sábado, 18 de fevereiro de 2012

Destiny's Story - Capítulo 38



Dois dias se passaram e hoje era o último dia de viagem, amanhã nós partiríamos de volta para o Canadá. Aqui em Floripa, nós passeamos pela cidade, comemos comida típica brasileira e saímos com meus amigos.
–Que tal nós aproveitarmos a piscina hoje? – Justin perguntou enquanto saía do banho.
–Pode ser, mas depois precisamos ir à praia… nós ainda nem pisamos na areia. – eu disse terminando de beber meu suco.
–Tudo bem. – ele disse aparecendo na sala já vestido. – Então vamos?
–Primeiro preciso me trocar. Pode ir se quiser, eu já desço. – disse levando a roupa de cama que eu usei para dormir no sofá até o closet.
–Jú, pela milésima vez… deixa que eu durmo no sofá. – ele disse levando o meu travesseiro.
–E eu já falei que não. – disse guardando. - Não precisa se preocupar, esse sofá é um espetáculo – disse rindo.
–É sério. – ele disse me deixando rindo sozinha.
–Ok… depois nós discutimos isso. Eu vou colocar uma roupa de banho e já te encontro na piscina. – disse dando um selinho nele.
Vesti um biquíni, um camisetão, calcei uma rasteirinha e peguei minha bolsa de praia com tudo o que precisava dentro. Achei melhor levar uma roupa a mais, tipo com vestido, caso precisasse.
Saí da suíte e desci o elevador. Fui até a área da piscina, mas não encontrei o Justin. Resolvi ficar deitada em uma espreguiçadeira tomando sol, esperando ele aparecer. Mas antes mesmo de me tirar o camisetão e me deitar, o meu celular começou a tocar.
–Justin... cadê você? – disse atendendo o celular.
–Justin?! – Marie perguntou assustada do outro lado da linha – Por que Justin?
–Eu não disse Justin – respondi rápido.
–Claro que disse. Espera aí… o Justin está viajando com você? É por isso que o Chaz não achou ele na casa dos avós dele, sendo que a mãe dele disse que ele estaria lá.
–Como eu vou saber onde o Justin está? Só sei que aqui ele não está. – disse olhando ao meu redor. Pior que era verdade, eu não fazia a menor idéia de onde ele se encontrava.
–Jú… eu não sou burra. O Justin está com você, não está? – ela perguntou.
–Ok Marie… mas é segredo. Ninguém sabe que nós estamos namorando. – disse a verdade, afinal eu confiava nela.
–Namorando? – ele perguntou curiosa.
–É… nós estamos finalmente juntos. - disse baixinho percebendo que eu falei demais.
–Não acredito! Você precisa me contar os detalhes. – ela disse alegremente.
–Depois eu te falo Marie, quando eu chegar. – disse sem graça.
–Ok… vou deixar você aproveitar por aí. Estou com saudades, beijos – ela disse rindo.
–Eu também. Beijos – disse e desliguei o telefone.
–Brasileira! – escuto alguém falando atrás de mim.
Guardei meu celular na bolsa e me virei. Percebi que deveria ter ficado paradinha na minha, pois não queria ver o Apolo. Ele estava bem na minha frente e tinha mais dois meninos atrás dele.
–Anda me perseguindo? – perguntei assustada.
–Não, eu estou hospedado aqui. – ele disse dando um sorriso.
–Hm… - disse procurando o Justin – Preciso ir. – eu me virei, mas ele me puxou pelo braço.
–Eu sei o que você está procurando e também sei onde está. – ele disse rindo.
–Como sabe? – perguntei levantando uma sobrancelha.
–Está na cara – ele disse rindo.
–E onde está? – disse cruzando os braços.
–Me acompanhe. – ele disse estendendo a mão.
–Eu sou bem grandinha, não preciso sair andando de mãos dadas. – disse fazendo sinal para ele ir logo.
