sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Destiny's Story - Capítulo 14




Fiquei mais um tempo com a Marie e depois fui até o meu armário encontrar o Justin e resolver logo toda essa confusão. Quando chego no corredor, vejo que ele estava apoiado no armário ao lado do meu, com os braços cruzados e jogando o cabelo para o lado. Ele realmente não cooperava. Quando eu já estava certa de qual caminho seguir, ele chega e faz com que me esqueça de tudo. Tudo se torna confuso e incerto novamente.
Respirei fundo, me aproximei dele e abri meu armário o ignorando completamente.
–Você não leu meu bilhete? – ele me perguntou, quebrando o silêncio que pairava no ar.
–Li. – peguei o bilhete de dentro do armário e jogue em sua direção.
–Então por que me evitou no intervalo? – ele disse pegando rapidamente o bilhete com apenas uma das mãos.
–Por que para mim nós não temos nada para conversar. –disse organizando minhas coisas.
–Por acaso aquilo não significou nada para você?
–Não importa. – respirei fundo - Você é um psicopata sabia?
–Para mim importa. –ele parou de falar e só depois consegui reparar na minha pergunta -Eu não sou um psicopata.
–De acordo com os livros psiquiátricos, as pessoas psicopatas possuem um distúrbio mental grave caracterizado por um desvio de caráter, ausência de sentimentos genuínos, frieza, insensibilidade aos sentimentos alheios, manipulação, egocentrismo... – olhei para ele e completei – Preciso continuar?
– Aonde você que chegar com isso?
–Eu que te faço essa pergunta. Aonde você quer chegar fazendo tudo isso comigo? Eu nunca te fiz nada então não entendo por que você quer tanto me machucar. – disse com lágrimas nos olhos.
–Eu nunca vou e nem quero te machucar, minha linda. – ele se aproximou mais de mim e pegou minhas duas mãos.
–Mas o seu plano já está fazendo efeito. Porém ele vai parar por aqui.
–Me explique melhor, eu realmente não estou entendendo nada.
–Você sabe muito bem quem você é conhece detalhadamente o seu histórico. Todos sabem que você seduz todas, só para aumentar seu ego, e depois de humilhar a garota da vez você simplesmente finge que não a conhece.
–Eu nunca faria isso contigo, Jú. – ele levantou meu rosto e encarou meus olhos.
–Quero deixar bem claro que nós não temos nada. Somos apenas parceiros de biologia, então pare de ficar me seguindo para que todos fiquem pensando que estamos juntos.
–Pela primeira vez, eu não me importo com o que as outras pessoas pensam. Julieta, por favor, não faz isso comigo. Não me abandone, preciso de você ao meu lado. Posso provar que não sou esse cara que você pensa que sou.
–Bieber , nós somos e seremos apenas amigos. Não tem como nos afastarmos afinal estudamos praticamente todas as aulas juntos. Apenas não tente agir comigo como se eu fosse uma qualquer e nem tente nada demais.
–Hey... eu nunca irei te tratar desse jeito. – ele deu um sorriso. – Continuamos amigos?
–Amigos – respondei
Ele veio me dar um abraço, mas eu dei um passo para trás e estiquei a mão.
–Amigos também se abraçam, sabia? – perguntou sarcástico
–A mão Bieber – disse pegando sua mão e a apertando – Amigos também dão um aperto de mão. – disse rindo.
O sinal toca e nós fomos para a aula de biologia. O clima entre nós estava normal, eu finalmente estava dando uma pequena confiança a ele. Ele era realmente diferente comigo. O final da aula chegou e eu fui a para meu armário guardar uns livros, pegar uns outros para fazer as lições e não poderia esquecer meu diário. Fui de ônibus até em casa. Tomei um banho e desci para ligar para a Emily. Minha irmã chegou, comeu algo e ficou dando um tempo assistindo TV, pois logo deveria voltar para o hospital. Fiquei lá fora, escrevendo no meu diário e depois resolvo dar socos no saco de pancada. De repente escuto risos. Viro para trás e vejo o Justin passando pela porta de vidro que ligava a sala com o quintal. Ele vinha em minha direção. Eu dei um grito de susto e ele começou a rir mais ainda.
–Justin? Como você entrou? O que veio fazer aqui? Quer me matar de susto garoto? – disse dando vários soquinhos nele.
–Calma gata! Eu só vim fazer meus deveres com você. Preciso da sua ajuda, não consigo fazer nada. – ele disse enquanto conseguia barrar meus socos da forma mais perfeita possível. – Sua irmã me deixou entrar, ela disse que você estava aqui atrás e que era para eu te avisar que ela já foi para o hospital.
–Preciso deixar um aviso que a sua entrada está barrada nessa casa. – disse rindo e parando de lhe dar socos. Na verdade não lhe acertei nenhuma vez.
– Não tem problema, eu chego até de balão se for preciso. – ele riu. - Não sabia que você lutava!
–Eu não luto. Só gosto de socar um pouco o saco de pancada é uma forma de desestressar. - lhe respondi - Como não posso bater em você, eu tenho que descontar de alguma forma a minha raiva. – disse rindo.
–Bem que poderia ser através de beijinhos – dessa vez ele riu.
–Que vontade de te dar uma de esquerda agora mesmo. – disse com raiva.
–Calma – ele riu e me encarou por completo – Tenho uma proposta. Que tal você fazer meus deveres e eu te ensinar a lutar? Prometo que vou ser bem atencioso – ele disso com um sorriso malicioso.
–Que tal você dar o fora daqui? – propus sériamente.
–Ok. Notei que você não gostou dessa proposta. Posso reformulá-la . Que tal você me ajudar a fazer os deveres e eu te ensino o que eu sei sobre luta?
–Como eu vou saber se você sabe mesmo lutar? – perguntei com uma sobrancelha erguida.
–Eu aprendi bastante coisa com meu pai quando eu o acompanhava na academia de luta. Mas enfim, você vai aceitar ou não?
–Fechado então. Mas primeiro os deveres. Vou subir para pegar meus livros.
–Você não prefere estudar no seu quarto? – ele deu um sorriso de canto.
–Não! Você me espera ai. Fica quietinho. Vai se sentando naquela mesa de churrasco que eu já volto. – respondi entrando dentro de casa rindo do bico que ele fez.

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