sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Destiny's Story - Capítulo 36




–Mas o que é tudo isso? – perguntei olhando uma aglomeração de pessoas em um canto do restaurante.
–Acho que é briga – Bianca disse analisando o local.
–Cadê os meninos? – Emily perguntou apontando para a nossa mesa vazia.
Todos ficavam gritando e escutava coisas sendo quebradas, o dono do restaurante estava furioso. Procurei os meninos no meio daquela aglomeração, mas era praticamente impossível. A procura finalmente acabou quando percebi que eles eram os protagonistas da briga.
–JUS?! – gritei olhando para ele sendo golpeado por um garoto desconhecido.
O Igor, o Caio e o Dan também estavam próximos.
–PAREM!!! POR FAVOR… PAREM! – disse me enfiando no meio da roda.
–Sua louca, fique aqui! – Kátia disse me puxando para longe da briga.
–Alguém tem que fazer eles pararem. – disse virando meu rosto para não agüentar ver o Justin se machucando.
–Moço faça alguma coisa! – Bianca disse ao gerente do restaurante.
–Eu vou chamar a polícia. – ele disse pegando o celular do bolso.
–NÃO!! – eu disse puxando o celular de suas mãos – Não faça isso, por favor. – disse com medo.
–Como não? – ele perguntou nervoso.
Ignorei o gerente e fui até o meio da briga. Me aproximei de Justin e fiquei tentando afastá-lo da briga.
–Jus… pára! Pelo amor de Deus… pára! – disse me colocando entre ele e o garoto.
–Não se meta gata! – o menino disse me puxando pela cintura para longe deles.
–Tira a mão dela! – Justin disse partindo para cima do cara que me segurava.
Os dois ficaram brigando e ignorando meus gritos de desespero. Até que o garoto jogou Justin contra uma mesa fazendo com que ele caísse fortemente no chão.
–NÃO!! JUSTIN!!! – disse correndo até ele e empurrando o menino com quem estava brigando. – Deixe ele em paz! Não o machuque, por favor! – disse implorando.
Ele ficou parado e eu me joguei no chão, ficando ajoelhada ao lado do Justin.
–Jus… você está bem? – disse passando a mão no seu rosto.
–Jú… - ele disse olhando para mim, parecia embriagado.
–O que aconteceu? Porque você bebeu tanto assim? – disse preocupada.
–Não foi nada. – ele disse tentando se levantar.
–Como não foi nada? – disse exaltada.
Olhei ao redor e pude perceber que o local já tinha praticamente esvaziado. O meninos que também era envolvido estava sendo cuidado por uma garota.
–Vem… você precisa se sentar. – disse tentando levantá-lo com dificuldade, até o Caio vir me ajudar.
Colocamos ele sentado em frente a uma mesa e logo todos os meus amigos estavam conosco.
–Mas o que aconteceu? Por que toda essa briga? – perguntei tentando estancar o sangue que corria na testa de Justin com um guardanapo de pano.
–Julieta Monteiro. – o menino com quem ele brigou disse, ele estava sentado em uma mesa próxima perto de seu grupo. Pela sua pronuncia parecia que ele também estava bêbado.
–Quem é você? – Emily perguntou ao garoto.
–Apolo. Não se lembra de mim brasileira? – o menino disse olhando para mim.
–Por que me lembraria? – perguntei confusa.
–Como estão as suas pernas? – ele perguntou rindo e se aproximando de nós.
–Você é o idiota do desfile, o filho do prefeito. – disse me lembrando de quando o vi no desfile. – O que está fazendo aqui?
–Aproveitei o feriado para conhecer o Brasil, já que você deu uma boa amostra a cidade do quanto aqui é bonito – ele disse me olhando da cabeça aos pés.
–Fica longe dela – Justin disse bravo.
–JB… eu não sei por que você quis a Cloe se você consegue ter alguém melhor, como a famosa Julieta. – Apolo disse rindo.
–Eu não estou entendo. – disse me aproximando mais do Apolo.
–Julieta você tem um namorado muito ciumento ou quem sabe inseguro demais. Realmente você merece algo melhor – ele disse se aproximando demais.
–Por que você não dá o fora? – Caio disse me afastando dele.
–Já vou indo. – Apolo disse erguendo os braços - Espere até saberem que ele continua um marginal. Pode ir preso se não se controlar, hein Justin – ele disse rindo e indo embora.
–Espera! – disse correndo até ele. – Por favor, não conte a ninguém do que aconteceu aqui. Você pode ir sem pagar sua conta e nem sem preocupe com os prejuízos da briga,eu pago, mas não conte nada. – disse aflita
–Hmm… tudo bem! Não é tão favorável para mim, mas eu fico quieto. – ele disse sorrindo- Até mais Julieta – ele disse dando um beijo rápido em meu rosto.
Depois de tudo acertado eu voltei até onde o Justin estava.
–Jú eu já chamei um táxi para vocês dois, amanhã vocês pegam o carro aqui. – Emily disse calma.
