Ficamos conversando durante todo o trajeto até ele parar em frente a um hotel da cidade.
–Tem alguém hospedado aqui?
–Tem – o Justin respondeu enquanto entregava a chave do carro ao manobrista – Somos nós.
–Mas para que?
–É uma comemoração, Jú. – ele disse rindo.
–Ok, a comemoração é sua então você escolhe. – disse se mãos erguidas.
–Vem. – ele disse descendo do carro e me ajudou a descer também.
Fomos até a recepção e rapidamente o Justin pediu a chave da suíte presidencial. Quando chegamos no corredor eu perguntei:
–Suíte presidencial?
–É para comemorarmos em grande estilo – ele disse sorrindo enquanto abraçava minha cintura e andávamos lado a lado.
Assim que ficamos em frente a porta ele tirou o cartão magnético do bolso da jaqueta e a abriu.
–Pode entrar. – ele disse dano espaço para que eu entrasse primeiro.
–Pipoca! – disse correndo até a mesinha e pegando um grão estourado.
–Nós acabamos de jantar. – ele disse rindo de mim e fechando a porta.
–Foi você quem pegou dois pedaços da torta da minha mãe. - disse sorrindo desafiadora enquanto tirava o meu casaco.
–A culpa não é minha que estava muito boa. – ele disse rindo fraco e me abraçando por trás – Mas você também não precisava ficar contando.
–Então façamos um acordo. – disse colocando minhas mãos sobre a sua – Nós dois paramos de contar pelo menos essa noite afinal estamos comemorando a sua quase entrada para a faculdade.
–Então vamos dar início à comemoração. – ele disse beijando meu ombro.
–Olha, tem DVDs! – disse saindo de seus braços e indo até o outro lado da mesa onde havia uns filmes, dava até para escutar ele suspirando por eu o ter deixado plantado.
–A idéia era que nós víssemos algum filme – ele disse se aproximando mais de mim – Mas se você não quiser tudo bem, nós podemos fazer outra coisa.
Ele voltou a beijar minha nuca e eu me afastei novamente.
–Mas eu quero. – disse carinhosamente.
–Ok. – ele disse suspirando de novo e relaxando seus músculos – É só escolher que eu coloco.
–Hm... que tal “Uma noite fora de série”? – perguntei enquanto mostrava a capa.
–Eu escolhi tantos filmes melosos na locadora e você escolhe bem esse? – ele disse surpreso.
–Porque você não quer ver esse? – perguntei sem graça – A gente pode ver outro...
–Não... é isso. – ele disse rindo e tirando o DVD da minha mão – Pode ser esse mesmo, só achei que você ia escolher o filme mais entediante.
–Só para você não ficar decepcionado por eu não escolhido o filme mais meloso... saiba que esse filme é um comédia romântica. – disse rindo fraco.
Nós arrumamos as coisas e enquanto eu devorava a pipoca o Justin ia iniciando o filme.
– E então qual foi a reação da sua mãe quando você contou a novidade? – perguntei curiosa assim que me ajeitei ao seu lado do sofá.
–Ela praticamente me matou asfixiado de tanto me abraçar. – ele disse me abraçando de lado e dando play – Acho que ficou orgulhosa. Sabe como que são as mães.
–Claro que ela ficou orgulhosa, até eu estou morrendo de orgulho. – disse dando um beijo em sua bochecha e voltando minha atenção para o filme.
Ficamos assistindo ao filme enquanto dividíamos a pipoca. Nas partes engraçadas era uma delícia ficar escutando atentamente as risadas espontâneas e gostosas que o Justin dava. Quando estava passando os créditos finais o meu celular começou a tocar, fui atender a chamada da minha irmã no quarto. Ela avisou que iria ficar de plantão no hospital e que meus pais ficariam no clube, que estava fechado hoje para uma festa particular. Assim que finalizei a ligação voltei para a sala.
–O que é isso? – perguntei rindo enquanto olhava o Justin servindo duas taças com champanhe.
–Espera. – ele disse fazendo sinal para eu ficar parada e ligou o micro system que estava preso na parede. Tocava a música “Sexy Love” do Ne-yo.
