sábado, 18 de fevereiro de 2012

Destiny's Story - Capítulo 69





Assim que entrei no carro eu telefonei para o celular da Marie.
–Alô?- ela atendeu.
–Marie sua louca. – disse rindo – Você está bem? Fiquei preocupada afinal você sumiu sem falar nada.
–Oi Jú. Que exagerada que você é. – ela disse rindo também – Você não acredita o que eu consegui para a rádio.
–O que?
–Uma entrevista com o time de hóquei do Canadá. – ela disse gritando – Fiz a entrevista hoje de manhã.
–Aaa então foi por isso. – conclui o motivo da falta dela.
–É! – ela confirmou – Onde você está?
–Indo para a tal fogueira. – respondi
–Ótimo... a gente se vê lá. – em seguida ela desligou o telefone.
–Essa Marie é mesmo uma doida. – disse rindo e finalizando a ligação.
–Deu para escutar ela gritando daqui – o Justin disse impressionado.
–É que ela conseguiu entrevistar o time de hóquei daqui do Canadá.
–O time de hóquei? Sério mesmo?
–Foi o que ela disse.
–Nossa... que legal. – ele disse sorrindo – Ela vai para a fogueira?
–Vai sim. – disse sorrindo e fazendo carinho na nuca dele – Sabe... é tão bom a sensação de leveza que eu estou sentindo, como se estivesse mais tranqüila.
–Eu estou é um pouco preocupado com a sua família. Quando eles souberem podem ser capazes de não me aceitar ou sei lá...
–Jus... eu já contei para a minha mãe que estamos juntos, mas meu pai ainda não sabe.- avisei.
–O que ela disse? – ele perguntou enquanto estacionava entre vários carros que havia em um campo.
–Acho que aceitou bem, foi o que eu percebi. – disse sorrindo enquanto saia do carro – Ela só ficou um pouco preocupada, mas não muito. Ela quer o meu bem, amor.
–Eu sei e não discordo da atitude dela. – ela disse vindo pegar a minha mão.
–Eu falei que te amo e que você me faz feliz. Apenas vamos com calma que eles vão acabar aceitando.
–Tomara mesmo. – ele disse me abraçando de lado e dano um beijo na minha testa enquanto íamos até mais dentro do campo.
Parecia que estávamos em uma floresta. Havia uma grande fogueira no centro com toras de madeira ao redor, um compartimento de bebidas no canto e no outro tinha um lago relativamente grande com uma ponte curva que ligava os dois lados que o cercavam.
Alguns adolescentes conversavam, bebiam, dançavam, comiam marshmallows e uns até nadavam no lago. Um grupo parou de tocar violão e logo ligaram o rádio de um dos carros, com imensas caixas de som em um volume exageradamente alto.
–Essa é a fogueira. – Justin disse ao caminharmos.
–Parece ser divertido.
–JÚ!- Marie gritou assim que me viu.
–Oi Marie. – disse sorrindo e a abraçando.
–Justin?! – ela disse surpresa ao ver ele ao meu lado – O que você está fazendo com ela? Já não disse para deixá-la em paz? Ela não quer mais nada com você.
–Se não quisesse não teria corrido dentro do estádio a minha procura. – ele disse rindo.
–Marie... eu o Justin voltamos. – expliquei sorrindo.
–Como assim Julieta? Depois de tudo que ele te fez?
–Não foi ele, amiga. Eu escutei a Cloe revelando que ela é quem gravou a conversa. Ela queria que eu achasse que fosse ele para nos separarmos.
–Aquela menina merece uns bons tapas. – ela disse irritada.
–Acho a mesma coisa só que o Justin não deixa. – eu disse rindo.
–Não quero briga, só vai piorar a situação. É melhor a gente esquecer ela e viver a nossa vida.
–Então vamos nos divertir. – Marie disse me entregando uma garrafa de vodka.
–Marie eu não bebo. – disse rindo.
–Que sem graça você é. – disse ela.
–Deixa ela. – Justin disse enquanto tirava a garrafa da minha mão e a dava um gole.
–E você vê se manera. – chamei atenção dele.
–Pode deixar amor. – ele disse rindo e dando um beijo na minha bochecha – Vem, vamos dançar.
