sábado, 18 de fevereiro de 2012

Destiny's Story - Capítulo 62





Cheguei em casa no mesmo dia em que partimos. Ainda bem que não havia ninguém em casa, pois iriam perguntar a causa de ter vindo antes do esperado. Fui para o meu quarto e me joguei na cama, a minha cabeça não parava de latejar. Escutei o celular tocando, quando vi já tinham 22 chamadas não atendidas e 8 SMS tanto do Justin quanto da Marie. Um botão vermelho do telefone fixo de casa não parava de piscar. O apertei e logo escuto a voz doce do Justin...
–“Jú, estou preocupado. Por favor, me retorne quando você chegar. Beijos.”
–“Próxima mensagem.” – avisou a secretária eletrônica.
–“Jú... como você desapareceu assim do nada? Por favor, me ligue... quero saber se você está bem. Te amo.” – disse ele.
–“Próxima mensa...” – antes que ela terminasse de falar eu desativei a caixa postal.
Desconectei todo tipo de linha telefônica da casa e desliguei o meu celular. Tomei um banho quente para relaxar os meus músculos e dormi com o intuito de descansar a minha cabeça.
Acordei escutando vozes vindo da sala, pelo visto a minha família já havia voltado para casa. De acordo com o relógio eram onze horas da noite. Desci as escadas e fui ver como eles estavam. Jantamos juntos e ficamos assistindo TV na sala.
–Temos que ir dormir porque amanhã vamos cedo para o clube. – minha mãe disse olhando para o meu pai.
–Você tem razão. Vamos dormir. – ele disse se levantando do sofá e indo até as escadas.
–Não fiquem muito tempo aí, pois amanhãs vocês também devem acordar cedo. – disse minha mãe enquanto mandava beijinho e subia as escadas.
–Boa noite. – eu disse e me aconcheguei no sofá.
Eu e minha irmã ficamos assistindo um filme que passava no canal 58 até que escutamos a campainha soar.
–Quem resolve aparecer tão tarde assim? – minha irmã disse indo até a porta.
–Deve ser o vigia da vizinhança. Hoje não é dia do pagamento? – disse bocejando.
–É... deve ser. – ela disse olhando pelo olho mágico e sorriu. – Ou não.
–Como assim? – perguntei confusa.
–Boa noite. Desculpa chegar agora, mas a Julieta está?
Quando fui ver a Lolita já tinha aberto a porta.
–E então... ela está? – pude reparar que aquela voz era exatamente idêntica a do Justin. OMG... ele estava na minha porta.
–Bom... – minha irmã olhou para mim e eu comecei a fazer gestos para que ela dissesse que eu não estava ou que estava dormindo. – ela... acho que ela está dormindo.
–Eu sei que é tarde e que não deveria ter parecido aqui desse jeito, mas teria como você acordá-la. É que o assunto é realmente urgente. – ele disse de uma forma preocupada.
Fiz que não com a cabeça e minha irmã disse:
–Acho melhor não. Amanhã vocês conversam na escola.
–Eu necessito vê-la. – ele disse driblando a minha irmã e entrando em casa. – Preciso falar com ela.
Antes mesmo que eu conseguisse me mover, ele me viu em pé no meio da sala. Não sabia o que fazer então preferi não olhar em seus olhos, mas tinha certeza que eles estavam arregalados.
–Jú! – ele disse andando apressadamente até mim.
–Não! – disse dando um passo para trás – Não se aproxime.
–Eu fiquei muito preocupado com você. Como você pode sumir do nada? Por que me deixou lá sozinho e ainda nem retornou nenhuma das minhas ligações? – ele disse insistindo em se aproximar.
–Por favor, não se aproxime. – disse estendendo a minha mão em sua direção.
–Por que você me deixou lá sozinho depois de termos ficados juntos? Você não faz idéia do desespero que me deu quando não te vi mais deitada ao meu lado. – ele disse nervosamente.
Olhei ao redor envergonhada por minha irmã estar escutando tudo aquilo, mas ela já tinha nos deixados sozinhos.
–Me responde Julieta.
–Não é tão fácil assim, Justin. Não vai ser por um erro, por um blefe ou até mesmo por uma recaída que nós vamos voltar a sermos o que éramos antes. Então não venha me cobrar explicações.
–Um erro? Você acha que a noite que passamos juntos foi um simples erro, um blefe e uma recaída qualquer? – ele perguntou indignado com um tom de voz elevado.
–Fale baixo. – disse me aproximando dele assustada caso alguém escutasse. – Meus pais estão dormindo.
–Não me importo. – ele disse alterado.
–Shh... – disse suplicando – Fique quieto e vá embora de uma vez.
–Não! Nós ainda temos muito que falar. – ele disse me puxando.
–Justin, por favor vai embora antes que alguém acorde.- disse preocupada enquanto encarava a escada.
–Olha para mim Julieta. – ele disse virando meu rosto em sua direção e olhou dentro dos meus olhos – O que passamos juntos não significou nada? Para você ontem foi apenas uma transa?
Eu não sabia o que falar, só sei que se ele olhasse mais um segundo dentro dos meus olhos ele poderia enxergar que não era verdade e que aquela noite realmente mexeu muito comigo. Parecia que ele podia ver através da minha alma, mas sua expressão ainda era confusa.
–Quem está aí? – perguntou meu pai no andar de cima.
–Vai embora Justin. – disse lhe empurrando até a porta.
–Não tenho medo dos seus pais. – ele disse se recusando a ir.
–Mas eu tenho. – disse em pânico – Vai embora e me deixa e paz de uma vez por todas.
–Eu preciso saber o que significo para você. Eu não vou sair daqui sem antes escutar. – ele disse impedindo que eu fechasse a porta.
–Julieta... filha é você quem está aí em baixo? – minha mãe disse enquanto eu escutava seus passos.
–Vai logo. – disse puxando a porta com força.
–Então diga de uma vez. – ele disse segurando-a sem o menor esforço.
–Filha? – perguntou meu pai.
–Você não é nada para mim e aquela noite não foi importante. – disse de supetão antes que eu me arrependesse de ter pronunciado isso.
Notei que seu corpo ficou mais relaxado, mas isso não era sinônimo de que ele estava calmo. Ele parecia decepcionado, triste e humilhado.
–Yeah... – ele disse baixinho e me deu as costas.
–Quem era? – meu pai perguntou assim que desceu as escadas.
–Alguém muito importante para mim. – disse fechando a porta e indo chorando até o meu quarto.
Deitei na minha cama e fiquei abraçada com o travesseiro.
–Porque é tão difícil esquecer quem a gente mais precisa se distanciar?

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