segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Destiny's Story - Capítulo 81




Ficamos conversando durante todo o trajeto até ele parar em frente a um hotel da cidade.
–Tem alguém hospedado aqui?
–Tem – o Justin respondeu enquanto entregava a chave do carro ao manobrista – Somos nós.
–Mas para que?
–É uma comemoração, Jú. – ele disse rindo.
–Ok, a comemoração é sua então você escolhe. – disse se mãos erguidas.
–Vem. – ele disse descendo do carro e me ajudou a descer também.
Fomos até a recepção e rapidamente o Justin pediu a chave da suíte presidencial. Quando chegamos no corredor eu perguntei:
–Suíte presidencial?
–É para comemorarmos em grande estilo – ele disse sorrindo enquanto abraçava minha cintura e andávamos lado a lado.
Assim que ficamos em frente a porta ele tirou o cartão magnético do bolso da jaqueta e a abriu.
–Pode entrar. – ele disse dano espaço para que eu entrasse primeiro.
–Pipoca! – disse correndo até a mesinha e pegando um grão estourado.
–Nós acabamos de jantar. – ele disse rindo de mim e fechando a porta.
–Foi você quem pegou dois pedaços da torta da minha mãe. - disse sorrindo desafiadora enquanto tirava o meu casaco.
–A culpa não é minha que estava muito boa. – ele disse rindo fraco e me abraçando por trás – Mas você também não precisava ficar contando.
–Então façamos um acordo. – disse colocando minhas mãos sobre a sua – Nós dois paramos de contar pelo menos essa noite afinal estamos comemorando a sua quase entrada para a faculdade.
–Então vamos dar início à comemoração. – ele disse beijando meu ombro.
–Olha, tem DVDs! – disse saindo de seus braços e indo até o outro lado da mesa onde havia uns filmes, dava até para escutar ele suspirando por eu o ter deixado plantado.
–A idéia era que nós víssemos algum filme – ele disse se aproximando mais de mim – Mas se você não quiser tudo bem, nós podemos fazer outra coisa.
Ele voltou a beijar minha nuca e eu me afastei novamente.
–Mas eu quero. – disse carinhosamente.
–Ok. – ele disse suspirando de novo e relaxando seus músculos – É só escolher que eu coloco.
–Hm... que tal “Uma noite fora de série”? – perguntei enquanto mostrava a capa.
–Eu escolhi tantos filmes melosos na locadora e você escolhe bem esse? – ele disse surpreso.
–Porque você não quer ver esse? – perguntei sem graça – A gente pode ver outro...
–Não... é isso. – ele disse rindo e tirando o DVD da minha mão – Pode ser esse mesmo, só achei que você ia escolher o filme mais entediante.
–Só para você não ficar decepcionado por eu não escolhido o filme mais meloso... saiba que esse filme é um comédia romântica. – disse rindo fraco.
Nós arrumamos as coisas e enquanto eu devorava a pipoca o Justin ia iniciando o filme.
– E então qual foi a reação da sua mãe quando você contou a novidade? – perguntei curiosa assim que me ajeitei ao seu lado do sofá.
–Ela praticamente me matou asfixiado de tanto me abraçar. – ele disse me abraçando de lado e dando play – Acho que ficou orgulhosa. Sabe como que são as mães.
–Claro que ela ficou orgulhosa, até eu estou morrendo de orgulho. – disse dando um beijo em sua bochecha e voltando minha atenção para o filme.
Ficamos assistindo ao filme enquanto dividíamos a pipoca. Nas partes engraçadas era uma delícia ficar escutando atentamente as risadas espontâneas e gostosas que o Justin dava. Quando estava passando os créditos finais o meu celular começou a tocar, fui atender a chamada da minha irmã no quarto. Ela avisou que iria ficar de plantão no hospital e que meus pais ficariam no clube, que estava fechado hoje para uma festa particular. Assim que finalizei a ligação voltei para a sala.
–O que é isso? – perguntei rindo enquanto olhava o Justin servindo duas taças com champanhe.
–Espera. – ele disse fazendo sinal para eu ficar parada e ligou o micro system que estava preso na parede. Tocava a música “Sexy Love” do Ne-yo.
–Justin eu tenho que voltar cedo para casa. – disse me aproximando mais dele.
–Eu te avisei que teríamos champanhe. – ele disse sorrindo e segurando minhas mãos – O que sua irmã queria?
–Me avisar que iria fiar de plantão e quem meus pais trabalhariam em uma festa que vai ter no clube.
–Viu... não tem porque você se preocupar tanto com o horário. - ele disse segurando minha mão direita.