–Justin eu tenho que voltar cedo para casa. – disse me aproximando mais dele.
–Eu te avisei que teríamos champanhe. – ele disse sorrindo e segurando minhas mãos – O que sua irmã queria?
–Me avisar que iria fiar de plantão e quem meus pais trabalhariam em uma festa que vai ter no clube.
–Viu... não tem porque você se preocupar tanto com o horário. - ele disse segurando minha mão direita.
–Cadê aquele cara que queria impressionar meus pais? – perguntei rindo enquanto nos sentávamos no sofá.
–Eles nem vão notar. – ele disse rindo também e me entregou uma das taças e pegando a sua em seguida. – Então... o que vamos brindar?
–A sua entrada na faculdade. – disse como se fosse óbvio.
–Ok. – ele disse sorrindo – Um brinde a minha quase entrada na faculdade e a ao nosso casamento, que tenhamos uma grande família.
–Um brinde – disse enquanto batia nossas taças fazendo um barulho estridente ecoar – Espera! Casar Justin? Você disse casar? – disse escutando só agora o que ele tinha dito e ri – Somos jovem demais para pensar nisso.
–Você brindou agora tem que beber. – ele disse rindo de mim e levando em frente sua brincadeira - Não tem como voltar atrás.
–Fazer o que. – disse dando e ombros e tomei um gole.
–Nem vem. – ele disse bebendo também e me cutucando de lado.
–É docinho esse champanhe. – disse voltando a dar outro gole.
–Sabia que você iria gostar. – ele disse sorrindo.
Ficamos conversando e escutando música, entre um gole e outro, por um longo tempo. Enquanto ele ria de mim por ter derrubado um pouco de champanhe dentro do pote de pipoca eu me levantei e fui encher um pouco mais a minha taça.
–Você está rindo de tudo. - disse tirando os meus sapatos altos com dificuldade por estar em pé – Acho que bebeu demais – disse e torci meu pé quase caindo.
–Jú! Cuidado. – ele disse largando sua taça, vindo até mim e me ajudando a ficar em pé – Agora sei porque você não bebe – ele disse rindo fraco e me levando até o quarto – Você é fraca demais com bebida.
–Eu não estou bêbada. – disse na defensiva e me sentei na cama.
–Mas está um pouco alegre. – ele disse parando de rir e analisando meu tornozelo – Está doendo – ele perguntou enquanto movimentava meu pé.
–Um pouco. – disse e coloquei a minha taça no chão, ao lado do pé da cama.
–Não acha melhor irmos ao hospital? Não temos nada aqui para imobilizar seu tornozelo. – ele disse preocupado.
–Eu só torci o pé, Jus. – disse risonha – Não estou morrendo.
–Tem certeza? – ele perguntou e moveu novamente meu pé.
–Tenho.
–Me deixa ver se você consegue andar. – ele disse me ajudando a ficar em pé.
Andei um pouco pelo quarto com tranqüilidade, mas quando dei mais um passo começou a doer.
–Está só um pouquinho dolorido. – disse e caminhei até ele tentando ignorar a dor até que sem quere eu pisei um pouco mais firme e cabei levantando o pé do chão.
–Só um pouquinho. – ele repetiu o que eu tinha dito e se aproximou mais de mim só que acabou pisando no meu outro pé.
–Ai! –me queixei e quase caí curvando meu corpo para trás.
–Te peguei. – ele disse atenciosamente e me segurou com as duas mãos em volta da minha cintura. – Desculpa, eu não tinha visto.
Não agüentei e comecei a gargalhar, o Justin acabou rindo junto comigo e continuava pedindo desculpas.
–Tudo bem. – disse ainda rindo – Pelo menos ainda os tenho presos a minha perna.
–É... acho que sim. – ele disse risonho.
Era bom estar com ele, eu sempre me divertia. Eu admirava seu sorriso enquanto tentava conter o meu e deslizava meus olhos da sua boca até os seus olhos caramelados e quentes.
– Que olhos perfeitos. – sussurrei espontaneamente, me lembrando que disse a mesma coisa quando o vi pela primeira vez.
