudando a levantar da cama.
Ficamos treinando por horas e sempre acabávamos saindo do roteiro. Era realmente engraçado.
–Já chega por hoje, né? – o Justin disse e se jogou na cama.
–Está bem, acho que nós treinamos até que bastante.
–Então podemos ir à fogueira? Já deve ter começado.
–Se você esperar eu tomar um banho e me arrumar.
–Então vai se preparar que eu vou ficar descansando enquanto de espero.
Dei um selinho nele e fui tomar um banho quente.
–Não faço a menor idéia do que vestir. – disse enquanto amarrava o laço do roupão e ia até o meu closet.
–Usa qualquer coisa amor. – Justin disse cansado.
–Qualquer coisa tipo o que? – perguntei rindo.
–Tipo tênis. – ele disse rindo e vindo até mim.
–Ok. – concordei enquanto analisava minhas roupas.
–Cheirinho bom. – ele disse ao beijar o meu ombro.
Ri ao sentir a respiração dele bater na mina pele e me afastei arrepiada.
–Pronto... já sei o que usar – disse ao ver uma calça jeans pendurada.
–Ótimo. – ele disse rindo, deveria estar cansado de me esperar.
–Então vai.
–Para onde? – ele perguntou confuso.
–Para o quarto. – disse como se fosse óbvio - Eu preciso me trocar.
–Quanta vergonha. – ele disse rindo e saiu do closet.
–Sou reservada. – expliquei.
Terminei de me arrumar e fomos embora. Mas antes eu liguei para os meus pais avisando onde iria estar e que horas voltava.
–Justin... eu esqueci de ligar para a Marie. – disse preocupada.
–A gente liga para ela durante o caminho, agora vamos. – ele disse enquanto me apressava.

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