–Cadê aquele cara que queria impressionar meus pais? – perguntei rindo enquanto nos sentávamos no sofá.
–Eles nem vão notar. – ele disse rindo também e me entregou uma das taças e pegando a sua em seguida. – Então... o que vamos brindar?
–A sua entrada na faculdade. – disse como se fosse óbvio.
–Ok. – ele disse sorrindo – Um brinde a minha quase entrada na faculdade e a ao nosso casamento, que tenhamos uma grande família.
–Um brinde – disse enquanto batia nossas taças fazendo um barulho estridente ecoar – Espera! Casar Justin? Você disse casar? – disse escutando só agora o que ele tinha dito e ri – Somos jovem demais para pensar nisso.
–Você brindou agora tem que beber. – ele disse rindo de mim e levando em frente sua brincadeira - Não tem como voltar atrás.
–Fazer o que. – disse dando e ombros e tomei um gole.
–Nem vem. – ele disse bebendo também e me cutucando de lado.
–É docinho esse champanhe. – disse voltando a dar outro gole.
–Sabia que você iria gostar. – ele disse sorrindo.
Ficamos conversando e escutando música, entre um gole e outro, por um longo tempo. Enquanto ele ria de mim por ter derrubado um pouco de champanhe dentro do pote de pipoca eu me levantei e fui encher um pouco mais a minha taça.
–Você está rindo de tudo. - disse tirando os meus sapatos altos com dificuldade por estar em pé – Acho que bebeu demais – disse e torci meu pé quase caindo.
–Jú! Cuidado. – ele disse largando sua taça, vindo até mim e me ajudando a ficar em pé – Agora sei porque você não bebe – ele disse rindo fraco e me levando até o quarto – Você é fraca demais com bebida.
–Eu não estou bêbada. – disse na defensiva e me sentei na cama.
–Mas está um pouco alegre. – ele disse parando de rir e analisando meu tornozelo – Está doendo – ele perguntou enquanto movimentava meu pé.
–Um pouco. – disse e coloquei a minha taça no chão, ao lado do pé da cama.
–Não acha melhor irmos ao hospital? Não temos nada aqui para imobilizar seu tornozelo. – ele disse preocupado.
–Eu só torci o pé, Jus. – disse risonha – Não estou morrendo.
–Tem certeza? – ele perguntou e moveu novamente meu pé.
–Tenho.
–Me deixa ver se você consegue andar. – ele disse me ajudando a ficar em pé.
Andei um pouco pelo quarto com tranqüilidade, mas quando dei mais um passo começou a doer.
–Está só um pouquinho dolorido. – disse e caminhei até ele tentando ignorar a dor até que sem quere eu pisei um pouco mais firme e cabei levantando o pé do chão.
–Só um pouquinho. – ele repetiu o que eu tinha dito e se aproximou mais de mim só que acabou pisando no meu outro pé.
–Ai! –me queixei e quase caí curvando meu corpo para trás.
–Te peguei. – ele disse atenciosamente e me segurou com as duas mãos em volta da minha cintura. – Desculpa, eu não tinha visto.
Não agüentei e comecei a gargalhar, o Justin acabou rindo junto comigo e continuava pedindo desculpas.
–Tudo bem. – disse ainda rindo – Pelo menos ainda os tenho presos a minha perna.
–É... acho que sim. – ele disse risonho.
Era bom estar com ele, eu sempre me divertia. Eu admirava seu sorriso enquanto tentava conter o meu e deslizava meus olhos da sua boca até os seus olhos caramelados e quentes.
– Que olhos perfeitos. – sussurrei espontaneamente, me lembrando que disse a mesma coisa quando o vi pela primeira vez.
– Seus lábios são perfeitos. – ele também sussurrou, trouxe o seu rosto para perto do meu e inclinou ainda mais o meu corpo para trás
Seu hálito fresco era anestesiante e quando nossos lábios roçaram um no outro rapidamente coloquei um fim os milímetros que nos distanciavam. Seu beijo era viciante e seu poder sobre mim era infinito. Envolvi meus braços no seu pescoço e levantei lentamente minha perna machucada na lateral do seu corpo. O Justin notou meu movimento e a segurou pela parte interna do joelho e me dando mais suporte para continuar firme ao chão. Separei nossos lábios e beijei a ponta do seu nariz, ele sorriu e beijou meu pescoço. Segurei mais forte em sua nuca e deslizei uma de minha mãe pelo seu braço direito. Senti ele procurar nas minhas costas o zíper do vestido e foi abrindo ao pouco enquanto eu tirava seu cachecol e o jogava no chão.
