Ficamos jogando até escurecer.
–É Jú… eu venci. – ele disse rindo e vindo até mim.
–Você mais roubou do que jogou. – reclamei.
–Claro que não. Foi um jogo justo.
–Justo? Tenho certeza que fingir que se machucou e pegar o disco na mão é o oposto de justo.
–Foi você quem jogou o meu taco pra fora da pista. – ele disse apontando para o taco deitado na grama congelada – Sem falar que você ficava me seduzindo a partida inteirinha.
–Hey… eu não fiz isso. – disse sinceramente.
–Bom… mas sem ao menos você tentar acabou fazendo. – ele disse rindo e jogando o meu taco também na grama – Resumindo… eu ganhei o jogo e conseqüentemente a aposta.
–O que você vai querer? – perguntei enquanto revirava meus olhos.
–Bom… - ele disse pensativo.
–Mas pega leve. – o interrompi.
–Hmm… que tal começarmos indo ao baile?
–Ao baile? Esse e o seu pedido?
–Esse é um deles.
–Mas é um só. – protestei.
–Eu não disse isso e nem você. Eu falei que poderíamos fazer uma aposta.
–Você vai fazer eu ficar a noite inteira em cima de um salto alto, não acha o bastante? – disse rindo fraco.
–Prometo que vai ser recompensada. – ele disse vindo me abraçar com uma cara fofa.
–Aaa.. ok. – me rendi – Mas eu ainda preciso me arrumar.
–Enquanto eu vou para a minha casa para me trocar você se arruma. – ele disse sorrindo e me entregou o buque de tulipas vermelhas que ele tinha deixado em cima da escada do gazebo – Eu volto para te buscar.
–Está bem. – disse sorridente enquanto segurava o buque.
Dei um selinho nele e entrei em casa. Fui até a cozinha e enchi um vaso com água para colocar as flores e deixá-las em cima do meu criado mudo. Entre as tulipas havia um cartãozinho. Abri e li.
No festival eu reparei que você adorou as tulipas do jardim. Então resolvi conciliar elas com o amor que eu sinto por você. Dizem que uma tulipa de cor vermelha simboliza uma declaração de amor e também o amor eterno. Acho que se encaixa perfeitamente com o dia de hoje e com os meus sentimentos. Te amo Julieta. Você realmente me faz um cara muito feliz.
Justin Bieber
Eu simplesmente suspirava profundamente quando ele fazia isso. Me recompus e fui tomar um banho quente para poder ir ao baile do cupido. Quando saí do banheiro a campainha tocou. Abri a porta e era o Justin.
–Demorei muito? – ele perguntou e olhou para o meu roupão – Ainda não está pronta?
–Só falta colocar o vestido. É rapidinho. – disse fechando a porta e correndo pela escada.
Peguei a sapato de dentro do closet e fui até a minha cama.
–Esse é o vestido que você vai usar? – ele perguntou com as sobrancelhas erguidas.
–É. – assenti – Qual é o problema?
–É lindo, mas parece ser pequeno. – ele disse enquanto esticava o vestido.
–É o tecido dele. No corpo fica diferente – disse rindo – Ele é um pouco justo, só isso.
–Então ele é colado?
–Eu disse justo. – expliquei e arranquei o vestido de suas mãos.
Entrei no banheiro, me troquei e terminei de arrumar meu cabelo e minha maquiagem. Quando saí eu vi o Justin estirado na cama.
–Termina de fechar o zíper? – pedi a ele enquanto segurava meu cabelo.
Ele se levantou e veio me ajudar.
–É colado e não justo. – ele disse assim que terminou de fechar o zíper e analisar meu vestido – Na verdade é justíssimo.
–Pára de ser exagerado. Ele é assim mesmo, não tem nada de mais. – disse enquanto passava meu perfume.
–Acho melhor você levar ao menos algum casaco, está frio lá fora. – ele disse insistente.
–Eu vou levar. – disse rindo – Pega para mim um blazer branco, está dentro do closet.
Ele foi até lá e voltou com um sobretudo.
–Jus isso não é um blazer. – disse rindo enquanto arrumava a minha bolsa.
–Eu sei. – ele disse seriamente – Esse é melhor, assim você se protege mais do frio.
–O lugar é fechado.
–E o baile já deve ter começado. – ele disse mudando de assunto.
Tranquei a casa e fomos até o carro dele. Quando chegamos no clube reparei que a decoração estava mais bonita do que eu tinha ajudado a montar de dia. Eles adicionaram alguns detalhes que ficaram perfeitos, sem falar que a iluminação era linda.
Assim que o Justin estacionou, nós descemos do carro e eu tirei o sobretudo.
–O que você está fazendo? – ele perguntou e deu a volta no carro para ficar de frente para mim.
–O que? – perguntei confusa.
Um grupo de meninos passou por nós dois e me olharam por completo.
–Hey! Nunca viram uma menina não? – o Justin chamou a atenção deles e fez eu vestir novamente o sobretudo – Veste isso Jú.
–Não acredito que vou ter que ficar de sobretudo sendo que todas as garotas estão entrando apenas de vestido. – disse enquanto olhava para as meninas que saiam de um carro.
–Quem mandou vir com esse vestido. – ele disse bravo.
–Em primeiro lugar foi você quem quis que viéssemos ao baile e em segundo lugar, se tem tanta vergonha das minhas roupas que não são nem um pouco exageradas, muito pelo ao contrário, elas são normais… então não precisava ter me pedido em namoro. – disse irritada – Olha aquela garota – disse apontado para uma menina que passava por nós e que vestia um tubinho – Ela está usando o mesmo tipo de vestido que o meu.
–Nela é outra coisa, agora em você… não dá. – ele disse fechando o meu sobretudo.
–Justin… eu sei que não sou a garota mais bonita desse mundo, e meu corpo não é perfeito como o delas, mas eu tenho noção de quando um vestido cabe em mim e não é vulgar. – disse me afastando dele – Você estava acostumado a desfilar com modelos, então desculpa se não sou o suficiente para estar ao seu lado.
–Não é isso. – ele disse olhando para o céu e voltando a me olhar – Eu era um deles, eu sei o que passa na cabeça daqueles meninos quando vê uma garota. Agora é difícil ver que a garota para quem eles estão olhando é a minha namorada.
–Então passe a agir como um namorado. Você pode até chamar a atenção deles ou me proteger, mas viver me escondendo por aí não dá. – disse e depois me aproximei dele – Fique ao meu lado que eles vão saber que eu tenho dono. Assim como as outras meninas vão saber que você é meu.
–Então você tem dono?! – ele disse sorrindo de canto.
–Eu quis dizer que meu coração tem dono. Não vai pensando que eu sou uma cachorrinha. – disse rindo.
–Nunca vou pensar isso de você. – ele disse me abraçando carinhosamente.
–Seu bobo. – disse enquanto acariciava seus cabelos – E então… vamos entra?
–Claro – ele sorriu e tirou o meu sobretudo – Quero que todos vejam que eu sou um cara de sorte.
Sorri envergonhada, deixei o sobretudo dentro do carro e fomos de mãos dadas até a entrada do salão principal do clube.
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