sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Destiny's Story - Capítulo 5

hug / Tumblr


Na aula de biologia, o Bieber sempre que dava desviava os olhos do fígado,na nossa mesa, e olhava para mim. Sem contar nas cantadas e nas indiretas que ele mandava a cada minuto.
O combinado foi que em uma aula um ficava encarregado da parte nojenta enquanto o outro fazia as anotações. Um dia ele e no outro eu, assim ficaria mais justo. Mas como ele não mandava muito bem em biologia eu tinha que ficar dando assistência. Fico imaginando se fosse ele sozinho… seria capaz do fígado ter ganhado vida para fugir das mãos dele. Se bem que isso nem seria preciso, pois ele pegava o órgão de uma forma tão desajeitava que sempre ele escorregava e caia no refratário novamente.
–Vai com calma, se não daqui a pouco esse fígado vai parar no colo daquela loira, vestida dos pés a cabeça de rosa, bem na nossa frente – eu ri alto. – Se não vai é parar bem em cima da peruca que o professor tem na cabeça. - eu gargalhava enquanto tocava na mão dele para mostrar como deveria segurar.
–Muito engraçada. Se bem que a loira não ia ficar nada brava comigo, ela me adora e daria tudo pra ter um encontro comigo. - ele deu um sorriso sexy - Já o professor… acho que ele não iria aceitar se eu o convidasse para um encontro, neh? – ele gargalhava junto comigo enquanto tentávamos conter o fígado escorregadio.
–É… finalmente um que não cai nos seus encantos. – eu não conseguia parar de rir da situação.
Até que o Justin olha para nossas mãos juntas, vai parando de rir aos poucos, vira-se para mim e pergunta:
– Então você também é vulnerável aos meus encantos?
–NÃO… claro que não! Sou do time do professor, você não causa nenhum efeito em mim. – falei rapidamente enquanto olhava dentro dos olhos deles, tentando provar não só pra ele como para eu mesma de que eu estava falando a verdade.
–Senhor Bieber e Senhorita Monteiro, os dois deveriam estar a caminho da próxima aula. O sinal já tocou, não repararam? – O professor nos encarava seriamente, louco para que fossemos logo embora daquela sala.
–Desculpe Senhor Davis. Já estamos nos mandando. – Justin disse e me puxavou para fora da sala.
–Nossa que rabugento ele é – eu comentei com Justin, que já nos levava para a próxima aula: Matemática.
A aula de matemática foi tranqüila. Na de sociologia nós só debatemos superficialmente sobre o conteúdo a ser ensinado este ano: Relações Humanas. Iríamos ver e filosofar sobre a maneira com que o homem se relaciona com seus semelhantes, até que achei interessante. Já na aula de Ed. Física o treinador era rígido demais, nos fez correr entorno da quadra dezenas de vezes.
Eu já estava exausta e o Justin continuava intacto ao meu lado, chegava até a conversar comigo tranquilamente, por mais patadas que eu desse ele não parava de falar. Mas o mais estranho foi os olhares que algumas meninas fúteis e os valentões do time de basquete mandavam para nós dois. Até mesmo o Eric nos olhou de um modo diferente.
Depois dessa corrida ridícula. Os meninos iriam treinar basquete e as meninas jogavam vôlei, como eu não tenho equilíbrio e sou em desastre no esporte, elas me deixaram sentada no banco de reserva. As meninas que eram do grupo de torcida iriam para um canto e montavam suas coreografias. Cada vez que o Bieber fazia um cesta elas festejavam com vontade e se insinuavam para ele ao mesmo tempo. Já ele me encarava com uma expressão de “eu sou o maior”, eu apenas ria da situação.
Depois do treino Eric se sentou ao meu lado e disse:
–Então é você a próxima da lista?
–Não estou entendendo… - fiz uma cara de confusa
–O Bieber… você! Aaa Ju… qual é, todos repararam. Ele está dando literalmente em cima de você.
–Mas quem disse que eu to dando trela pra ele? Nós nunca iríamos ter nada juntos, n-a-d-a. Ele realmente não faz meu tipo. – expliquei para Eric a fim de tirar dele os maus pensamentos.
–Só estou te avisando… ele não é pra você. Vai te fazer sofrer. – Eric pega minha mãe diz calmamente pra mim.
–Ué não era você quem disse que ele era rude só às vezes? Está contradizendo o que me disse no refeitório?
–Não! Ele é legal, mas não o bastante pra você. Digamos que ele adora todas mulheres ao mesmo tempo, sabe? – ele sorriu pra mim.
–Eu soube disso desde a primeira vez que vi ele, Eric. Relaxa uma coisa que não sou é boba. – retribuí o sorriso e dei um beijo no seu rosto. – Obrigada por se preocupar.
Ele abre novamente aquele sorriso para mim e eu digo:
– Seu sorriso é contagiante, sabia? Você é um grande amigo. Adorei te conhecer.
Nos abraçamos ainda sorrindo.

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