sábado, 18 de fevereiro de 2012

Destiny's Story - Capítulo 56

 











–Justin fica na sua e volta para a sua barraca. – Marie disse estressada – Vai cuidar da sua e deixa a nossa em paz.
–Nem pensar que eu vou deixar a Julieta beijar todos esses caras. – ele disse bravo. – Chaz, tira ela daí.
–Não Chaz! Deixa a Jú quietinha. – Marie disse enquanto encarava o Justin.
–Tem como vocês pararem. – gritei revoltada – Eu não sou uma marionete para ficarem controlando.
–Jú, você não vai sair distribuindo beijo nesse bando de safados. – Justin disse fazendo chamar atenção de algumas pessoas.
–Bieber eu não tenho que te dar satisfações do que eu vou ou não fazer.
–É isso aí Justin… se quiser entra na fila e compra um ticket – Marie disse sarcasticamente.
–Marie!! – disse chamando sua atenção.
–Ok… se vai ser assim. – o Justin disse e em seguida chamou o Ryan na barraca ao lado. – Ryan, vai lá sacar um dinheiro para mim.
–Como é que é? Mas por quê isso logo agora? – Ryan disse surpreso.
–Quantos tickets você tem aí? – Justin perguntou a Marie enquanto entregava sua carteira ao Ryan.
–Uns 50 – Marie disse confusa.
–Vou comprar todos. – ele disse seriamente.
–Você está louco? – disse assustada pelo seu jeito.
–Não, mas você faz questão de me tirar do sério. – ele disse furioso.
–Eu não vou te beijar. Não quero o seu dinheiro.
–É para caridade Jú – Marie disse me avisando.
–Eu sei que é para caridade, droga. Mas os lábios são meus e eu digo que não vou beijar ele.
–Se ele pagar você vai ter que beijar. – Chaz disse se divertindo com a situação.
–Hey… você é o guarda costas daqui e não um comentarista. – disse lhe fuzilando com os olhos.
–Então já vai dispensando todos esses caras daqui. – Justin disse ao Chaz.
–O seu dinheiro ainda não chegou e nós não fazemos reserva. – Marie disse enquanto fazia sinal para um menino da fila dar um passo à frente.
–Nem tente – Justin disse impedindo que o menino se encaminhasse até o caixa para comprar um ticket. – O Ryan já deve estar chegando, então a Jú não vai beijar ninguém ate lá.
–Chaz, retire ele daqui. – Marie disse para que ele o expulsasse. – Chega de você tentar arruinar a vida da minha amiga. Ela não tem mais nada haver com você.
–Parem os dois! – gritei irritada. – Eu não sou obrigada a ficar aqui presa e também não vou se arrastada para fora dessa barraca.
–Então porque está aí se não queria ficar? – Justin perguntou cruzando os braços.
–Eu tomo as minhas próprias decisões e resolvi que vou sim ficar dentro dessa barraca distribuindo beijos para quem eu bem entender. Não adianta ficar aí tentando me tirar daqui porque eu não vou embora. Você não manda em mim… a gente terminou Bieber. – disse aquilo de uma vez por todas, mesmo seu olhar triste me fazendo sangrar por dentro.
–Pronto cheguei. Foi complicado, mas consegui sacar o dinheiro – Ryan disse correndo até nós e colocou a sua mochila sobre a mesa. – Está tudo aí. – ele disse ofegante.
Justin deu um sorriso de canto e olhou para mim.
–Pode contar Marie. – Justin disse tirando o dinheiro da mochila e deixando na frente dela.
Ela começou a contar uma nota de cada vez e com todo cuidado.
–É… aqui tem 500 dólares certinhos. – Marie disse impressionada.
–Pois eu pago 500 para você não comprar os tickets. – disse a fim de convencê-lo.
–Não troco esses tickets por nada. – ele disse sorrindo de canto.
O Chaz pegou uma folha e escreveu “tickets esgotados” e colou do lado de fora do balcão.
–Desculpa amiga, mas ele pagou. – Marie disse sem graça.
–Não tem nenhum limite de quantos tickets pode comprar cada um? – perguntei esperançosa.
–Eu não tinha pensando nisso quando armei a barraca.
–Por mim também não tem limites de quantos beijos você pode me dar. Se quiser dar mais de 50, vai ser ótimo – Justin disse de aproximando mais da barraca.
–Dá para parar! Eu não vou te beijar. – disse revoltada.
–Aaa vai sim. – ele disse decidido.
O Justin me puxou pela cintura e me beijou com vontade. Seus movimentos foram tão rápidos que nem deu para me afastar ou fugir. Aos poucos ele foi acalmando o beijo, separou nossos lábios e finalizou com um selinho.
Levei a mão até a minha boca e fiquei em estado de choque. Fazia muito tempo que eu não sentia o gosto doce de seus lábios. Com o braço direito eu tirei suas mãos de mim e saí correndo entre as barracas.
Estava me sentindo sozinha, frágil e perdida. Eu realmente não entendo porque todos querem cuidar de mim e ficar administrando meus pensamentos.
Fiquei perambulando pelo campo durante um longo tempo até que escuto alguém chorar. Olho para um banco e vejo uma menininha sentada sozinha com o rosto entre os joelhos.
–Você está bem? – perguntei enquanto me sentava ao seu lado – Está perdida?
A menina ergueu sua cabeça e olhou para mim.
–Jú! – ela disse se aproximando mais de mim. Fiquei surpresa ao reconhecer que era a Jazmyn.
–Jazmyn... por que você está aqui sozinha? Aconteceu algo? – perguntei preocupada
