sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Destiny's Story - Capítulo 30


– Eu não gosto muito de chocolate, mas esse está muito gostoso.- ele disse tirando a panela de minhas mãos.
–Sério? Nem deu para reparar que você gostou tanto – eu disse rindo sarcástica.
O rosto dele estava repleto de chocolate, ele parecia até uma criança travessa. Vê-lo mais contente me fez sorrir.
–O que foi? – ele perguntou curioso pelos meus olhares.
–Você parece ser mais novo que a Jazmyn. Não sabe nem comer sozinho – eu disse gargalhando.
Ele se levantou e foi até o espelho do meu quarto. Olhou seu rosto e riu de si mesmo.
–Como você é um bobo mesmo. – eu disse lhe abraçando por trás e nos vendo juntinhos através da imagem que o espelho refletia.
–Um bobo que você adora – ele sorriu malicioso.
–Por que você acha que o brigadeiro ficou tão bom assim? Eu fiz com muito amor – sorri e dei um beijo na sua nuca.
–Obrigado por tudo Jú. – ele disse nos olhando e colocando suas mãos sobre meus braços que estava ao redor de seu corpo.
–Shhh… eu já disse que não precisa agradecer. Que tipo de garota eu seria se abandonasse meu amor bem quando ele mais precisava? –disse limpando seu rosto com um lenço de papel.
–Mas eu quero agradecer – ele disse sorrindo de canto.
–Já que você insiste – eu disse retribuindo o mesmo sorriso.
Em seguida ele me trouxe fortemente para mais perto de si e me beijou. Seus lábios delicados me levavam para o infinito em questões de segundos. Ele segurava minha cintura com vontade e eu puxava um pouco os seus cabelos. Senti ele dar uns passos para frente, me levando junto, enquanto continuávamos nos beijando. Ele me deitou na cama e ficou por cima de mim, apoiando uma de suas mãos ao meu lado e a outro continuava apertando minha cintura. Nossos beijos foram se intensificando e ele começou a dispersá-los. Beijava meu ombro, meu pescoço, minha orelha, minha bochecha, meu queixo e retornava até a minha a boca. Justin começou a acariciar minha barriga e tentava levantar com cuidado a minha blusa. Sabia onde isso poderia levar e por mais que eu também o quisesse eu levei minha mão direita até o seu peito e o afastei um pouco de mim.
–Jus… lembra que nós decidimos ir com calma – eu disse carinhosamente, afinal não era uma bronca.
–Desculpa. Eu… - ele suspirou e se afastou mais de mim - Desculpa Julieta. Acho que fiquei tão frágil com aquela notícia que acabei não medindo meus instintos.
–Hey… também não exagera – eu disse rindo fraco e o abraçando de lado – Eu também te quero só que não queria que fosse agora e desse jeito. Vamos com calma, ok?
–Desculpa se te pressionei. – ele disse cabisbaixo. - Não foi minha intenção.
–Você não me pressionou a nada. Na verdade foi um cavalheiro por ter me entendido tão facilmente. – eu disse virando seu rosto em minha direção. – Eu te amo seu bobo.
Finalmente eu tive coragem de revelar que o amava. Isso era evidente, não iria adiantar em nada tentar fingir ou disfarçar. Ele abriu um sorriso enorme em seu rosto e me disse:
–Até para dizer que me ama você tem que acrescentar a palavra bobo – ele disse rindo e me fazendo rir junto. – Você é única Julieta. Nunca achei que iria achar alguém como você.
– Nem eu… ainda mais um canadense. – disse sorrindo. – Fico feliz que tenha sido você o dono do meu coração. Eu te amo.
–Também te amo… e muito meu amor – ele disse me dando um beijo.
Separei nossos lábios e lembrei que tinha que contar uma novidade a ele ainda hoje.
–Jus… eu tenho algo para te contar.
–Eu escutei que você me ama. Amei ter ouvido isso saindo dos seus lábios. – ele disse convencido.
–Não… eu te amo sim, mas é outra coisa.