– Seus lábios são perfeitos. – ele também sussurrou, trouxe o seu rosto para perto do meu e inclinou ainda mais o meu corpo para trás
Seu hálito fresco era anestesiante e quando nossos lábios roçaram um no outro rapidamente coloquei um fim os milímetros que nos distanciavam. Seu beijo era viciante e seu poder sobre mim era infinito. Envolvi meus braços no seu pescoço e levantei lentamente minha perna machucada na lateral do seu corpo. O Justin notou meu movimento e a segurou pela parte interna do joelho e me dando mais suporte para continuar firme ao chão. Separei nossos lábios e beijei a ponta do seu nariz, ele sorriu e beijou meu pescoço. Segurei mais forte em sua nuca e deslizei uma de minha mãe pelo seu braço direito. Senti ele procurar nas minhas costas o zíper do vestido e foi abrindo ao pouco enquanto eu tirava seu cachecol e o jogava no chão.
Assim que o meu vestido deslizou pelo meu corpo eu afastei seu peito para ajudá-lo a tirar seu casaco e sua camiseta. O Justin ficou me olhando atentamente por todos os cantos.
–Você está vestindo a lingerie que eu te dei. – ele disse e sorriu de lado.
–Eu gostei dela. – disse baixinho e larguei sua roupa – Achei que era para usar.
–Ficou bem em você. – ele disse massageando minha cintura e me fazendo deitar na cama, ficando por cima de mim – Fiz uma ótima escolha – ele disse encarando meu rosto. – Excelentes escolhas.
Sorri encabulada e prendi meus dedos em seus cabelos, o trazendo para mais próximo e voltamos a nos beijar.
Acordo sentindo um corpo quente ao meu lado, olho para meu corpo e vejo um braço do Justin abraçando minha cintura e o outro sobre a lateral do meu corpo. Olhei para o relógio digital sobre o criado mudo e me assustei com o horário.
–Jus. – o chamei enquanto afastava nossos corpos e ia catando minhas roupas jogadas pelo quarto. – Acorda Jus – disse um pouco mais alto – Já são duas horas da manhã.
–O que foi? – ele murmurou e me procurou com os olhos espremidos.
–Preciso voltar agora mesmo para casa. – disse e fechei o zíper do meu vestido.
–São apenas duas horas. – ele disse sonolento – Dá tempo de voltarmos para a cama. – ele disse e me puxou meu braço fazendo cair sobre ele na cama.
–Não Jus eu preciso mesmo ir embora. – disse tentando fugir de seus abraços.
– Porque amor. – ele disse puxando meu cabelo para o lado e beijando minha nuca.
–É sério. – disse apertando suas bochechas o deixando com lábios de peixinho.
Ele murmurou reclamando e eu dei um selinho nele com suas bochechas ainda espremidas.
–Agora vamos. – disse saltando a cama e lhe soltando.
–Eu estou cansado. – ele disse se virando na cama.
–Então chamo um taxi. – disse calçando meu salto alto, me olhando no espelho e caminhando para fora do quarto – Depois a gente se fala.
–Espera! – ele disse alto e levantou rapidamente – Eu te levo, só preciso me trocar.
–Não precisa. – disse com dó dele – Eu me viro.
–É rapidão. – ele disse desastrado e tropeçando em seu tênis.
–Ok. – disse rindo dele.
Fechamos nossa conta no hotel e o Justin me levou para casa de carro. Minha sorte era que ainda ninguém tinha chegado. Suspirei aliviada ao ver a casa por fora totalmente calma e voltei a olhar para o Justin, um riso espontâneo saiu de mim.
–O que foi? – ele perguntou ainda cansado.
–Você está morto de sono. – disse risonha e comecei a arrumar seu cabelo bagunçado.
–É… estou um pouco. – ele disse baixinho e se afundou no bando de couro.
–Se eu pudesse te convidaria para terminar de dormir aqui – disse carinhosamente – Mas não dá.
–Eu entendo. – dele disse e olhou para mim – Está tudo bem.
–Preciso entrar. – disse preguiçosa, lhe dei um beijo e abri a porta – Te amo
–Também te amo.