O Justin me abraçou por trás e nos levou até o meio de um grupo de pessoas que dançavam conforme a música tocava. Era uma batida eletrônica parecia até que as pessoas estavam em uma balada.
–Já disse que te amo? – ele perguntou sorrindo.
–Não há algumas horas. – disse enquanto envolvia seu pescoço.
–Pois eu te amo. – sussurrou no meu ouvido.
–Eu também.
–Que casal fofinho. – alguém disse debochando de nós.
Virei-me e vi que era o Apolo.
–Não sabia que vocês tinham voltado depois de todo aquele rolo. – ele disse sorrindo.
–Aquilo não foi nada. – Justin disse confiante – Na realidade foi apenas um mal entendido.
–Fiquei sabendo da Cloe. Malvada ela não? – ele disse sarcasticamente e olhou para a garrafa que o Justin segurava – Pega leve na bebida JB para não dar mais prejuízo a Julieta. Sem falar que a sua mãe não ia gostar nem um pouco que você se envolvesse em confusão. Aaa é.. ela nem sabe do que aconteceu no Brasil.
–O combinado foi que aquilo não seria mais citado. – disse seriamente – Afinal eu paguei a sua conta.
–É... eu não ganhei muito com aquele acordo. – disse o Apolo.
–Se quiser contar vai em frente. – Justin disse bravo – Não tenho medo.
–Você me prometeu que não ia falar para ninguém. – disse a ele.
–Ok, gata – Apolo disse erguendo os braços – Eu dei a minha palavra, não dei? Fica calma... não vou contar a ninguém. Esse é o nosso segredo. – ele disse e acariciou a minha face.
–Fica longe dela. – Justin disse me afastando dele.
–Que possessivo. – Apolo falou rindo enquanto ia até os seus amigos.
–E se ele resolver contar? - disse preocupada.
–Ele não vai falar nada. – disse o Justin – É outra coisa que me preocupa.
–O que é? – perguntei confusa.
–Ele é perigoso. Tenho medo que ele queira me atingir usando você.
–Hey... ele não vai fazer isso. – disse com a intenção de acalmá-lo, embora também não acreditasse.
–Não tenho tanta certeza nisso.
–Vem – disse o puxando – Vamos comer marshmallow.
Fomos até a fogueira e nos sentamos ao lado da Marie, do Chaz e do Ryan. Enquanto conversávamos o Ryan estava ficando com uma menina desconhecida por mim.
–Ele adora ser solteiro. – Chaz disse rindo.
–E é bom. Eu também gostava. – Justin disse após tirar um marshmallows de perto da fogueira.
–Hey! – chamei a atenção ele enquanto tirava de suas mãos o graveto com o doce espetado.
–Eu disse gostava, está no passado. – ele tentou se explicar – São etapas Jú. Eu já passei por essa e o Ryan anda está vivendo nessa.
–É... só o Ryan, porque o Chaz não está mais nessa. – Marie disse abraçando ele.
–Fui laçado. – Chaz disse rindo e retribuindo o abraço.
–E eu fui algemado. – Justin disse rindo também tentando me abraçar.
–E daqui a pouco vai ser chicoteado. – disse a ele.
–Que sexy. – Justin disse sorrindo de canto.
A Marie e o Chaz arregalaram os olhos.
–Aaa vocês entenderam muito bem o que eu quis disser. – disse envergonhada pela visão deles. – Seus maliciosos.
–Ok... a gente entendeu. – Chaz disse gargalhando.
–Não tem graça. – disse me sentindo vermelha.
Do nada senti algo nos molhar.
–Droga. – Marie se queixou.
–Quem foi o idiota? – Chaz perguntou virando para trás.
O grupo do Apolo estava rindo dentro do lago.
–Foi só uns pingos, nada de mais. – disse tentando me limpar.
–Quer saber. Nós precisamos mesmos nos molhar. – disse o Chaz – Vamos entrar no lado também, tem um monte de gente lá.
–Aaa não. – Marie recusou.
–Ia ser divertido. – Justin concordou.
–Não estou a fim de me molhar – disse.
–A gente entra e vocês ficam na margem com os pés na água. – propôs o Chaz.
Eu e a Marie acabamos concordando. Tiramos nossos tênis e ficamos conversando enquanto mexíamos o pé na água gelada e os meninos acabaram tirando os sapatos, a jaqueta e a camiseta para poderem entar.
