sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Destiny's Story - Capítulo 11




Chegamos na escola e a Cloe nos encara de olhos arregalados. Ela vem correndo na direção do Justin e o abraça com vontade.
–Bom dia gatinho! – disse depositando um selinho em seus lábios.
Resolvi entrar e pegar meus livros, pois logo o sino iria tocar.
–Por que fugiu? – Justin do nada apareceu do meu lado.
–Eu não fugi! Por que eu iria fugir? – disse fechando o armário.
–Calma gata. Tá estressada?!- ele perguntou rindo
–Quer saber eu estou é cansada de você me perseguindo. Bieber, eu não gosto de você ta legal... na verdade eu te acho um cara metido, fútil e um Don Juan de quinta. – disse isso, pois não queria me machucar. Eu gostava da sua presença mas saberia que no futuro só ia sofrer com essa aproximação.
–Você está estranha. Me diz o que aconteceu para você ficar assim? – ele disse acariciando meu rosto.
–Essa sou eu e isso é o que eu penso de você, só isso. Quis deixar bem claro para ver se você larga do meu pé – tirei sua mão de mim e dei um passo para trás. Sabia que estava sendo muito rude com ele, mas era mesmo preciso.
–OK... se tiver mais algo que você pensa de mim é só falar – ele se virou e foi embora.
As aulas foram normais. No intervalo, a Marie continuava a tagarelar sobre eu ser uma Yoko. Mas o pior era quando o Eric me abraçava e o Justin nos encarava. Na aula de Biologia ele não apareceu, tinha certeza que estava matando aula para me evitar. Nas outras aulas ele ficava com seus amigos e a Cloe se jogava em cima dele. Não dava para negar que seu olhar triste e o modo como ele fingia que eu não existia me magoavam bastante. Muitas vezes eu tinha que se fazer de forte e não permitia que as lágrimas escorressem dos meus olhos.
Na final da aula de educação física, aconteceu uma briga entre um menino e o Justin. O treinador parou o treino de basquete e tentou separar os dois, que estavam dando socos e chutes no meio da quadra. Não consegui ficar parada e fui correndo até o centro da rodinha que se formou entorno deles. O Eric me puxada para longe, mas eu fugia de seus braços. O treinador finalmente conseguiu separar eles, bem depois que o sinal tocou.
–ISSO VAI SER ENCAMINHADO PARA A DIRETORIA HOJE MESMO. – o treinador gritou enquanto marchava furioso para fora do ginásio.
Eu estava me aproximando do Justin ,que se encontrava deitado no chão, quando a Cloe passou por mim e me empurrou.
– Gatinho!! – ela se ajoelhou e lhe deu um selinho.
Ele já tinha ela do seu lado, não ia adiantar em nada eu ficar lá parada vendo os dois juntinhos. Procurei pelo Eric e ele estava com os seus amigos, apenas dei um tchau de longe e fui embora. Tomei um banho no vestuário, me arrumei e liguei para um táxi. Já tinha se passado muito tempo da hora da saída, então eu tinha perdido novamente meu ônibus.
Fiquei sentada no meio fio do estacionamento esperando o táxi chegar. Vejo o Justin vindo sozinho. A escola estava vazia então provavelmente a Cloe e os meninos já tivessem ido embora. Respirei fundo e me aproximei dele.
–Justin...
– O que você quer? – ele me encarou com um olhar frio.
–OMG... você está sangrando e todo machucado. O que aquele cara fez com você?- eu disse ficando de frente para ele e passando minha mão direita sobre sua cabeça, com a esquerda eu segurava o seu rosto – Deve estar doendo.
Raparei que o táxi já tinha chegado. Eu não podia deixá-lo ali sozinho e ele ainda estava sem o seu carro.
–Vem comigo. – eu disse o levando para perto do carro.
–Eu não vou com você. Me deixe em paz. – ele disse e se recusou a entrar no táxi.
–Justin... agora é você quem precisa de mim. Então é a sua vez de deixar o orgulho de lado. – eu o puxei para se sentar ao meu lado.
–Só vou porque o meu carro está estacionado em frente a sua casa. – ele suspirou e finalmente entrou.
Chegamos na rua da minha casa e eu paguei rapidamente o táxi, pois o Justin já tinha saído e estava entrando no seu carro.
–Espera! – eu disse correndo em sua direção.
–Me deixa. – ele respondeu dando a partida.
–Vem... entre em casa que eu faço os curativos. – eu disse apoiada na janela do carona.
–Já disse... me deixe em paz!
Eu entrei dentro do carro e coloquei o cinto.
– O que você está fazendo? Desce logo do meu carro. – ele me olhou surpreso
–Não vou descer e ninguém vai me tirar daqui. Vou junto para qualquer lugar que você for - o encarei e em seguida suspirei – Precisamos conversar. Por que você brigou com aquele menino bem no meio da quadra?
–Não temos nada para conversar – ele respondeu rudemente.
–Deixe de ser tão durão e me responde, vai... – insisti com uma voz calma

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