–Obrigada – disse dando um beijo em seu rosto - Meninos me ajude com o Justin? Preciso levar ele até o táxi.
–Tudo bem… nós o ajudamos - Caio disse sorrindo.
–Moça, alguém tem que pagar por tudo isso. – o gerente disse bravo.
–Claro… eu pago. – disse acompanhando ele até o caixa.
Depois de vários cálculos, ele me mostrou o total. Tudo estava incluso, desde os nossos pedidos, a conta da mesa do Apolo e o prejuízo de cada coisa quebrada ou destruída. O preço era enorme e provavelmente meu cartão de crédito ficaria praticamente sem valor depois de pagar por tudo isso.
Paguei e fui até o táxi, todo mundo estava lá fora me esperando.
–Obrigada gente, depois nós nos falamos – disse sem graça.
–Jú… o táxi já está pago, eu acertei com o taxista. – Caio disse solidário. – Se precisar de algo nos avise.
–Obrigada – disse o abraçando forte.
–Desculpe se eu fiz algo de errado. – Caio disse retribuindo o abraço.
–Depois nos falamos – disse me afastando dele e entrando dentro do táxi.
Não demoramos muito para chegarmos no hotel, um funcionário me ajudou a levar o Justin até o seu quarto.
–Justin… vem me ajuda. – disse tentando sentá-lo em sua cama.
–Me deixa. – ele disse se mexendo.
–Me deixa nada… nem pense q você vai dormir agora e ainda mais nesse estado. – disse brava enquanto tirava sua camisa azul.
Ele começou a abraçar minha cintura e a beijar docemente o meu pescoço.
–Pode ir parando… isso não tem graça. – disse o empurrando e esvaziando os bolsos de sua calça jeans. Tirei seu celular, a chave do carro e sua carteira, e deixei no criado mudo.
–Aaaa Jú, vem aqui. – ele disse me puxado para mais perto.
–Já disse que não. – disse tirando sua camiseta branca e em seguida o arrastando até banheiro.
Tirei seus tênis e coloquei ele sentado em um banquinho, depois liguei o chuveiro.
–Está fria! – ele disse resmungando tentando fugir da água.
–Pode ir ficando aí. – disse o empurrando na parede e tombando seu rosto fazendo com que a água fria caísse sobre sua nuca.
–Estou congelando – ele disse vagarosamente e abraçou meus joelhos.
Deixei a água cair em seu corpo, me dava dó de vê-lo passando frio mas era necessário para que ele despertasse. Passei a mão no seu cabelo para tirá-lo do rosto e pude perceber que ele estava tremendo de frio.
–Pronto.- disse desligando o chuveiro, mudei a temperatura da água e levantei seu rosto – Agora pode tirar essa roupa e tomar um banho, a toalha está em cima da pia – disse tirando seus braços do meu redor e saindo do banheiro, deixando –o sozinho.
Liguei para a recepção e pedi que trouxesse uma xícara com bastante café, bem forte, e um remédio para a ressaca. Demorou para escutar o chuveiro ligar novamente, mas finalmente o Justin conseguiu tomar banho. Ele saiu do banheiro totalmente acabado e com uma toalha enrolada em sua cintura. A camainha começou a tocar.
–Toma - disse jogando em sua direção uma calça moletom e uma cueca que eu peguei de sua mala – E se vista. Eu já volto – disse fechando a porta do quarto.
Em seguida fui atender a porta da suíte, era o café e o remédio que tinha pedido.
–Aqui está – eu disse entrando dentro do quarto e entregando a xícara em suas mãos.
Ele deu um gole e resmungou:
–Credo, está muito forte. – ele disse fazendo cara feia
– Por que será? – perguntei sarcástica enquanto arrumava sua cama.
Ele tomou um pouco e se aproximou de mim.
–Está brava? – perguntou cabisbaixo.
Ignorei o que ele disse e olhei para a sua xícara. Me virei em sua direção e a tirei de suas mãos.
–Tome tudo. – disse virando todo o café em sua boca. – Vai se sentir melhor.
Em seguida eu coloquei a xícara em cima do criado mudo e o empurrei na cama para que deitasse.
–Agora durma e descanse. – disse o ajeitando, apagando a luz e acendendo o abajur.
–Aonde você vai? – ele disse segurando meu braço, me impedindo de ir embora.
–Vou dormir… ué – disse tentando me soltar.
–Fica aqui comigo… por favor. – ele pediu carinhosamente, parecia até uma criança indefesa.
–Está bem… eu fico até você dormir – disse baixando a guarda e me sentei ao seu lado.
–Eu te amo. – ele disse deitando sua cabeça no meu colo.
–Dorme Jus… pode dormir. – eu disse dando um beijo em sua testa e fazendo cafuné em seus cabelos que continuavam perfeitos.
Em seguida ele sorriu, segurou minha mão esquerda, respirou fundo e fechou os seus olhos devagarzinho.

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