Assim que o meu vestido deslizou pelo meu corpo eu afastei seu peito para ajudá-lo a tirar seu casaco e sua camiseta. O Justin ficou me olhando atentamente por todos os cantos.
–Você está vestindo a lingerie que eu te dei. – ele disse e sorriu de lado.
–Eu gostei dela. – disse baixinho e larguei sua roupa – Achei que era para usar.
–Ficou bem em você. – ele disse massageando minha cintura e me fazendo deitar na cama, ficando por cima de mim – Fiz uma ótima escolha – ele disse encarando meu rosto. – Excelentes escolhas.
Sorri encabulada e prendi meus dedos em seus cabelos, o trazendo para mais próximo e voltamos a nos beijar.
Acordo sentindo um corpo quente ao meu lado, olho para meu corpo e vejo um braço do Justin abraçando minha cintura e o outro sobre a lateral do meu corpo. Olhei para o relógio digital sobre o criado mudo e me assustei com o horário.
–Jus. – o chamei enquanto afastava nossos corpos e ia catando minhas roupas jogadas pelo quarto. – Acorda Jus – disse um pouco mais alto – Já são duas horas da manhã.
–O que foi? – ele murmurou e me procurou com os olhos espremidos.
–Preciso voltar agora mesmo para casa. – disse e fechei o zíper do meu vestido.
–São apenas duas horas. – ele disse sonolento – Dá tempo de voltarmos para a cama. – ele disse e me puxou meu braço fazendo cair sobre ele na cama.
–Não Jus eu preciso mesmo ir embora. – disse tentando fugir de seus abraços.
– Porque amor. – ele disse puxando meu cabelo para o lado e beijando minha nuca.
–É sério. – disse apertando suas bochechas o deixando com lábios de peixinho.
Ele murmurou reclamando e eu dei um selinho nele com suas bochechas ainda espremidas.
–Agora vamos. – disse saltando a cama e lhe soltando.
–Eu estou cansado. – ele disse se virando na cama.
–Então chamo um taxi. – disse calçando meu salto alto, me olhando no espelho e caminhando para fora do quarto – Depois a gente se fala.
–Espera! – ele disse alto e levantou rapidamente – Eu te levo, só preciso me trocar.
–Não precisa. – disse com dó dele – Eu me viro.
–É rapidão. – ele disse desastrado e tropeçando em seu tênis.
–Ok. – disse rindo dele.
Fechamos nossa conta no hotel e o Justin me levou para casa de carro. Minha sorte era que ainda ninguém tinha chegado. Suspirei aliviada ao ver a casa por fora totalmente calma e voltei a olhar para o Justin, um riso espontâneo saiu de mim.
–O que foi? – ele perguntou ainda cansado.
–Você está morto de sono. – disse risonha e comecei a arrumar seu cabelo bagunçado.
–É… estou um pouco. – ele disse baixinho e se afundou no bando de couro.
–Se eu pudesse te convidaria para terminar de dormir aqui – disse carinhosamente – Mas não dá.
–Eu entendo. – dele disse e olhou para mim – Está tudo bem.
–Preciso entrar. – disse preguiçosa, lhe dei um beijo e abri a porta – Te amo
–Também te amo.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Destiny's Story - Capítulo 80

Assim que o Justin me deixou em casa eu fui tomar um banho, escrever as novidades no meu diário e acabei dormindo. Acordo escutando um barulho abro os meus olhos e vejo o Apolo folheando meu livro de biologia que estava sobre a escrivaninha.
–O que você está fazendo aqui? – perguntei assustada e me levantando rapidamente – Como você entrou?
–Hey... relaxa. – ele disse rindo – Sua mãe foi quem abriu a porta e disse que eu poderia subir, acho que ela pensava que você já estava acordada.
–E porque você está mexendo nas minhas coisas? – disse arrancando o livro de suas mãos.
–Estava apenas procurando algum papel para deixar um recado para você, afinal você nunca acordava.
–Pois agora diga o que quer. – disse irritada.
–Eu só vim te ver e te convidar para uma festinha que eu estou organizando lá na minha casa. – ele disse me entregando um convite.
–Não obrigada. – recusei duramente.
–Vou deixar aqui em cima. – ele disse colocando o convite sobre a escrivaninha – Caso você mude de idéia.
–Pode ter certeza que eu não vou mudar de idéia. – disse abrindo a porta do meu quarto – Agora já que disse o que queria, vai embora.
–Quanta cortesia. – ele disse rindo debochado.
–Vai logo. – disse irritada com a sua demora e os seus risos.
–Já estou indo. – ele disse de mãos levantadas enquanto ia até o corredor – Tchau Julieta.
Fechei a porta com força, mas logo que ele foi embora a minha mãe aparece no meu quarto.