Apolo riu e foi andando, eu fui acompanhando ele. Estávamos indo ao quiosque do hotel até que vejo o Justin sentado em um banquinho e uma menina em pé, de frente para ele. Eles estavam próximos demais para o meu gosto e pareciam se divertir. Fechei os olhos me sentindo insegura e lembrando dos pensamentos que eu tive quando estava em seu quarto, dele com outras milhares de garotas. Meu coração parecia apertado dentro do me peito. Por que eu acreditei que poderia ser o bastante para ele se tinham meninas perfeitas ao seu redor? Eu não era nada comparada a aquela menina. Ela era magra, bonita, com um cabelo impecável e parecia uma modelo… ela era a menina entre os amigos de Apolo quando nos vimos no restaurante mexicano.
–Impressionante como o JB nunca se controla. – Apolo disse rindo.
–Aquele não é o Justin – disse tentando provar para mim mesma de que era uma ilusão ou um engano, afinal isso acontece.
–Pois eu tenho certeza que é ele. – Apolo disse se aproximando mais do quiosque. – EI JB!!! – ele gritou chamando a atenção dos dois.
O Justin olhou para o Apolo e em seguida me viu logo atrás dele.
–Jú! – Justin disse surpreso – O que você está fazendo com o Apolo?
Não disse nada apenas olhei para o chão, tentando me acalmar.
–Eu a encontrei. – Apolo respondeu por mim – Achei que seria uma boa idéia de tomarmos algum suco juntos, querem se juntar a nós?
–Não precisa atrapalhar eles, devem estar bastante ocupados. – disse ignorando a todos e me sentando em uma mesa de vidro com um guarda sol aberto no centro.
O Apolo não disse nada, apenas me acompanhou.
–Jú… não é nada disso. – Justin disse vindo até a mesa.
–Será que essa limonada suíça com leito condensado é boa? – disse olhando para o cardápio – Quer saber acho melhor tomar um suco de maracujá, dizem que refresca e relaxa – disse ao Apolo.
–Jú… levanta daí! – Justin disse tirando o cardápio da minha mão – Precisamos conversar.
–Pode ir conversar com a modelo ali, dá para ver na cara dela que está morrendo de vontade de conversar com você. – disse pegando novamente o cardápio.
–Jú, eu vou repetir só mais uma vez levanta dessa cadeira. – ele disse insistente e retirou novamente o cardápio da minha mão.
–Julieta para você. – disse olhando para ele e em seguida encarei meus pés por debaixo da mesa de vidro. Não podia ver seus olhos, eles me faziam derreter.
–Está bem… Julieta – ele disse e saiu arrastando a minha cadeira.
Aproveitei que ele ainda não tinha me segurado e me levantei rapidamente. Saí correndo tentando fugir, não queria vê-lo. Justin percebeu que tinha saído e veio correndo atrás de mim. Ficamos correndo por todos os lados. Trombamos com vários hóspedes, crianças e garçons. Aquilo já estava me cansando e eu não tinha mais fôlego. Vi umas crianças brincando em um canto, perto delas havia um coqueiro, era o único lugar que me restava se esconder.
Olhei para trás e vi que o Justin estava mais distraído com a bebida que ele tinha derrubado no chão, então aproveitei e me escondi atrás do coqueiro. Eu estava ofegante e as crianças me olhavam assustadas. As mães das crianças me olhavam reprovando o que eu fazia, para elas eu era uma louca que ainda tinha mentalidade de uma menina de 5 anos e ficava brincando de esconde-esconde.
Escutei uma daquelas crianças falando “Aliiii!” e apontando em minha direção. Criança dedo duro, ela nunca brincou de esconde-esconde não? Tentei fugir, mas já era tarde demais. O Justin já estava agarrado no meu camisetão e me prensava contra o troco do coqueiro.
–O que deu em você? – ele perguntou me olhando nos olhos.
Não quis encará-lo. Ter ele tão perto de mim com uma mão me segurando pelo camisetão, a outra esticada ao meu lado, no tronco do coqueiro, para impedir que eu fugisse e sua respiração ofegante batendo no meu pescoço… fazia parecer que a minha barriga tinha se tornado um borboletário e um arrepio tomou conta da minha espinha. Pela sensação, eu virei meu rosto e olhei para o chão. Eu queria sair correndo e nunca mais vê-lo ou senti-lo perto de mim. Então acabei tendo uma idéia.

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