–Amanhã é dia dos namorados. – Marie disse sorrindo.
–Sério? – perguntei surpresa.
–Estou curiosa para saber o que o Chaz vai me dar. Será que ele vai fazer alguma surpresa romântica?
–Quem sabe. – disse pensativa – Não faço a menor idéia do que dar para o Justin.
–Eu comprei um skate bem estilizado para o Chaz, achei a cara dele.
–Eu queria dar algo que o Justin realmente gostasse.
–Tipo o que?
–Não sei... ainda não tenho nada em mente.
–Pense como um menino, Jú. – Marie deu a idéia.
–É difícil pensar como menino quando a gente não é. – disse rindo – Espera... tive uma idéia. Tem como você conseguir um contato para mim?
–Posso tentar. – Marie disse curiosa.
–Ok, eu te mando um e-mail detalhado sobre isso. – disse sorrindo.
–Está bem. – ela assentiu e olhou para os meninos. – HEY DÁ PARA PARAR DE AFOGAR O MEU NAMORADO – ele gritou e foi até a ponta que estava o menino que zuava com o Chaz – EU QUERO ELE VIVO AMANHÃ.
Comecei a rir pelo jeito da Marie enquanto via ela discutindo com o garoto.
–Está se divertindo? – Apolo disse dentro da água enquanto se aproximava.
O ignorei e continuei olhando para os meus amigos.
–Vai me ignorar? – ele disse rindo - Ok.
Quando eu menos esperava, ele me puxou para dentro do lago e abraçou a minha cintura para me ajudar a voltar até a superfície.
–Você tem problema garoto? – disse enquanto tomava fôlego.
–Aa... isso foi divertido. – ele disse rindo.
–JÚ! – Justin veio até mim e me tirou dos braços do Apolo – Você está bem?
–Estou. – disse trêmula por causa da água fria enquanto era envolvida pelo Justin.
–Você é louco cara. – Justin disse irritado ao Apolo – Eu disse para ficar longe dela.
–Relaxa. Foi só uma brincadeira. – ele disse rindo.
–Estou te avisando para não se aproximar mais dela. – Justin disse enquanto me levava até a margem.
Saímos do lago e fomos até a fogueira para nos aquecermos e tentar nos secar.
–Jú... tenta não ficar perto dele. – Justin disse assim que colocou sua jaqueta por cima do meu ombro.
–Eu estava quieta. Ele quem se aproximou. – expliquei.
–Da próxima vez você se afasta. Já disse que ele pode ser perigoso.
Assenti e acabei espirrando.
–Vem... – ele disse enquanto pegava meu tênis e terminava de vestir as suas roupas – Vamos embora.
Caminhamos até o carro e durante o trajeto ele ligou o ar quente do carro para tentar nos aquecer.
Quando cheguei na frente de casa percebi que a luz da sala estava acessa.
–Não quer entrar? Você pode tomar um banho quente e vestir uma roupa seca. – o convidei e espirrei novamente.
–Não, tudo bem. – ele disse calmamente, mas dava para ver que estava sério.
–Justin, desculpa.- disse enquanto o abraçava forte.
–Você não tem culpa. Só tenho medo do que ele pode fazer com você. – ele disse carinhosamente e retribuiu o abraço.
Ficamos dentro do carro abraçados por um bom tempo. Era gostoso sentir a pele quente dele e o seu cheiro viciante. A forma como ele me envolvia em seus braços era inexplicável, não havia leito melhor do que aquele.
–Acho melhor você entrar. Não quero que chegue tarde, seus pais podem não gostar. – ele disse e afagou os meus cabelos.
–Está bem. – concordei, o abracei mais forte e espirrei.
–Tome um banho, vista algo mais quente e faça um leite ou um chá. – ele recomendou – Amanhã agente se vê na escola.
–Pode deixar.
–Te amo. – ele disse aproximado seu rosto do meu.
–Eu também te amo... muito – disse o beijei.
–Durma bem e se cuida. – ele disse assim que separamos nossos lábios.
–Você também. – disse rindo e beijando sua bochecha – Até amanhã.
–Até.
Abri a porta do carro e entrei em casa. Expliquei para os meus pais que tinha acabado caindo no lago por um descuidado meu, o que não era difícil de acreditar, e fui para o quarto.

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