–Quem é esse garoto?
–O filho do prefeito. – expliquei
–Nossa ele é bem...
–Arrogante e metido! – completei a sua fala.
–Não... eu achei ele bem simpático e autêntico. Até conversou sobre economia com o seu pai, ele está lá embaixo até agora elogiando esse garoto.
–Eu realmente não entendo o papai, ele gosta de quem não devia e critica quem deveria gostar.
–Ele ainda vai se acostumar com o Justin, tenho certeza.
–Tomara mesmo. – disse enquanto voltava a deitar na cama.
–Já estava me esquecendo. - Minha mãe disse levando a mão até a cabeça – Uma menina que disse que era da sua escola veio aqui mais cedo, ela até entrou no seu quarto mas disse que você estava dormindo.
–Quem a Marie? – perguntei.
–Não... eu nunca tinha visto ela. Se não me engano ela disse que se chamava Cloe.
–A Cloe? – disse surpresa – O que ela veio fazer aqui.
–Não sei, ela só disse que queria conversar contigo.
–Estranho... muito estranho isso. – disse pensativa.
–Bom, o jantar está servido você não quer ir comer algo? – ela perguntou.
–Droga... tinha me esquecido. – disse levantando rapidamente da cama e indo até o meu closet enquanto telefonama pelo meu celular – O Justin queria comemorar hoje e eu dormi tanto que acabei esquecendo.
–Comemorar o que? – ela perguntou curiosa.
–O treinador dele disse que vai ir olheiros assistirem ao torneio. – disse contente – É uma ótima oportunidade de ele entrar na faculdade.
–Nossa querida, que ótimo. – minha mãe concordou sorrindo – Falando nisso... precisamos decidir seu futuro também, a formatura é no final do ano.
–Ainda tem tempo mãe. – disse enquanto discava novamente para o celular do Justin.
–Ok... depois nós conversamos. – ela disse indo até a porta – Porque você não o convida para vir jantar em casa, depois vocês saem.
–Está bem. – respondi antes dela ir embora.
–Alô? – o Justin atendeu a ligação.
–Oi amor! – disse sorrindo – E aí? Vamos comemorar?
–Claro!! – ele concordou feliz – Não quer vir aqui em casa? Minha mãe tem um jantar de reunião agora.
–Poderia ser depois que nós jantarmos aqui em casa? – perguntei com cuidado – É que minha mãe pediu que eu te convidasse, acho que ela iria adorar que você viesse.
–Mas e o seu pai? – ele perguntou inseguro.
–Ele não vai te tratar mal, Justin. – disse rindo.
–Ok, eu já estou indo para aí. Mas depois nós vamos sair não é?
–Sim amor. – disse carinhosamente – Eu prometo que depois nós vamos sair.
–É uma promessa hein! – ele disse rindo fraco – Daqui alguns minutos eu estou aí.
–Vou ficar te esperando. Beijos.
–Beijo. – ele disse e finalizamos a ligação.
Terminei de me arrumar e desci as escadas para ficar esperando ele chegar.
–O que tanto você olha para essa janela? – meu pai perguntou enquanto trocava de canal.
–O Justin está vindo almoçar conosco. – minha mãe respondeu no meu lugar – E fui eu quem pediu para a nossa filha convidá-lo.
–Até que foi uma boa idéia. – meu pai disse seriamente – Eu quero conhecer melhor esse garoto.
–Justin pai, por favor, o chame de Justin. – disse ainda olhando pela janela e vendo que ele tinha acabado e estacionar o carro em frente a minha garagem.
Abri a porta e fui até o seu encontro.
–Você não correu não é? – disse preocupada afinal ele tinha chegado rápido demais.
–Não. – ele disse rindo enquanto saia do carro e me dava um selinho – A cidade está mais calma hoje.
–Acho bom. – disse acariciando sua nuca e lhe beijei.
–Jú... – ele rompeu nosso beijo – O seu pai pode ver.
–Até parece que ele nunca beijou. – disse rindo – E ele também está mais distraído com a televisão do que outra coisa.
–Pois eu tenho certeza que não. – ele disse falando mais baixo e tentando disfarçar – Ele está olhando pela janela.
Virei meu rosto e o vi parado olhando para a minha cintura, onde o Justin estava com as suas mãos.
–Algum dia ele cansa disso tudo. – disse voltando a olhar para o Justin e pegando em sua mão para entrarmos em casa – Fica a vontade. – disse soltando sua mão e fechando a porta.
–Com licença. – ele disse educadamente – Boa noite senhor Monteiro.
–Boa noite garoto. – meu pai respondeu e lhe cumprimentou.