–Então diga o que é! – ele disse apertando minha mão.
–Nesse feriado prolongado… eu vou viajar. – disse com receio de abandoná-lo aqui logo agora.
–Aa... você vai viajar – ele disse triste.
–É… eu vou para o Brasil visitar minha amiga. Desculpa amor, se soubesse que você iria precisar que eu ficasse aqui nem teria planejado.
–Não, tudo bem – ele seu um sorriso que não me convenceu. – Aproveita por lá.
–Ai Jus eu não quero te deixar. Não vou fica tranqüila sabendo que você está desse jeito – disse triste por vê-lo assim.
–Não fique preocupada comigo. É que você era o único modo de escapar de tudo disso, mas tudo bem.
–Escapar?!- repeti dento uma idéia.
–Não é nesse sentindo. Você é importante para mim e não apenas uma escapatória.
–Não Jus, não quis dizer isso. Eu tive uma idéia! Por que você não vem viajar comigo? Assim você relaxava um pouco e seria até um alívio para a sua mãe saber que você não vai estar vendo todos esses preparativos para o julgamento.
–É… séria até bom. Mas eu não vou te atrapalhar por lá?
–Você sempre me atrapalha e nunca se incomodou com isso. – disse rindo brincalhona – Eu adoro estar ao seu lado, vem comigo!
–Ok… vou avisar minha mãe e providenciar minha passagem e minha mala. Obrigado amor não sei o que faria sem você. – ele disse me abraçando forte.
–Se eu não estivesse aqui você estaria agarrando outra menina, senhor Bieber. – disse rindo.
–Não, eu não preciso mais disso, tenho você aqui comigo. – ele disse beijando meu rosto. – Acho que vou para minha casa, conversar com a minha mãe sobre a intimação e falar da nossa viagem. Você não quer ir comigo? Eu não queria ir lá sozinho.
–Claro! Só deixa eu me arrumar.
–Não precisa. Você está linda… vem – ele disse me arrastando até a porta, só deu tempo de pegar minha bolsa que estava pendurada na maçaneta.
No caminho inteiro Justin ficou treinando de que jeito ia falar com sua mãe. Ele estava tão inseguro e com medo de como toda essa briga por ele na justiça ia ser que dirigia meio desatento. Fiquei com receio de que algo pudesse acontecer. Liguei o rádio, estava tocando “Parachute” da Cheryl Cole. Segurei a sua mão que estava sobre o câmbio e depois ele foi se acalmando lentamente, dava para sentir até os seus ombros relaxarem.
Em questão de minutos nós chegamos em sua casa. Um calafrio se apossou de meu corpo, sempre que passava por aquele imenso portão eu pensava em quantas já deveriam ter passado por aqui. Meus pensamentos somem quando ele segura em minha mão e me acompanha até o hall. A Senhora Mallete estava sentada na escada, com a cabeça entre os joelhos. Quando entramos, ela arregalou os lhos e veio correndo abraçar o Justin.
–Filho!! Você sumiu… saiu sem deixar notícias. Tive tanto medo de te perder. – ela disse chorosa.
–Eu estou bem mãe! Desculpe se te deixei preocupada. – ele largou minha mão e retribuiu o abraço. – Precisava muito ver a Julieta. Mas agora precisamos conversar.
A Pattie olhou para mim e me cumprimentou balançando a cabeça.
–Ok… vamos conversar. – ela disse surpresa.
–Amor me espera lá no quarto? Pode ficar a vontade. – ele disse vindo em minha direção e dando um selinho em meus lábios.
–Claro. – disse sorrindo educadamente. – Com licença, Senhora Mallete.
–Apenas Pattie, Julieta. Não precisa de tanta formalidade entre nós. – ela disse sorrindo.
Meu corpo ficou mais relaxado depois de ela ter sido tão educada e atenciosa. Tinha medo de que ela me reprovasse ou algo do tipo. Abri um sorriso e olhei em seus olhos, grata pela gentileza e pela confiança que ela transmitiu a mim.

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