–Eles sumiram. – ela disse se apoiando no meu braço.
– Hey... vem aqui! – disse a abraçando de lado – Onde foi que você estava quando se perdeu?
–No tic tac. – ela disse mexendo a cabeça.
–Tic tac? – perguntei confusa.
Ela assentiu e apontou para o grande relógio.
–Então vem comigo que eu vou te ajudar a encontrar os seus pais. – disse ajudando ela a descer do banco.
Caminhamos até o relógio e acabamos não encontrando ninguém.
–É... pelo jeito não tem ninguém aqui . – disse olhando ao redor.
Ela fez um fico e abaixou a cabeça.
–Quer comer alguma coisa? – perguntei a fim de tentar animá-la.
–Pipoca. – ela disse docemente.
–Boa idéia... vamos comprar um saquinho de pipoca doce e outro de pipoca salgada– disse risonha e fomos de mãos dadas até o carrinho.
Andamos mais um pouco até que chegamos perto da minha barraca que agora estava abandonada. A Jazmyn soltou a minha mão e foi correndo até a tenda do Justin.
–Jazmyn! Onde você estava? – o pai dele disse lhe abraçando com força – Te procuramos em todos os cantos.
–Não faz mais isso, Jazzy. Você quase nos matou de preocupação. – Justin disse dando um beijo em sua testa.
–Como você acabou chegando aqui? – o pai dele perguntou surpreso.
–Com a Jú. – ela respondeu como se fosse óbvio.
Eles olharam para mim e eu fiquei sem graça. Ter os olhos do Justin em minha direção só me deixava mais encabulada ainda.
–Ela estava sentada em um banco chorando. – disse enquanto caminhava até eles.
–Muito obrigado. – o pai dele disse sorridente – E você mocinha, vai direto para casa. – falou fazendo cócegas na barriga da Jazmyn.
–Não! – ela falou rindo – Quero pipoca doce.
–Pode levar. – disse lhe entregando o saquinho em minhas mãos.
–Bigada – ela disse sorrindo e pegou o saquinho.
–Agora vamos indo. - o pai de Justin disse dando tchau para nós e indo de embora.
Me virei e deu um passo para poder sair de lá.
–Julieta. – Justin me chamou.
Respirei fundo e olhei para ele.
–Obrigado por trazê-la até aqui.
–Magina – respondi e dei mais um passo.
–Espera... você não quer jogar? – ele disse levando a sua mão direita até a nuca.
–Não tenho dinheiro para comprar mais nenhum ticket. Meus últimos trocados foram na pipoca – disse erguendo o pacotinho que restou.
–Deixo você jogar em troca desse saquinho de pipoca. Estou morto de fome. – ele falou rindo fraco.
–Acho melhor não, deixa para quem pode pagar.
–Vem Jú... vai ser divertido. O evento já está quase acabando mesmo. – ele disse tentando me convencer.
–Ok... só uma partida. – disse parando de frente para a sua barraca.
–É só acertar os patinhos com a pistola, quanto mais acertos melhor é o prêmio. – ele explicou.
–Hm... tem prêmio! Gostei. – disse risonha.
–Pode começar. – ele disse apontando para a pistola na minha frente.
As bolinhas de borracha que saiam da pistola atingiam alguns patinhos que ficavam se movimentando. Enquanto isso o Justin ficava sentado em cima do balcão, comendo a pipoca e rindo dos meus erros.
–Você é fraca mesmo, hein! – ele disse debochado quando o jogo terminou.
–Não sou não. – discordei.
–Então vamos ver se você ganha de mim. – ele disse descendo do balcão e pegou a outra pistola. – Pronta para perder?
–E você está pronto para ser humilhado? – disse convencida.
A disputa começou e nós dois ficamos atirando contra os patinhos. O Justin estava na frente, mas no final fui eu quem acabou ganhando.
–Você perdeu! – disse rindo. – Não acredito que logo você perdeu. Aaa... e eu quero como prêmio o tigrão de pelúcia.
–Eu que deixei você ganhar. – ele disse na defensiva.
–Não foi não! Você perdeu porque perdeu.
–Eu nunca perco.
–Larga de ser tão competitivo e assume logo que perdeu. – disse ainda rindo.
Ele levantou a pistola e atirou uma bolinha de borracha na minha barriga.
–Hey! – disse parando de rir.
–O que foi? – disse se fazendo de desentendido.
–Você quer guerra... então vai ter. – disse atirando nele.
Eu tentava me proteger das bolinhas ficando atrás do balcão e me abaixando, ele fazia o mesmo. Nós não parávamos de rir enquanto atirávamos um no outro.
–JB! – um menino apareceu e acabou interrompendo nossa briguinha. – E aí cara, você vai ou não?
Paramos de atirar e olhamos para o menino. Afinal aonde eles iriam?
–Vou sim. – Justin respondeu. – Encontro vocês lá.
–Ok. – o menino disse dando de ombros – Hey... essa não é a tal Julieta?
–A tal Julieta? – repeti confusa.
–É... você não é aquela última ficante do JB? – ele disse olhando atentamente para mim.
–Ficante? – disse perplexa.
–Eu até fiquei sabendo daquela gravação. – ele disse pensativo – Você mandou bem hein JB.
O fuzilei com os olhos e virei meu rosto na direção no Justin.
–Jú... me escuta. – Justin disse sem jeito.
–Quer saber... eu não estou a fim de escutar. – disse pegando o ursinho de pelúcia de tigrão e indo procurar a Marie e o Chaz para poder ir embora.

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