–Justin, pai. – o avisei novamente – É Justin.
–O Justin já chegou? – minha mãe disse aparecendo na sala enquanto limpava as mãos em um pano de prato – Seja bem vindo Justin. Desculpa a simplicidade.
–Não precisa se incomodar. – o Justin disse lhe cumprimentando – Sua casa é muito reconfortante, eu gosto desse jeito familiar.
–Obrigada. – minha mãe agradeceu – Eu ainda não terminei de servir a mesa, mas estou quase terminando.
–Porque você não ajuda a sua mãe enquanto eu e o Justin ficamos conversando aqui na sala? – meu pai disse para mim.
–Claro. – disse insegura – Tudo bem Justin?
–Sim amor, pode ir qualquer coisa que precisarem é só me chamar que eu também posso ajudar. – o Justin disse tentando conter o nervosismo.
–Não vai precisar. – disse minha mãe – Tenho a Lolita para me ajudar também.
–Vamos Justin, sente-se. – meu pai disse se sentando no sofá.
Fui até a cozinha com a minha mãe para ajudar a levar as coisas até a sala de jantar, mas na realidade minha atenção estava mais dedicada à conversa deles na sala.
–Seu pai está só se fazendo de durão. – minha mãe disse rindo enquanto colocava os pratos na mesa e notava para onde eu estava olhando – Cão que ladra não morde.
–Mãe! – disse rindo do que ela disse.
–Espera só quando você casar. Você vai aprender na prática como os homens só se fazem de durão para mostrarem que mandam nas coisas.
–Tomara que isso demore bastante. – disse rindo e terminando de arrumar os guardanapos.
–O tempo voa filha. – disse a minha mãe – Pode chamar eles para virem comer.
–Ok, já vou indo. – disse andando apressada até a sala.
Nós jantamos em paz, apesar das perguntas do meu pai e das piadinhas da minha irmã para descontrair o clima.
–Parabéns Justin, a Julieta me contou sobre a sua oportunidade de ir para a faculdade. – minha mãe disse sorrindo.
–Obrigado, mas ainda não está nada certo eles precisam me ver jogar primeiro.
–Tenho certeza que ele vai acabar conseguindo. – disse apoiando minha mão em seu ombro – Ele é um excelente jogador, não é a toa que o escolheram para ser capitão do time.
–Eu apenas faço o que posso. – ele disse agradecido e sorrindo para mim.
–Vocês ainda vão sair? – minha irmã perguntou depois de dar um gole em seu suco.
–Sim. – assenti e olhei para o relógio preso no pulso do Justin – Já está ficando tarde, nós precisamos ir.
–Verdade. – o Justin concordou e me ajudou a sair da mesa – Muito obrigado Senhora Monteir o jantar estava ótimo.
–Apareça quando quiser.
–Pode deixar que ele vai sempre vir aqui. – disse sorrindo enquanto pegava meu casaco.
–Obrigado pela recepção Senhor Monteiro e adorei te conhecer melhor Lolita. – o Justin disse pegando as suas chaves e me seguindo até a porta.
–Tchau gente. – disse mandando beijo e abrindo a porta.
Assim que saímos de casa e eu fechei a porta deu até para escutar o suspiro que o Justin deu.
–Sofreu tanto assim? – perguntei rindo abraçando sua cintura.
–Seu pai é mesmo muito...
–Rigoroso? – perguntei – O que ele te falou? Ele te fez algo que te deixou constrangido?
–Não. – ele disse enquanto abria a porta do carro para eu entrar – Ele só foi um tanto curioso.
–Desculpa amor. – disse envergonhada assim que ele se sentou ao meu lado. – Eu não deveria ter deixado vocês a sós.
–Tudo bem. – ele disse sorrindo e dando a partida – Alguma hora eu iria passar por isso e não seria nada bom que ele pensasse que eu sou covarde.
–Afinal você não é. – disse enquanto me olhava no espelho.
–Você está linda sabia. – ele disse olhando eu me arrumando.
–Obrigada Jus. – disse fechando o espelho e o olhando- E você está irresistível com esse cachecol.
–Só achei que deveria vir um pouco mais apresentável. – ele disse enquanto dirigia – Falando em irresistível... eu programei uma noite completa para nós dois.
–Mas é para comemorar. – disse olhando o caminho que ele tomava.
–Quem disse que não vamos comemorar? – ele disse sorrindo de canto – Vamos até brindar com champanhe.
–Jus... – eu ia dizer, mas ele me interrompeu.
–“Eu não bebo” – ele disse imitando a minha voz o que me fez rir – Duvido que você vai resistir a uma boa taça de champanhe.